Os procuradores da "lava jato" consideravam a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, um entrave e uma espécie de inimiga interna da operação. Eles até discutiram estratégias para pressionar Dodge, através da imprensa, a enviar ao STF o acordo de delação premiada do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, a principal testemunha da "lava jato" contra o ex-presidente Lula.

É o que apontam as últimas mensagens divulgadas nesta sexta-feira (9/8) pelo site The Intercept Brasil, em parceria com o jornal El País. Nas conversas, sobram críticas ao trabalho de Dodge no comando do Ministério Público Federal. Uma das queixas da força-tarefa é quanto à demora de Dodge em enviar acordos de colaboração para serem homologados pelo STF.
Em 28 de junho de 2018, o procurador Athayde Ribeiro Costa sinalizou que até o ex-juiz Sergio Moro, apelidado de "russo", perguntou sobre o acordo de Léo Pinheiro: "Rússia acabou de perguntar se evoluiu LP". A procuradora Jerusa Viecili respondeu que havia "advogados de outros potenciais colaboradores ligando querendo saber da evolução das negociações. Brasília precisa resolver nossas pendências, senão esse povo todo vai fazer acordo com a PF".
No dia seguinte, o procurador Deltan Dallagnol sugeriu usar a imprensa para pressionar Dodge no caso de Léo Pinheiro. O acordo foi assinado em dezembro de 2018 e, até agora, não foi encaminhado ao Supremo. "Podemos pressionar de modo mais agressivo pela imprensa, subindo nível de críticas", disse Dallagnol, que também criticou a morosidade de Dodge: "A mensagem que a demora passa é que não tá nem aí pra evolução as investigações de corrupção. Dá saudades do Janot [Rodrigo Janot, antecessor de Dodge]".
Em abril deste ano, os procuradores discutiram a possibilidade de apresentar um mandado de segurança alegando omissão de Dodge no caso de Léo Pinheiro. "Na ponta da faca, se ela assinou, cabe MS por omissão se ela não levar ao Judiciário para homologar", afirmou o procurador Antônio Carlos Welter. Em outros momentos, a força-tarefa se queixou de Dodge por "não despachar nada" e "centralizar tudo".
A força-tarefa também se irritou quando Dodge acionou o STF para barrar a criação de um fundo para administrar R$ 2,5 bilhões de multas pagas pela Petrobras nos Estados Unidos. "Caros. O barraco tem nome e sobrenome. Raquel Dodge", resumiu o procurador Januário Paludo.
Elogios a Janot
Se a relação com Dodge é conturbada, o mesmo não se pode dizer de Rodrigo Janot. O ex-PGR recebeu inúmeros elogios de Dallagnol em conversas privadas entre os dois. Em julho de 2015, Dallagnol chegou a dizer que Janot merecia um monumento e agradeceu o apoio do então PGR à "lava jato".
"Janot, o maior diferencial é que você, por características pessoais, permitiu que esse trabalho integrado acontecesse, a começar pela criação da força-tarefa e todo apoio que deu e dá ao nosso trabalho. Você merece um monumento em nossa história", escreveu Dallagnol.
Já em conversa privada com Dodge, Dallagnol deu conselhos para que a atual PGR resolva os conflitos internos. Em agosto do ano passado, ele escreveu: "Confio que terá sabedoria para ouvir frustrações com serenidade, avaliar criticamente o que é pertinente e usar isso para fortalecer os relacionamentos e o trabalho que é de todos nós".
Muita fofoca. Nada mais.
Muita fofoca. Nada mais.
da Raquel Dodge. Ela teve atritos com o antigo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros.
Tivemos algumas confirmações pelo Moro (episódio MBL). Pelo Faustão, pelo Ministro Barroso, estes de forma direta, outras confirmações de alguns Procuradores de forma indireta e, agora, o Procurador Dallagnol confirmou parte do conteúdo no caso do Ministro Gilmar.
Fofoca com os interlocutores confirmando alguns episódios ou dizendo que o conteúdo não tem nada demais?
Isto é ter paixão acima do normal. Devido processo legal, imparcialidade e o sistema acusatório não existiu, embora tivemos um combate contra a corrupção, discordo que como ocorreu e da forma seletiva que ocorrer, pois não melindraram alguns. No mais, o Estado não pode escolher quem é bandido por questões políticas.
O sujeito toma notícia que sua mulher o vem traindo com mais de um homem, tem três amantes.
"-Qual a prova que você tem que eu sou corno?"
"-Está aqui as filmagens, de diferentes dias, sua mulher entrando e saindo de motel com três diferentes homens".
"-As filmagens foram obtidas com ordem judicial? Foi autorizada a filmagem?"
"-Não.."
"-Então cala a boca que isso é injúria e difamação contra minha mulher, tecnicamente eu não sou corno, nunca fui!".
Igual raciocínio transpira, entre gotas de ódio e rancor, por parte dos defensores da lava jato.
Agora vão dizer que o El Pais é comunista. Se qualquer outro jornal internacional da imprensa estrangeira entrar, seja Washington Post, New York Times, até mesmo a Fox News, os bolsonaristas e lava jatistas vão começar a gritar que é comunismo.
Está escancarado o que todos que trabalham no direito penal, não de fachada, fazendo audiência em Jecrim e querendo vender fama de "grande criminalista", mas todos que trabalham no dia a dia do direito penal, processual penal, estão de há décadas sabendo...
E a solução? Passa pela política, por belíssimas reformas legislativas. Aí o lava jatismo vai dizer que são as velhas orligarquias corruptas reagindo contra os ventos moralizadores da lava jato.
Enfim, não falta advogado idiota, e coloco com todos as letras, idiota quem defende que o art. 142 da CF/88 permite uma intervenção contra a Ordem Democrática, "..."e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem".
Pois quebrar a ordem institucional é crime grave. Art. 5º da CF/88.
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;
Isso não é novidade, pois muitos já sabiam disso, aliás, nem Janot gostava da Raquel. O maior erro da Raquel foi não ter trocado todos que fazia parte da equipe da força – tarefa. Quando ela entrou como PGR, fiz até um comentário que ela deveria mudar todo mundo inclusive até mudar o nome lava jato para qualquer outro nome, pois mesmo já estava bichado. Quem sempre acompanhou a lava jato e desconfiava de Moro e Dallagnol não estava enganado. Até a Dilma um dia fez um comentário que Dallagnol deveria sair da força – tarefa, mas como sempre as pessoas diziam que os petistas não gostavam da lava jato porque o MOLUSCO (Lula) estava sendo acusado por eles. Até Moro já não chamava mais o Lula de Lula em redes sociais e sim de (NINE) referente ao dedo dele perdido. Infelizmente a PGR errou e o judiciário também errou mesmo sendo, alertados várias vezes... Cármen Lúcia também errou fazendo suas manobras contra Lula e a sua embromação com as ADCs 43 e 44. Outro erro foi com Toffoli fazendo o tal pacto dos três poderes para que BOLSONARO não sofresse impeachment e continuou errando se sujeitando aos militares. Todos os ministros tanto do STF, STJ E TSE incluindo a PGR erraram acreditando nessa turma vampirosa da lava jato e principalmente em Moro com exceção ao falecido Teori que não confiava nele. Todas essas sequência de erros e outros fizeram com que o judiciário esteja na situação que estão agora. Se tivesse ouvido menos a voz das e ruas e seguido mais a constituição não estariam na situação que estão hoje.
Derramam periodicamente, a conta-gotas, supostas conversas que não contém nenhuma ilegalidade (exceto em sua obtenção criminosa), mas que trazem constrangimentos, pois são conversas privadas nas quais as pessoas falam com total liberdade.
S.Bernardelli (Funcionário público)
Petista detectado rssssssssss
Se os membros do Ministério Público se articulam, trocam menagens, e elegem "inimigos internos", o que pensar sobre os "inimigos externos"? Essa pode ser a razão pelo qual há tantos crimes praticados por membros da Instituição sem ao menos uma investigação, enquanto promotores e procuradores da república denunciam de forma arbitrária milhares de cidadãos honestos que podem representam algum tipo de ameça às irregularidades por eles praticadas.
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