Chamado de justiceiro, Moro se irrita e envia carta a jornal

O geralmente impassível juiz Sergio Fernando Moro foi retirado de sua serenidade por causa de um artigo escrito pelo físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite e publicado no jornal Folha de S.Paulo nesta terça-feira (11/10). O articulista classificou o homem da “lava jato” como justiceiro messiânico. O incômodo foi tão grande que o julgador deixou de lado a prática de falar apenas nos autos e em palestras e enviou uma carta de repúdio e protesto ao veículo, publicada nesta quarta-feira (12/10).

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Segundo artigo, conceito de justiça de Moro é na verdade “intolerância moralista".
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Moro se sentiu tão aviltado que viu no artigo um chamado velado para que lhe agridam. Questionou a presença de Cerqueira Leite no Conselho Editorial do jornal e afirmou que críticas a autoridades públicas são bem-vindas, mas não quando veiculam preconceito e rancor. Para o juiz, tirando quem está cego por ideologia, está claro que a “lava jato” cuida de crimes de corrupção e não de opinião.

“Lamentável que um respeitado jornal como a Folha conceda espaço para a publicação de artigo como o ‘Desvendando Moro’, e mais ainda surpreendente que o autor do artigo seja membro do Conselho Editorial da publicação. Sem qualquer base empírica, o autor desfila estereótipos e rancor contra os trabalhos judiciais na assim denominada operação 'lava jato', realizando equiparações inapropriadas com fanático religioso e chegando a sugerir atos de violência contra o ora magistrado. A essa altura, salvo por cegueira ideológica, parece claro que o objeto dos processos em curso consiste em crimes de corrupção e não de opinião. Embora críticas a qualquer autoridade pública sejam bem-vindas e ainda que seja importante manter um ambiente pluralista, a publicação de opiniões panfletárias-partidárias e que veiculam somente preconceito e rancor, sem qualquer base factual, deveriam ser evitadas, ainda mais por jornais com a tradição e a história da Folha”, escreveu Moro.

Intolerância moralista
Cerqueira Leite acusou Moro de comandar “esquema fanático” e que seu conceito de justiça é na verdade “intolerância moralista”. O físico avisa o juiz que “seus apoiadores do DEM e do PSDB não o tolerarão após a neutralização da ameaça que representa o PT”.

No fim, o articulista emitiu um alerta: “Cuidado Moro, o destino dos moralistas fanáticos é a fogueira. Só vai vosmecê sobreviver enquanto Lula e o PT estiverem vivos e atuantes”.

Repúdio dos leitores
Junto com a carta de Moro, o jornal publicou a correspondência de dois leitores também repudiando o ataque ao juiz. Rogerio Barletta de Campos, de Guaratinguetá (SP), pondera que as decisões de Moro vem sendo mantida pelas instâncias superiores: “Quer dizer que todo o sistema judiciário, inclusive o STF, está à mercê do juiz Sergio Moro? Todas as suas decisões vêm sendo reafirmadas pelas demais instâncias do Poder Judiciário”, escreveu o leitor.

Wania Lopumo, da capital paulista, afirmou ser fã do físico em outras áreas: “Professor, com todo respeito e admiração que sempre lhe guardei, acredito que sua inteligência e capacidade poderiam nos brindar com outras aventuras —o mais recente Nobel de Física, por exemplo– pois, sinceramente, sua divagação sobre a psique do juiz Moro decepcionou-me. Nota zero!”. 

Leia abaixo o artigo "Desvendando Moro", de autoria de Rogério Cezar de Cerqueira Leite, publicado no jornal Folha de S.Paulo nesta terça-feira (11/10):

"O húngaro George Pólya, um matemático sensato, o que é uma raridade, nos sugere ataques alternativos quando um problema parece ser insolúvel.

Um deles consiste em buscar exemplos semelhantes paralelos de problemas já resolvidos e usar suas soluções como primeira aproximação. Pois bem, a história tem muitos exemplos de justiceiros messiânicos como o juiz Sergio Moro e seus sequazes da Promotoria Pública.

Dentre os exemplos se destaca o dominicano Girolamo Savonarola, representante tardio do puritanismo medieval. É notável o fato de que Savonarola e Leonardo da Vinci tenham nascido no mesmo ano. Morria a Idade Média estrebuchando e nascia fulgurante o Renascimento.

Educado por seu avô, empedernido moralista, o jovem Savonarola agiganta-se contra a corrupção da aristocracia e da igreja. Para ele ter existido era absolutamente necessário o campo fértil da corrupção que permeou o início do Renascimento.

Imaginem só como Moro seria terrivelmente infeliz se não existisse corrupção para ser combatida. Todavia existe uma diferença essencial, apesar das muitas conformidades, entre o fanático dominicano e o juiz do Paraná -não há indícios de parcialidade nos registros históricos da exuberante vida de Savonarola, como aliás aponta o jovem Maquiavel, o mais fecundo pensador do Renascimento italiano.

É preciso, portanto, adicionar um outro componente à constituição da personalidade de Moro -o sentimento aristocrático, isto é, a sensação, inconsciente por vezes, de que se é superior ao resto da humanidade e de que lhe é destinado um lugar de dominância sobre os demais, o que poderíamos chamar de "síndrome do escolhido".

Essa convicção tem como consequência inexorável o postulado de que o plebeu que chega a status sociais elevados é um usurpador. Lula é um usurpador e, portanto, precisa ser caçado. O PT no poder está usurpando o legítimo poder da aristocracia, ou melhor, do PSDB.

A corrupção é quase que apenas um pretexto. Moro não percebe, em seu esquema fanático, que a sua justiça não é muito mais que intolerância moralista. E que por isso mesmo não tem como sobreviver, pois seus apoiadores do DEM e do PSDB não o tolerarão após a neutralização da ameaça que representa o PT.

Savonarola, após ter abalado o poder dos Médici em Florença, é atraído ardilosamente a Roma pelo papa Alexandre 6º, o Borgia, corrupto e libertino, que se beneficiara com o enfraquecimento da ameaçadora Florença.

Em Roma, Savonarola foi queimado. Cuidado Moro, o destino dos moralistas fanáticos é a fogueira. Só vai vosmecê sobreviver enquanto Lula e o PT estiverem vivos e atuantes.

Ou seja, enquanto você e seus promotores forem úteis para a elite política brasileira, seja ela legitimamente aristocrática ou não".

O IDEÓLOGO disse:
12 de outubro de 2016 às 13:16

As sentenças do Dr. Juiz Moro veem sendo mantidas por política judiciária. Ato contrário motivaria revolta da população contra toda a Justiça e reforçaria a figura de seu prolator como herói da Nação Brasileira. O gênio da raça.

Shalom!!!

Neli disse:
12 de outubro de 2016 às 13:21

Li o artigo ontem e fiquei indignada.
O articulista disse, com toda candura, que se "não houvesse corrupção, não haveria Moro" ou algo semelhante.
Oras, o que ele queria?
Que a corrupção não fosse investigada?
Não fosse denunciado o acusado?
Que o acusado não respondesse processo penal?
E ao final, se comprovada o Juiz não condenasse?
Sou assinante do Jornal há mais de vinte anos e esse artigo foi um dos que me chamou a atenção negativamente.
O voto de todos deve ser respeitado, mas, o voto ou a simpatia partidária não pode apagar a crítica.
Data máxima vênia.
Minha solidariedade ao Juiz Federal.
E meus respeitos e cumprimentos para a Polícia Federal,Ministério Público Federal e Juiz Federal pelo hercúleo trabalho desenvolvido.Um trabalho que enche de orgulho todos os brasileiros.

Papajojoy disse:
12 de outubro de 2016 às 14:29

Na verdade, esses intelectuais comunistas deveriam todos serem julgados e fuzilados. São a escória que vomita asneiras para contaminar a sociedade. Não há como fazer referência a tais suínos sem cometer excesso verbal.

Gabriel da Silva Merlin disse:
12 de outubro de 2016 às 14:44

Os petistas estão tentando fazer o que sempre fizeram, uma jogada de marketing para tentar repetir mil vezes uma mentira e tentar assim fazer com que ela se torne uma verdade.

E o caso do juiz Sérgio Moro é o exemplo disso, ocorre que ninguém acredita mais nas mentiras e na desonestidade deles. Inclusive não por outro motivo o PT foi totalmente rechaçado pela população nesta última eleição municipal.

FABIO RIO DE JANEIRO disse:
12 de outubro de 2016 às 15:58

Como alguém ousa a criticá-lo. Afinal, todo servidor público deve ser escrutinado pelo contribuinte, desde para elogiar, nunca criticar, nao é mesmo. Ainda mais um reles professorzinho que nem é digno de pertencer ao Conselho editorial da Folha. Enfim, foi o que quis dizer, em outras palavras, o semideus brasileiro, escalado diretamente do Olimpo para salvar os pobres mortais.

Marcos Alves Pintar disse:
12 de outubro de 2016 às 16:10

Se o juiz federal Sérgio Moro é um fanático ou algo do gênero eu não sei dizer, pois não o conheço, nem nunca atuei com ele. No entanto, a visão que o povo brasileiro tem do trabalho realizado pelo referido Magistrado tem sim feito de fanatismo. Sérgio Moro nada mais é, considerando a visão que as massas possuem dele, senão o Lula de 13 anos atrás, o Collor de 1989, e assim por diante. Fanatismo puro e simples, bem típico do brasileiro. Daqui há alguns anos, a mesma massa de fanáticos estará demonizando o próprio Sérgio Moro, e elegendo o novo salvador da pátria. E a vida segue. E o atraso continua.

Rivadávia Rosa disse:
12 de outubro de 2016 às 16:32

O fato é temos Juiz. Um Juiz que rompeu a imensa cadeia delitiva que assolou e saqueou o País. Eventuais abusos, podem e são corrigidos pelos tribunais superiore.
No mais, desde PLATÃO e ARISTÓTELES – a ideia de justiça perpassa pelos valores da virtude moral, do agir para o bem.
E, nesse sentido [bom] a ideia de bem corresponde ao cumprimento de todos os preceitos exigidos pela honestidade, do caráter irrepreensível e da probidade, seja na vida social, familiar, pública ou política, sabidamente há muito abandonados nas escadarias/portas dos tribunais.
Ademais, vislumbra-se sinais de nostalgia patológica de certos ‘processos’ [Processos de Moscou promovidos pelo ditador JOSEPH STÁLIN - 1936-1939] – em que se desenvolveu um método inédito de confissão [‘revolucionária’] – em que os próprios acusados demonstram ao mesmo tempo sua culpabilidade e a sabedoria do poder que os mata. Assim, Juiz e carrasco servem a mesma causa – o primeiro como carrasco, o segundo como vítima, para a “felicidade geral, democraticamente” ...
Porém, no Brasil, como se vê, “ainda há Juízes” que seguem o devido processo legal ...

Adilson Sebastião Silva disse:
12 de outubro de 2016 às 16:36

Em qualquer país sério. Moro estaria fora da Lavaplaudo, seria substituído, não estou me referindo ao mérito da investigação , mas à intencionalidade da divulgação da gravação da Dilma fora do horário autorizado para as gravações, revelando-se tendencioso e partidário, atributos que devem permanecer distante de qualquer juiz. Ora , depois ele pede desculpas e se retrata frente ao supremo e a presidente, fato louvavel , mas isso é o mesmo de se confessar com o padre , rezar dez pai-nossos e dez ave-marias nao alivia o pecado, já está feito. Moro cria um fato que instaura um antes e um depois, marcado por evidente abuso de poder, tolerável e aceitável somente numa república de "bananas" .
O saldo é uma aberta intolerância partidária.Se isso vira moda e descamba para outros seguimentos da sociedade viveremos o caos do estado de direito.
Não sou petista, mas não o aplaudo.Vivi uma ditadura e não quero viver outra.

Marcelo-ADV disse:
12 de outubro de 2016 às 20:08

"Há mais ídolos do que realidades no mundo" (Nietzsche).

LeandroRoth disse:
12 de outubro de 2016 às 21:36

Moro desmascarou esse jornalista fajuto provavelmente "convencido" por muita prata a escrever tamanhas bobagens que não convencem nem os mais incautos.
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E os garantistas-lelés continuam se coçando, vendo que não dá mais pra dizer pro cliente: "Corrompa e roube à vontade que tá tudo 'garantido'...".
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Mas isso prova uma coisa: ser um juiz firme e que faça valer a autoridade da lei penal é muito difícil 'nestepaiz'. As resistências encontradas são fortíssimas. Fácil é anular tudo e soltar todo mundo, para deleite da advocacia e do lobby da criminalidade de elite. Sem contar que não se arrisca a própria vida enfrentando os interesses dos bandidos!
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Mas felizmente temos alguns como Sérgio Moro que decidem fazer a diferença, mesmo com todos os ônus e riscos de ser ousado nesta terra de ninguém.

Gryphon disse:
12 de outubro de 2016 às 22:12

Que servidor ridículo esse juiz Moro. Vive batendo boca na rede, se incomoda profundamente com a crítica, mostra-se inseguro. Como um narcisista está desesperado para manter a irreal imagem de herói perante o espelho. Tem evidentes conexões partidárias, violou a lei em pelo menos duas ocasiões. Enfim, esse juiz Moro é uma desonra em relação AOS SEUS COLEGAS tão ou mais honestos e trabalhadores do que ele e que não precisam dos holofotes e da aprovação da opinião pública.
Juiz apaixonado pela própria imagem e escravo da opinião pública.

Wander Barbosa & Carini Advogados disse:
12 de outubro de 2016 às 23:18

Savonarola acabou por confessar as supostas profecias que teria recebido e acabou, por fim, queimado. Existe um pranto ensurdecedor oculto em uma mente inconformada com tamanha insignificância notadamente assumida com a infeliz reportagem. Ao nobre juiz, restam centenas de documentos que serão eternizados à despeito de suas conclusões. Ademais, o fanatismo ideológico manifestado assemelha-se mais com aqueles de Savonarola do que a atuação de Moro. E como nos conta a história, fanatismos desenfreados conduzem à fogueira...

WF Estudante disse:
13 de outubro de 2016 às 01:42

Bom, o delegado da lava jato deveria ter o repúdio do Juiz Moro também. Ora, não vazou de um perfil privado no Facebook onde o delegado chama o Lula de anta e o Aécio de honesto. Ora, não há denúncias contra o Aécio??

Isto não seria cegueira ideológica? porém, pior, é um agente público que deveria ser imparcial, bem diferente do do jornalista que não ocupa um cargo que exija imparcialidade, um agente público que deveria zelar pela imparcialidade e isonomia.

Quero um lava jato investigando e punindo todos com "provas", agindo conforme a lei. Investigar e punir só o PT ou envolvidos com o PT, é apenas "cegueira ideológica".

Sinceramente fico com dúvida com relação a paixão ideológica dos agentes públicos envolvidos na operação, pelo menos um, salvo inverídico o conteúdo abaixo, manifestou imparcialidade, outros, fico realmente na dúvida!

Fonte:
http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,delegados-da-lava-jato-exaltam-aecio-e-atacam-pt-na-rede,1591953

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/03/26/delegado-da-lava-jato-que-apoiou-aecio-quer-que-google-conte-quem-o-critica.htm

Sandro Couto disse:
13 de outubro de 2016 às 01:51

Ora, as pessoas defendem Moro apenas porque ele foi alçado à condição de super-herói pelos jornais, pois não precisa ser da área jurídica para ver que há evidentes exageros seletivos que, sem dúvida, demonstram um ativismo judicial e a aplicação do alternativismo de forma perigosa. Não apenas este senhor, professor de física pelo que entendi, já percebeu, qualquer um que olhe de forma desapaixonada, constata a atuação política e seletiva que vem ocorrendo no caso.
Vazamentos ilegais, de cunho claramente políticos, são tolerados pelo TRF, assim como o CNJ, que se abstém de adotar as medidas cabíveis. O TRF, analisando representação de 19 advogados que atuam no caso, em decisão absurda, afirmou que situações excepcionais, justificariam medidas excepcionais. Ora, então a lei e a Constituição não mais seriam balizas e limites para a atuação do Estado contra o indivíduo? Então não vivemos mais sob a égide de um Estado de Direito e o império da lei e estamos ao sabor dos humores do julgador.
O ativismo judicial e o alternativismo é muito bem-vindo, porém, quando é para ampliar direitos e não para retirá-los, atuando a autoridade judicial contra expressas disposições legais. Isso tudo expõe sim a lava-jato a severas críticas que já desbordam o meio jurídico, que há muito tempo já a critica (afora posicionamentos corporativos a favor) e agora, pelo visto, provêm inclusive do cidadão comum.
Espero que isso sinalize ao nosso Judiciário, principalmente os tribunais superiores, que devem deixar de serem coadjuvantes e reféns dessa aventura alternativista in malam partem e voltem a ser protagonistas e,sem medo da opinião publicada, façam seu papel de garante do cidadão, coibindo e punindo os excessos seja de quem for, pois nenhum fim pode justificar o meio!

WLStorer disse:
13 de outubro de 2016 às 08:26

Se irritar e enviar carta de resposta não basta.
Tal denominado cientista parece que vem procurando faz tempo e, quem procura, acha. Vejam, por exemplo: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/as-tolices-cerqueira-leite-nos-emirados-saderes/ e http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/blogs/180679-a-cruzada-de-rogerio-cerqueira-leite-na-folha-contra-a-lava-jato-mostra-que-tipo-de-cientista-ele-e.html#.V_9u-1QrK00.
Danos morais nele e no jornal Moro.

Thadeu de New disse:
13 de outubro de 2016 às 10:14

E o pior de tudo é ter que ver comentários que se fundamentam com notícias e posicionamentos da VEJA.
Báh.

Lucerna Juris disse:
13 de outubro de 2016 às 10:15

Só uma fuga completa da realidade para tentar igualar o Juiz Moro a Savonarola. Mais do que isso, total leniência em relação à corrupção e uma cegueira completa que impede de ver relação de causa e efeito entre aquela e os descalabros sofridos pelo país. É o laissez-faire na sua pior modalidade, a absolvição plenária da bandidagem, sob a ótica de uma ideologia vesga a prestigiar a má-fé e o cinismo, os assaltos ao Erário e a destruição dos valores fundantes da nacionalidade, tudo a pretexto da "defesa dos mais fracos, dos pobres e dos oprimidos", que, em última análise, não passam de meros pretextos e de gazuas para arrombar cofres públicos. Crime é para ser punido, não com justiçamento, mas com Justiça, que é exatamente como age o Juiz Moro.

Nilto Parma disse:
13 de outubro de 2016 às 10:15

Medíocre.
A inveja é o que caracteriza o medíocre.
Muito bem, se não aparecia como físico, ganhou holofotes como alguém que tenta desqualificar o trabalho de Sua Excelência, o Juiz Sérgio Moro.
Ou será que aí existe algum comprometimento com esses que vêm roubando o dinheiro público?
Ora, o trabalho do competente e trabalhador eficiente Juiz mereceu aplauso de uma nação inteira, cansada de ser roubada.
O que faz com que físico "renomado" ataque os bons, os competentes, os corajosos, e, sob sob falso manto da defesa da Constituição, idolatre e proteja esses bandidos, ladrões do dinheiro público?
Olha, senhor físico, primeiro lave a boca, limpe a pena e ganhe um Nobel, para criar condições de afrontar o Moro.
Você está desprezando a sociedade.
"Parabéns", Folha!!!

incredulidade disse:
13 de outubro de 2016 às 10:26

Várias gerações de brasileiros (eu inclusive) passaram pela máquina de doutrinar das universidades federais, formada por professores ligados a PSTU, PSOL, PT e os "movimentos sociais", que introduziram na nossa mente que riqueza é ruim, sucesso profissional só vem com fraude e negociatas, e que é bom ser pobre e limpinho.
Muitas dessas pessoas cresceram com o binômio empresário mau, trabalhador bom na cabeça. Rico malvado, pobre gente boa.
E hoje tem imensa dificuldade de entender que dado partido é tão sujeito à sedução da corrupção como qualquer outro.
Mas, para eles, é como pensar que o Papai Noel faz sexo, o Coelhinho da Páscoa traz seus ovos via descaminho e a Fada Madrinha tem um esquema de lavagem de dinheiro.
E, por isso mesmo, acham que quem os critica é fanático também, só que do outro "lado". Todos são fanáticos.
Esse é o verdadeiro fanatismo que atrapalha e atrasa o Brasil.

LuizMendes disse:
13 de outubro de 2016 às 10:59

Diz o ditado: "aos meus inimigos os rigores da Lei. Aos meus amigos, a Lei". Infelizmente o colunista está corretíssimo, só não vê quem não quer ou que tem interesses. Ou seja, a aristocracia dos tempos medievais é a nossa elite atual. E esse Juiz, representa isso mesmo, uma elite que só pensa nela. Uma aristocracia atual, que sempre "usou" esse país, essa gente, para enriquecer de forma fácil, corruptivamente e o que é pior, com o apoio dos empobrecidos, pois o domínio da informação e o controle da mídia, também corrupta e corruptível, enaltece os "caçadores de marajás", os "lutadores contra a corrupção", mas infelizmente, como foi dito para o empresário da Odebrech, "só queremos a corrupção dos últimos 12 anos, o que souber antes do PT não nos interessa". Por que essa parte do depoimento não sai na imprensa (diga-se Rede Globo e suas iguais)? Simplesmente porque, na hora que o senhor Juiz Moro pegar, um sequer do PSDB, DEM, ou até mesmo dos caciques do PMDB, ele cai. Vai sim pra fogueira e, podem ter certeza, até o STF e o CNJ passarão a execrá-lo.
A comparação com os tempos medievais é perfeita. Só critica esse artigo, quem tem interesse elitista ou ainda acredita que socialista come criancinhas. Ou é como o Of. Justiça que enaltece Moro e não enxerga que os próximos a irem para a fogueira seremos nós, servidores públicos de todo o país. Esse é o discurso da imprensa corrupta e apoiadora do Estado mínimo, que, infelizmente, cegos como esse Roth, defende. No minimo já está aposentado e deve ter apoio ($) ou berço para não estar nem aí para o que vem pela frente. Mas, "a Lei é para todos/as". Que não sejam da aristocracia ou da elite brasileira.

Professor Edson disse:
13 de outubro de 2016 às 11:04

Está explicado.

João Batista Trindade Rodrigues disse:
13 de outubro de 2016 às 11:49

Quando pensamos que estamos rumando ao caminho do conhecimento dos retos, nos deparamos com um intelectual, ou achamos que era, o físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite. O Juiz Sergio Moro está conduzindo esse processo do chamado "Lava Jato", com a postura e imparcialidade de magistrado. Magistrado estudioso, submisso apenas às leis e ao processo. Situação que ocorreria com qualquer um outro par da mesma envergadura que estivesse presidindo esta causa. Toda crítica é saudável e necessária. É o aprendizado. Neste caso,com esse artigo do senhor Rogério Cezar de Cerqueira leite, está nos servindo apenas para conhecer um pouco mais desse senhor. Registrou um espaço duvidoso em seu curriculum. Recomendo uma reavaliação no Conselho Editorial.

Gelson de Oliveira disse:
13 de outubro de 2016 às 13:12

Será que juízes também têm direito de defesa ? Ou esse direito é só para os autores de crimes ? Por que parece que está havendo uma campanha sistemática contra esse magistrado. Tudo tem limite. Chega uma hora que ultrapassa o tolerável.

VAO disse:
13 de outubro de 2016 às 13:15

Geralmente as pessoas inteligentes (Q.I. acima da média), possuem interpretação das coisas desvirtuadas da realidade. Talvez explicada pela falta de inteligência emocional, capacidade. Não estou aqui dizendo que todos são assim. Entretanto, a exemplo desse Senhor físico, recentemente um importante biólogo, defendeu o aborto de fetos por simplesmente serem portadores da Síndrome de Down. Basta uma pesquisa, o nome dele me fugiu da memória. Segundo o biólogo, os pais estariam praticando um ato imoral! Pasmem! Parece que o posicionamento preconceituoso desse físico coaduna com o perfil do biólogo citado. Porém só faltou uma lição para o físico. Antes de apontar o dedo para alguém, olhe-se para o espelho. Isso a física não ensina. Se chama humildade. Como você Senhor fisico, quer atribuir a alguém um julgamento moral, chamando-o de messiânico e outros termos, se o próprio Senhor, esdrúxulamente, com alto teor de rancor e desconhecimento Juridico, faz a mesma coisa? Primeiro, vá estudar Direito antes de falar o que não sabe. Recomendo o livro Direito e Moral. Segundo, tenha mais humildade. Não jogue pedra contra alguém que você julga, fazendo a mesma coisa que você supõe que ele esteja fazendo. No mais um grande abraço

João B. G. dos Santos disse:
13 de outubro de 2016 às 13:50

Cancelei a minha assinatura do jornal Folha de São Paulo faz algum tempo. O "artigo" deste físico é o exemplo que explica o cancelamento. Não compreendo bem, também, os que criticam o juiz Sérgio Moro. Por um acaso ele fez algo errado em prender ou condenar os réus que julgou? Por um acaso ele descumpriu alguma lei do país? O que querem os seus críticos? Que a corrupção continue? Que nos transformemos na Venezuela onde não há comida, remédio e papel higiênico? Leio com interesse estes comentários para ver se apresentam alguma proposta para o país. Nada encontro de útil, apenas o mantra da desqualificação pessoal deste magistrado, característica de quem não possui argumentos para sustentar um ponto de vista crivel. Melhor rir pois aparentemente é impossível desasnar estes incautos. Oxalá esteja enganado.

João B. G. dos Santos disse:
13 de outubro de 2016 às 13:53

Grato.

Advogado Santista 31 disse:
13 de outubro de 2016 às 13:53

Cada dia mais constato que o Lulopetismo estragou o cérebro de muita gente, principalmente a choldra que acompanha e segue fanaticamente o partido dos PilanTras como se fossem estes vitimas de "puro moralismo", ignorando as leis e o estado democrático de direito. Que essa escumalha seja varrida para as notas de rodapé da história, lugar propicio para essa gente.

Thadeu de New disse:
13 de outubro de 2016 às 14:06

"O físico Rogério Cerqueira Leite, integrante do Conselho Editorial da Folha, escreveu artigo dizendo que Moro é um fanático sendo usado pelo establishment (clique aqui). Acostumado a selfies e aplausos, o magistrado do Paraná acusa o golpe (com o perdão do trocadilho) e, sem esconder um certo travo de autoritarismo, escreve missiva ao jornal e pede censura ao dizer que críticas como essa deveriam ser evitadas".

preocupante disse:
13 de outubro de 2016 às 22:00

Não que todos os professores brasileiros sejam ideologicamente manipulados pelos que passaram os últimos treze anos (des)governando este país. Mas uma coisa é certa: a grande maioria dos professores(as) brasileiros estão psicológica e emocionalmente dominados pela ideologia Lulopetista. Desde os anos 80 que eles vêm sofrendo intensa lavagem cerebral e se tornado multiplicadores nas escolas e universidades - os alunos são as cobaias - dessa maléfica máquina de transformar pessoas saudáveis em zumbis. Por isso não me causa espanto esse tipo de artigo contra o Juiz Sérgio Moro. Diante disso, esse magistrado está sendo posto à prova diariamente por esses maniqueístas do mal, pois o objetivo deles, acredito, é consumir sua razão, torna-lo suspeito e ou impedido e com isso criar o fundamento que eles tanto almejam para afasta-lo da presidência dessa importante operação mãos limpas à brasileira.

RCWiseman disse:
14 de outubro de 2016 às 00:25

"Infeliz a nação que precisa de heróis."(Bertold Brecht, in Life of Galileo,1938). E mais infeliz a que aclama super-heróis de ocasião. Lembrem-se de Joaquim Barbosa. E quanto à Eduardo Cunha, o Moro já o encontrou?

José Jesus disse:
14 de outubro de 2016 às 03:59

Toda vez quando surge alguém que defende uma posição mais equilibrada da justiça, com relação a operação "Lava a Jato", há uma ferocidade em dizer que o lulopetismos contamina a cabeça dos professores das gerações influenciadas por partidos de esquerda. Essa forma de pensar consideram como se apenas estas posições fossem ideológicas. As vestais da direita não possuem ideologia e não defendem uma forma de pensar o Estado, só a esquerda é ideológica. Se eu penso um Estado mais igualitário, sou ideólogo do lulopetismo, se penso o Estado Liberal aí sou a Verdade Absoluta e Incontestável, isso não é ideologia. Vamos voltar aos textos de filosofia para deixarmos de dizer bobagens.

DAGOBERTO LOUREIRO - ADVOGADO E PROFESSOR disse:
14 de outubro de 2016 às 10:01

O Físico Cerqueira Leite, muito respeitado em sua área de atuação, investe na seara judicial, para propalar uma série de idéias absurdas e desconexas, misturando processo criminal com política, como se alguém estivesse ou pudesse usar a lei para tolher ou inibir a ação ideológica de algumas figuras de destaque nesse mundo do poder.
Fica bastante claro que não sabe nem entende do que está falando. Não sabe que o Juiz, seja ele quem for, não age politicamente, mas sim, fundamentalmente, procura fazer cumprir a lei, para que a ação criminosa não seja estimulada, prospere e continue agredindo os nossos valores sociais.
Demais disso, as decisões judiciais estão sujeitas a recurso, podem ser questionadas e reformadas, se não estiverem de acordo com a vontade do legislador. Por isso que é um grande desatino falar-se em “ditadura do Judiciário”. Não há poder mais democrático e transparente do que o Judiciário.
Agora, referir-se ao Juiz, no exercício de suas nobres funções, como “justiceiro messiânico”, e chamando os procuradores da República de seus “sequazes”, colocando no mesmo saco duas instituições distintas, o citado cientista foi de um atrevimento inesperado e injusto, atacando quem, com muita coragem e dedicação, luta bravamente para que a nódoa da corrupção, se não for extirpada, seja pelo menos atenuada da vida brasileira, assente que o Brasil figura entre os cinco Países mais corruptos do mundo.

amigo de Voltaire disse:
14 de outubro de 2016 às 10:32

Na idade média quem ardia na fogueira eram os adeptos da ciência que era vista com maus olhos pela igreja. Agora que os cientistas se arvoram em psiquiatras e acabam misturando as coisas sao eles os inquisidores. Nao acho que o físico vá acabar na fogueira como Giordano Bruno que negou-se a voltar atrás em suas idéias; é mais provável que seu destino seja o hospício.

Marcelo-ADV disse:
14 de outubro de 2016 às 20:17

Todos são iguais perante a Lei? Numa democracia sim, mas não existe isso entre nós, afinal, algumas se acham superiores, acima das Leis, intérpretes privilegiados, aqueles que sabem qual é o interesse público, o interesse coletivo e o bem comum.

Constituição não significa nada, qualquer um com poder com aniquilar a Constituição, fazer projetos para destruí-la, agitar as massas, em suma, e fazer o que quiser, pois é a pessoa que sabe qual é o bem comum, o interesse público.

Não somos iguais perante a Lei, pois alguns acham que sua compreensão de Justiça está acima das Leis, acima da Constituição, e assim podem enfiar pela goela abaixo sua visão solipsista de justiça.

Vivo o Brasil! País em que a "justiça" de um vale mais que a dos outros, e vale mais que a Lei.

Que democracia, hem!? Igualdade zero. É assim que somos iguais perante a Lei.

Henrique Auler disse:
14 de outubro de 2016 às 23:53

Aprendido em cursos elementares de filosofia, temos por falácias uma máscara de verdade a argumentos falhos e incorretos. Assim trabalha o colunista, partindo a ataques pessoais contra o Juiz Moro, pois sua argumentação é incapaz de utilizar a verdade.

Iludido disse:
16 de outubro de 2016 às 20:25

Bom, faço entendimento que o Dr. Moro é um clássico único por força do seu destino. TODOS TEMOS QUE APOIÁ-LO MESMO, SOB PENA DE A JUSTIÇA BRASILEIRA SER O QUE PENSAMOS. Mas, para abrilhantar, vamos a um exemplo: Se o Lula tivesse arrumado um emprego para mim com um salário de R$ 20.000,00 e o Dirceuzinho tivesse feito força para isso realizar, é lógico, que estaria contra o Dr. Mouro e a Justiça. Este procedimento faz parte do pecado mortal dos humanos e nunca mudará por falta de autorização cósmica.

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