Com sistema fora do ar, situação é considerada “muito grave” no STJ

Segundo o Superior Tribunal de Justiça, um ataque hacker na última terça-feira (3/11) ao sistema bloqueou a base de dados dos processos em andamento e paralisou totalmente os trabalhos até a semana que vem.

123RF

De acordo com informações do jornal O Globo, ministros do tribunal afirmaram que a situação é considerada "muito grave" internamente.

A tramitação normal dos processos foi suspensa, já que o acesso ao sistema da corte está bloqueado. Até mesmo o acesso ao servidor interno de e-mails está fora do ar.

A Polícia Federal e o setor de informática do STJ analisam a extensão do ataque e de que forma poderão contornar o problema. Outros sistemas oficiais também foram atingidos nesta quinta-feira (5/11) em Brasília: do Ministério da Saúde, da Secretaria de Economia do Distrito Federal e do governo do Distrito Federal. Não se sabe, porém, se há relação com o ataque ao STJ.

A PF abriu inquérito para investigar o caso e destacou peritos em informática para trabalhar no assunto. Há suspeita de que o hacker teve acesso ao backup da base de dados do tribunal, bloqueou esses dados e implantou uma criptografia no material. O STJ não tem conseguido acessar seus próprios arquivos.

Há casos em que hackers pedem resgate de dados sequestrados. "O problema é que, em 90% dos casos, o hacker não tem método de descriptografia, e os dados podem se perder", alerta o analista de segurança de informações Marcio Amicci.

O ESCUDEIRO JURÍDICO disse:
05 de novembro de 2020 às 20:35

A situação é muito preocupante.
E se o Brasil parar por causa dos hackers?
Nem Deus poderá nos ajudar.

Arlete Pacheco disse:
06 de novembro de 2020 às 09:57

Pois é, parece que há mais mistérios entre os céus e o Reino de Pindorama muito além daquilo que nossa vã inteligência pode alcançar!!!

Rejane G. Amarante disse:
06 de novembro de 2020 às 12:28

Acabem com a arrogância intelectual.
O melhor e ÚNICO backup é o FÍSICO. A Tenologia é útil para a celeridade da tramitação e, inclusive, para aproximar pessoas e comarcas distantes numa mesma plataforma, mas substituir totalmente os autos e arquivos físicos por digitais dá nisso.
Circulam comentários na internet de que foram sequestradas as assinaturas eletrônicas dos magistrados, o que propicia a expedição fraudulenta de alarás de soltura de presos e mandados de levantamento de importâncias milionárias.
E aí ?

Rejane G. Amarante disse:
06 de novembro de 2020 às 12:30

Corrigindo, onde constou "alarás", o correto é alvarás.

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