Preso desde outubro de 2016, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral assinou acordo de delação premiada com a Polícia Federal. A informação é do jornal O Globo.

Reprodução/TV Globo
Além de delatar agentes públicos e privados, Cabral teria se comprometido a devolver R$ 380 milhões em propinas recebidas nos últimos anos.
O acordo entre Cabral e a PF foi enviada para o Supremo Tribunal Federal em novembro, e distribuído ao ministro Edson Fachin.
O ministro pediu uma manifestação do procurador-geral da República, Augusto Aras, que se mostrou contrário ao acordo de delação. A mesma tentativa já havia sido rejeitada pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro.
Em sua manifestação sobre a proposta de delação, Aras lembrou que Cabral ocultou informações e protegeu pessoas durante a negociação do acordo com o consórcio da “lava-jato” no Rio de Janeiro.
Segundo o jornal, nos depoimentos prestados à PF, Cabral citou dezenas de políticos beneficiários do esquema de corrupção montado em sua gestão no estado e membros do Judiciário.
Entre os citados por Cabral estariam ministros do Superior Tribunal de Justiça e, por isso, o acordo depende da homologação do STF. O ex-governador acumula condenações, e suas penas somadas chegam a 267 anos de prisão.
Se o acordo previr que ele tem de devolver as centenas de milhões que roubou, aí estará valendo. Mas se não tiver de devolver tudo, mas só parte ou, o que é ainda pior, umas migalhas, aí será “acordo pra inglês ver”. Ops! Será “acordo para brasileiro ver”, porque o brasileiro se regozija apenas com as notícias, mas não dá a mínima para a realidade.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
Excelente comentário.
Excelente comentário.
Os rebeldes perfumados, que se distinguem dos "rebeldes primitivos" apenas pelo incenso personalíssimo que, moralmente, é uma "catinga", mas fisicamente, apreciável, com a delação premiada "acabarão uma hora outra, denunciando os seus comparsas", porque a vida na cadeia não é nada boa.
Os rebeldes perfumados, que se distinguem dos "rebeldes primitivos" apenas pelo incenso personalíssimo que, moralmente, é uma "catinga", mas fisicamente, apreciável, com a delação premiada "acabarão uma hora outra, denunciando os seus comparsas", porque a vida na cadeia não é nada boa.
O MPF é contra porque a delação foi fechada pela PF (que uma decisão do STF admitiu que esta também pode fazê-lo). Eles querem poder absoluto, sem dividir com órgão nenhum, mesmo que a delação possa fazê-lo devolver alguns milhões aos cofres públicos. Vale dizer, o egocentrismo é mais importante que o interesse público.
Periga surgir “MATA NO PEITO”!
Agora é só esperar o MP desvirtuar a delação pra conseguir criar as narrativas que bem entende. A delação premiada no Brasil não funciona, pq não é só o delator que age como corrupto, o MP tb.
Disseram que a lavajato destruiu empresas e prejudicou o país...
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