O advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhou para a Odebrecht de 2011 a 2016, acusa o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, de intermediar negociações paralelas dele com membros do Ministério Público Federal que trabalham na operação “lava jato”.
As conversas costumam ser sobre abrandamento de penas e diminuição da multa que o ex-advogado da empreiteira deveria pagar em um acordo de delação premiada, segundo reportagem da jornalista Mônica Bergamo publicada na edição deste domingo (27/8) do jornal Folha de S.Paulo.
Em troca, segundo Duran, Zucolotto seria pago por meio de caixa dois. O dinheiro serviria para "cuidar" das pessoas que o ajudariam na negociação, segundo correspondência entre os dois que o ex-advogado da Odebrecht diz ter guardado. Tacla Duran deve lançar um livro em outubro deste ano contando a história.
Segundo a narração de Duran, as negociações aconteceram pelo Wickr, aplicativo que criptografa o conteúdo da comunicação e destroi as mensagens enviadas. Zucolotto nega as acusações e afirma que nunca se encontrou nem conversou com Duran. Diz ainda que não utilizava o aplicativo.
A mulher do titular de Sergio Moro, Rosangela, já foi sócia do escritório de Zucolotto. O advogado defende também o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que faz parte da força-tarefa da "lava jato", em ação trabalhista que tramita no Superior Tribunal de Justiça.
Tacla Duran foi acusado de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa pelo Ministério Público Federal. O advogado tentou fazer delação premiada, mas as negociações fracassaram, diz, porque ele se recusou a admitir crimes que não havia cometido. Atualmente, Duran mora na Espanha e é considerado foragido da Justiça. Moro decretou a prisão dele, que foi detido no país europeu em novembro de 2016, mas libertado em janeiro deste ano. O advogado tem dupla cidadania. O governo brasileiro já pediu a sua extradição, mas a Espanha negou.
O advogado afirma que tratou das investigações da “lava jato” com Zucolotto entre março e abril de 2016, de acordo com a reportagem da Folha. O escritório do advogado atuava havia dois anos como correspondente da banca Tacla Duran Advogados Associados, no acompanhamento de audiências trabalhistas e execuções fiscais.
Procurado pela reportagem do jornal, Moro defendeu, por meio de nota, o amigo. Ele disse ser "lamentável que a palavra de um acusado foragido da Justiça brasileira seja utilizada para levantar suspeitas infundadas sobre a atuação da Justiça".
"A alegação de Rodrigo Tacla Duran de que Carlos Zucolotto teria prestado alguma espécie de serviço junto à força-tarefa da Lava Jato ou qualquer serviço relacionado à advocacia criminal é falsa", disse o magistrado. "O sr. Carlos Zucolotto atua na área trabalhista e jamais advogou em matéria criminal", disse Moro.
Em nota ao site Antagonista, Moro disse que o relato de Duran é falso e que ele não apresentou quaisquer provas a respeito do que alega. "Lamenta-se o crédito dado pela jornalista ao relato falso de um acusado foragido", escreveu o juiz.
Moro afirmou ainda que sua mulher, Rosangela, participou "de uma sociedade de advogados" com Zucolotto, mas "sem comunhão de trabalho ou de honorários". Segundo ele, Rosangela "jamais trabalhou em processos do escritório do sr. Carlos Zucolotto e vice-versa".
Leia a nota do juiz Sergio Moro:
Sobre a matéria Advogado acusa amigo de Moro de intervir em acordo, escrita pela jornalista Mônica Bergamo e publica em 27/8/2017 pelo jornal Folha de S.Paulo, informo o que segue:
-O advogado Carlos Zuccoloto Jr é advogado sério e competente, atua na área trabalhista e não atua na área criminal;
-O relato de que o advogado em questão teria tratado com o acusado foragido Rodrigo Tacla Duran sobre acordo de colaboração premiada é absolutamente falso;
-Nenhum dos membros do Ministério Público Federal da força tarefa em Curitiba confirmou qualquer contato do referido advogado sobre o referido assunto ou sobre qualquer outro porque, de fato, não ocorreu qualquer contato;
-Rodrigo Tacla Duran não apresentou à jornalista responsável pela matéria qualquer prova de suas inverídicas afirmações e o seu relato não encontra apoio em nenhuma outra fonte;
-Rodrigo Tacla Duran é acusado de lavagem de dinheiro de milhões de dólares e teve a sua prisão preventiva decretada por este julgador, tendo se refugiado na Espanha para fugir da ação da Justiça;
-O advogado Carlos Zuccoloto Jr é meu amigo pessoal e lamento que o seu nome seja utilizado por um acusado foragido e em uma matéria jornalística irresponsável para denegrir-me;
E
-Lamenta-se o crédito dado pela jornalista ao relato falso de um acusado foragido tendo ela sido alertada da falsidade por todas as pessoas citadas na matéria.
Curitiba, 27 de agosto de 2017. Sergio Fernando Moro, juiz federal.
Cai o rei de espadas, cai o rei de ouros, cai o rei de paus, cai, não fica nada...
O Brasil é uma gracinha. Só rindo ! Ontem, caíram, hoje vão derrubar.
Lula e outros também disseram que eram inocentes...
Diante da notícia, Kakay compartilhou no WhatsApp texto no qual, em exercício de imaginação, aborda como seria o trato da acusação conforme o modus operandi do juiz Federal.
"É claro que temos que dar ao Moro e aos Procuradores a presunção de inocência, o que este juiz e estes procuradores não fariam, mas é interessante notar e anotar algumas questões:
1- O juiz diz que não se deve dar valor à palavra de um "acusado", opa, isto é rigorosamente o que ele faz ao longo de toda a operação!
2- O juiz confirma que sua esposa participou de um escritório com o seu amigo Zucolotto, mas sem "comunhão de trabalho ou de honorários". Este fato seria certamente usado pelo juiz da 13 vara como forte indício suficiente para uma prisão contra um investigado qualquer. Seria presumida a responsabilidade, e o juiz iria ridicularizar esta linha de defesa.
3 - A afirmação de que 2 procuradores enviaram por e-mail uma proposta nos mesmos termos da que o advogado, padrinho de casamento do juiz e sócio da esposa do juiz, seria certamente aceita como mais do que indício, mas como uma prova contundente da relação do advogado com a força tarefa.
4 - O fato do juiz ter entrado em contato diretamente com o advogado Zucolatto, seu padrinho de casamento, para enviar uma resposta à Folha, ou seja combinar uma resposta a jornalista, seria interpretado como obstrução de justiça, com prisão preventiva decretada com certeza.
5 - A negativa do tal procurador Carlos Fernando de que o advogado Zucolatto embora conste na procuração, não é seu advogado mas sim um outro nome da procuração, seria ridicularizada e aceita como motivo para uma busca e apreensão no escritório de advocacia.
pena que não cabe a resposta do advogado inteira
6 - O tal Zucolatto diz que trabalha com a banca Tacla Duran, mas que conhece só Flavia e nem sabia que Rodrigo seria sócio, o que, se fosse analisada tal afirmação pelo juiz da 13 vara certamente daria ensejo a condução coercitiva.
7 - E o fato simples da advogada ser também advogada da Odebrecth seria usado como indício de participação na operação.
8 - A foto apresentada, claro, seria usada como prova.
9 - A negativa de Zucolatto que afirma não ter o aplicativo no seu celular seria fundamento para busca e apreensão do aparelho.
10 - Enfim, a afirmação de que o pagamento deveria ser em espécie, não precisaria ter prova, pois o próprio juiz admitiu ontem numa palestra, que a condenação pode ser feita sem sequer precisar do ato de ofício, sem nenhuma comprovação.
Conclusão: Ou seja, embora exista, em tese, a hipótese destes fatos serem falsos o que nos resta perguntar é como eles seriam usados pela República do Paraná? Se o tal Dalagnol não usaria a imprensa e a rede social para expor estes fortes "indícios" que se entrelaçam na visão punitiva. Devemos continuar dando a eles a presunção de inocência, mesmo sabendo que eles agiriam de outra forma.
Como diz o poeta "a vida dá, nega e tira", um dia os arbitrários provarão do seu próprio veneno."
O Juiz não segue meus interesses, logo, o ataco.
Ora, há mais três instâncias para reclamar contra eventuais injustiças do julgador.
Ainda temos as Corregedorias e o CNJ.
Por que não mudo o assunto, não procuro as vias legais?
Por que procuro a imprensa?
Para "queimar" o Juiz?
Que coisa!!!
Tiremos, então, todos os Juízes!!! Coloquemos então os réus em seus lugares!!! Eles farão a verdadeira JUSTIÇA!!!
O Juiz não segue meus interesses, logo, o ataco.
Ora, há mais três instâncias para reclamar contra eventuais injustiças do julgador.
Ainda temos as Corregedorias e o CNJ.
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Por que procuro a imprensa?
Para "queimar" o Juiz?
Que coisa!!!
Tiremos, então, todos os Juízes!!! Coloquemos então os réus em seus lugares!!! Eles farão a verdadeira JUSTIÇA!!!
Estou vendo que vai tudo acabar como na Itália.
Todas as ações para o combate da corrupção reprimidas e os mesmos políticos de sempre - com dinheiro e poder - se livrando da cadeia.
O pior: cidadãos que deveriam condenar a classe política, se voltam contra os acusadores(!!!).
Quem quiser viver num real Estado Democrático de Direito que vá para a Suécia, ora pois!!!
Estou vendo que vai tudo acabar como na Itália.
Todas as ações para o combate da corrupção reprimidas e os mesmos políticos de sempre - com dinheiro e poder - se livrando da cadeia.
O pior: cidadãos que deveriam condenar a classe política, se voltam contra os acusadores(!!!).
Quem quiser viver num real Estado Democrático de Direito que vá para a Suécia, ora pois!!!
Em nota, Moro critica jornalista e dá argumento imbatível em favor de acusado: “Ele é meu amigo”...este é o togado "herói"midiatico que comanda a Lava-Jato...persegue seus desafetos e blinda seus interesses...."grande" juizeco
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