STJ mantém afastamento de magistrados do TJ-BA

Desembargadores e juízes investigados por fraude e grilagem em disputa de uma área de mais de 300 mil hectares no oeste da Bahia seguirão afastados. A decisão é da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça.

Nei Pinto / TJBA

Magistrados do TJ-BA foram afastados por ordem do Superior Tribunal de Justiça

A decisão foi tomada após o relator do caso, ministro Og Fernandes, lembrar que no período de afastamento inicial dos magistrados por 90 dias existia apenas denúncia oferecida e que o caso já avançou.

O ministro propôs aumentar o prazo de afastamento dos magistrados pelo prazo de um ano. A sugestão foi acolhida por unanimidade.

Em dezembro, Og Fernandes determinou o afastamento dos desembargadores Gesivaldo Nascimento Britto (presidente da corte), José Olegário Monção, Maria da Graça Osório Pimentel Leal e Maria do Socorro, que foi presa em dezembro e segue encarcerada.

Na época, o ministro determinou, ainda o bloqueio de bens de alguns dos envolvidos, no total de R$ 581 milhões.

Histórico do caso
De acordo com a investigação, existe um esquema de corrupção que envolve magistrados e servidores do TJ-BA, advogados e produtores rurais que, juntos, atuavam na venda de decisões para legitimar terras no oeste baiano.

A acusação de possíveis fraudes e grilagem de terras envolvendo os magistrados baianos já estava sendo apurada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em março, o CNJ derrubou uma portaria do TJ-BA proferida em julho de 2015 para cancelar cerca de 300 matrículas de terras e substituí-las por apenas uma, que pertence a José Valter Dias, que alega ser dono de mais de 300 mil hectares — equivalente a quatro vezes o tamanho do município de Salvador.

Dias conseguiu duas decisões que permitiram a reintegração de posse, mas elas foram suspensas em um vaivém de decisões no âmbito do TJ baiano.

2019/0098024-2

Carlos disse:
06 de fevereiro de 2020 às 00:01

Enquanto o CN não tirar da gaveta o PL que acaba com o presente chamado aposentadoria compulsória, muitos magistrados marginais continuarão sendo estimulados a cometerem diversos delitos no exercício do cargo. Afinal, o máximo que pode acontecer é ele ser expulso na magistratura e ir viver uma vida de laser, ganhando seus 25 mil e tralalá.

O magistrado que já tem tendência a cometer ilícitos, não pensa nem duas vezes em não cometê-los. Ora, se ele é premiado caso seja pego...

Zeca Andrade Moreira disse:
06 de fevereiro de 2020 às 05:25

Enquanto isso , na sala da justiça a farra continua com o dinheiro público! Já não era tempo pra esses senhores serem execrados publicamente pelos seus atos ilícitos, imórais e criminosos. Tem mais magistrados corruptos do que se imagina, além dos prevaricadores que ignoram a constituição e qualquer código jurídico seja ético ou não. Esperamos que o processo seja rápido e ao final que sejam banidos do serviço público como todo servidor público e tenham seus vencimentos cassados além de cumprirem a pena imposta pela justiça. Difícil de acreditar!!

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