O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou, na tarde desta sexta-feira (12/5), que computadores de alguns servidores receberam avisos sobre um ataque cibernético. A corte paulista suspendeu prazos processuais e determinou que computadores de todos os fóruns e prédios forenses fiquem desligados, mas afirma que o expediente é normal, inclusive para advogados que precisarem de informações.
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) suspendeu o site temporariamente, de forma preventiva, mas afirma que as atividades continuam normalmente. O Ministério Público de São Paulo também alega que seu site está fora do ar por precaução.

A Globo News afirma que passa de 70 o número de países atingidos. O ataque, conforme a emissora, embaralha informações digitais e cobra bitcoins (moeda digital) para que o usuário volte a acessar os dados normalmente.
Uma das mensagens recebidas no Judiciário paulista fixa três dias para o pagamento. “Depois disso o preço será dobrado. Além disso, se você não pagar em 7 dias, você não será capaz de recuperar seus arquivos para sempre”, diz o texto, em português. “Ninguém pode recuperar seus arquivos sem o nosso serviço de descriptografia.”
Pelo menos dez tribunais do país deixaram seus sites fora do ar. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, 16 hospitais públicos do Reino Unido tiveram computadores bloqueados, e também há relatos de problemas em países como Rússia, Japão, Turquia, Filipinas e Alemanha.

Risco
No caso do Judiciário paulista, existe maior risco aos computadores de usuários contaminados por vírus, e não ao banco de dados geral, de acordo com Rafael Stabile, gerente de Operações da Softplan (empresa responsável pelo portal e-Saj).
Segundo ele, o sistema de segurança no tribunal tem várias barreiras para impedir acesso de terceiros aos dados processuais.
* Texto atualizado às 19h35 do dia 12/5/2017 para acréscimo de informações.

Os cegos procuram a luz.
O Kasperky Lab desde o ano passado vinha emitindo em seu blog alertas sobre as novas "cepas" de ransomwares, cada vez mais sofisticados.
Alguns dos algoritmos de cripotografia mais complexos, e impossíveis de serem quebrados, são divulgados por seus criadores como de acesso livre na Internet. Eu particularmente uso o Kryptel, com tecnologia de Blow Fish para guardar arquivos processuais que não quero visualizáveis...
Agora poderá vir a segunda parte do problema. Vão ter de gastar dinheiro com sanitização de HDs. Um bom ramsoware tem elementos de virus vundo variant, se o HD não for sanitizado com algoritmos militares, instala-se novamente o HD, o malware se incorpora à instalação do Sistema Operacional...
Nota de reconhecimento deve ser dada à OAB-RJ, que instalou produtos Kaspersky em todas as suas máquinas... Poderia ser BitDefender, outro grande desenvolvedor de proteções seguras...
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