Gilmar elogia Moro e diz que segurança é desafio maior que corrupção

Em Nova York para uma palestra neste sábado (3/11), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, elogiou a indicação do juiz Sergio Moro para o Ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PSL). 

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Gilmar afirmou que Moro "dispõe de toda a qualificação para exercer o cargo".
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Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Gilmar foi questionado sobre o anunciado enfoque de Moro no combate à corrupção e disse que a "tarefa de segurança pública é muito maior do que a questão da corrupção". Também defendeu um maior envolvimento da União na questão da segurança, principalmente no combate ao crime organizado. 

O ministro do STF disse ainda que o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba "dispõe de toda a qualificação para exercer o cargo e certamente cumprirá bem as missões que lhe forem confiadas, essa é minha expectativa”. 

Sobre uma possível contaminação nas decisões anteriores de Moro por causa de sua entrada no governo, Gilmar disse que será uma questão a ser debatida no Judiciário.

Gilmar palestrou no evento II Law and Economics, organizado pela Fundação Getulio Vargas em parceria com a Universidade de Columbia, com apoio do jornal Financial Times, do Brazilian American Chamber of Commerce e da CLS Brazil.

Rejane Guimarães Amarante disse:
04 de novembro de 2018 às 13:03

Além de dizer que "a tarefa da segurança pública é muito maior do que a questão da corrupção" como se uma coisa não tivesse nada a ver com a outra, anteriormente, fez duras críticas ao que chamou de "prisões provisórias alongadas".
(...) "Nós tornamos as prisões provisórias do doutor Moro em prisões definitivas. Esse é o resultado nesses casos. É melhor suprimir a Constituição, já que tem o Código Penal de Curitiba. Deviam criar a Constituição de Curitiba também "(...)
(...) "Por que se trata de decisões bem elaboradas ? Porque esse sujeito fala com Deus ?" (...)
Então, sem sombra de dúvida, o Ministro Gilmar elogia, inequivocamente, a saída do juiz Sérgio Moro do Poder Judiciário.
E tudo o que o juiz Moro fez será "analisado".

Rejane Guimarães Amarante disse:
04 de novembro de 2018 às 13:13

O Brasil precisa de sua infiltração em todos os setores. Querem guerra na Política para despistar os saques de dinheiro público, de recursos naturais.
As duas faces da mesma MOEDA, literalmente.
Cara ou coroa ? Tanto faz, a BANCA sempre ganha.
Make love, not war !
Peace and love !
"...when the moon is in the NINTH HOUSE
and Jupiter aligns with Mars .."

Rejane Guimarães Amarante disse:
04 de novembro de 2018 às 13:17

Obrigado. Acredito que deve ter um substituto à altura.

S.Bernardelli disse:
04 de novembro de 2018 às 15:12

Parece que até agora o único que ficou indignado com Moro foi o Celso de Mello, parece que também, pelo menos por enquanto, é o único que está preocupado com a moralização do Poder judiciário. Isso é lamentável.

Neli disse:
04 de novembro de 2018 às 23:36

Data vênia, a insegurança pública é consequência da corrupção.
A corrupção é o crime mais hediondo que existe.
Nem o latrocínio é tão hediondo quanto ela.
O latrocida, com seu abjeto ato, mata uma pessoa, destrói uma ou duas famílias, e quantas pessoas o corrupto não mata indiretamente? Quantas famílias não são destruídas indiretamente?
O corrupto (ativo e passivo) indiretamente comete todos os crimes previstos no Código Penal e descumpre princípios constitucionais.
No Brasil há uma pandemia de crimes comuns e isso pode ser creditada aos corruptos.
Há falta de dinheiro público para a saúde? Credita-se ao corrupto. Gerações de brasileiros estão condenadas à eterna ignorância? Credita-se ao corrupto.
O corrupto coloca seu interesse pessoal acima do interesse Público.
Ele descumpre princípios fundamentais inseridos na Constituição Nacional.
A epidemia de mortes violentas deve ser creditada, friso-me, ao corrupto.
Crime abjeto.
A crise que se passa o Brasil deve ser creditada ao corrupto: ativo e passivo.
O eterno subdesenvolvimento do Brasil deve ser creditado ao corrupto.
Basta sair às ruas, em qualquer cidade do Brasil, para ver o caos que a corrupção deixou.
A insegurança pública é, portanto, consequência da corrupção.
Urge-se debelá-la.
Data vênia.

João da Silva Sauro disse:
05 de novembro de 2018 às 04:31

Não é produtiva ou relevante a comparação entre latrocínio e corrupção. O ato intencional contra a vida humana não pode ser minimizado. O fato de ser indireta e presumida a suposta morte 'causada' pela corrupção é sim relevante. Esta obsessão com a corrupção como o maior mal do brasil não é saudável e confunde por demais as coisas. A corrupção pode sim aumentar um problema já existente, mas sem uma precisa identificação dos fatos envolvidos não se pode adequadamente afirmar sua magnitude. A candência moral de um tema não pode ofuscar sua relevância prática.

Palpiteiro da web disse:
07 de novembro de 2018 às 14:34

Concordo com suas palavras.
A corrupção é a chaga de todas as calamidades perpetradas nesta terra abençoada e, não vejo perspectiva de melhoria, haja vista que as autoridades estão acostumadas com a vida palaciana e nababesca, tudo, claro, às expensas do dinheiro do povo por intermédio de licitações com cartas marcadas com empreiteiras pra lá de famosas ( OAS, CAMARGO E CORREIA, ODEBRECHT etc...)
O Brasil tinha tudo pra dar certo, mas não dá por conta desta chaga chamada corrupção.

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