Fachin desmembra inquérito que investiga deputados do PP

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, desmembrou, nesta sexta-feira (20/4), um inquérito que investigava oito integrantes do PP por integrar organização criminosa. Ele entendeu que, como eles não são mais deputados, não devem ser investigados e nem responder a processo no Supremo, onde tinham prerrogativa de foro por função. Os políticos são investigados em meio à operação "lava jato".

Carlos Moura/SCO/STF

Fachin desmembra inquérito que investiga se deputados do PP constituíram organização criminosa para subornar construtoras.

Em outra decisão desta sexta, Fachin trancou inquérito que apurava pagamento de propina pela construtora Queiroz Galvão a diversos parlamentares. A Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento por falta de provas depois das investigações.

Com isso, Simão Sessim, Roberto Balestra, Jerônimo Goergen, Eduardo da Fonte, Aguinaldo Ribeiro, Mario Negromonte Júnior e Waldir Maranhão tiveram inquérito arquivado. O vice-governador do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, agora será investigado (PP) será investigado no Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

Sairão do Supremo e serão enviados à Justiça Federal no Distrito Federal investigações contra João Pizzolatti e Pedro Henry. Mário Negromonte, ex-senador e hoje conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia, será investigado no Superior Tribunal de Justiça, foro para membros de tribunais de contas dos estados e municípios.

Continuam no Supremo investigações sobre os deputados Aguinaldo Ribeiro, Arthur Lira, Benedito de Lira, Ciro Nogueira, Eduardo da Fonte, José Otávio Germano, Luiz Fernando Faria e Nelson Meurer.

O ministro Fachin ainda remeteu à Polícia Federal autos do inquérito arquivado para que continua as investigações sobre o repasse, pela Queiroz Galvão, de R$ 1,6 milhão ao deputado Aguinaldo Ribeiro. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

Clique aqui para ler a decisão.
Inq 3.989
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