Após o procurador da República Deltan Dallagnol divulgar que faria revelações inéditas sobre a "lava jato" em uma palestra com ingresso pago, o então corregedor-geral do Ministério Público Federal, Hindemburgo Chateaubriand Filho, criticou informalmente a conduta do colega.

O caso ocorreu em julho de 2017, segundo conversas divulgadas nesta quinta-feira (8/8) pelo jornal Folha de S.Paulo, em conjunto com o site The Intercept Brasil. Na ocasião, Chateaubriand Filho expôs a reprovação ao procurador, que então mudou a forma de divulgação da palestra. O corregedor admite que não tomou o procedimento formal por gostar de Dallagnol.
“Só quero lhe dizer q liguei em consideração a vc e ao Januário [procurador Januário Paludo]. Como Corregedor, na verdade, não me competia fazer o q fiz”, afirmou.
Os diálogos entre Dallagnol e Hindemburgo no aplicativo Telegram também apontam que eles acertaram extraoficialmente, em agosto de 2017, que o procurador da "lava jato" não iria apresentar formalmente à Corregedoria a lista de empresas para as quais deu palestra remunerada, para evitar a repercussão negativa da eventual indicação dos contratantes.
Em outra conversa fora dos autos de um processo, Dallagnol perguntou a Hindemburgo se ele gostaria de ver, de forma antecipada, as informações que iria prestar ao próprio corregedor-geral em uma apuração, e abriu espaço para que a autoridade orientasse a resposta dele.
Nenhuma novidade. A função correicional no Brasil, mesmo após a criação do Conselho Nacional do Ministério Público, e do Conselho Nacional de Justiça, sempre foi realizada mediante sistemática violação da lei, procurando-se sempre acobertar crimes e condutas ilegais praticadas por juízes e promotores.
Ao falar de Acobertamento não se esqueça da Oab.
Ou será que neste ponto a ordem não deve ser criticada?
Na OAB, prezado Cid Moura (Professor), a situação é ainda mais grave quando o assunto é acobertamento. No entanto, não me parece adequado, em uma discussão sobre acobertamento de delinquentes nos órgãos públicos, que as falhas da OAB sejam discutidas conjuntamente pois, independentemente de haver ou não falhas na função disciplinar na OAB, a falha no funcionamento das corregedorias continuam a existir. Como o tema é amplo, parece-me que imiscuir os problemas existentes na OAB em meio à discussão é uma forma de avolumar a discussão ao ponto de se perder o foco.
Então quer dizer que, depois dessa ilegalidade inescusável praticada pelo Corregedor, sua indignação é com a OAB? De fato, os limites da indignação são meras conveniências. Dizer o quê? Mas o Cid Moura (Professor) deveria aproveitar o espaço e tecer considerações acerca do real objeto da matéria. Atreveria-se?
Se houvesse um campeonato mundial de impunidade de um órgão público, nesse quesito a corregedoria do mpf tupinambá ganharia disparado... e com louvor. Em 2003 completava 10 (DEZ) ANOS sem nunca ter punido ninguém (v.: https://www.conjur.com.br/2003-dez-02/mi nisterio_publico_federal_nao_pune_ningue m_dez_anos).
Considerando que de lá pra cá passou 16 anos, logo fará o aniversário de 30 anos de impunidade cabal.
Já que temos novo Congresso, que tal uma CPI para investigar o órgão mais impune da República?
Somente o CNJ, que pune exemplarmente os juízes e, principalmente, as chefias de órgãos públicos, cumprem a sua missão.
Servidor público está na linha de frente. Mesmo assim, quando se engana, é severamente punido.
Enquanto isso, OAB e Ministério Público, agem como aqueles que não veem nada, não falam, não ouvem...
Por que a velha imprensa insiste em querer transformar o cumpridor da lei (Dallagnol) em bandido, em privilegiado? Em um país onde reinam a inversão de valores e o patrimonialismo, é difícil esperar por opiniões honestas da imprensa. Dallagnol e Moro: heróis nacionais.
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