Sem surpresas, o Senado dos EUA absolveu, neste sábado (13/2), o ex-presidente Donald Trump, no julgamento do impeachment. Não foram alcançados os dois terços dos votos necessários para condená-lo por "incitação de insurreição", que resultou na invasão do Congresso em 6 de janeiro, e cassar seus direitos políticos. Foram 57 votos de "culpado" e 43 votos de "não culpado". Eram necessários 67 votos para responsabilizá-lo.

Depois de anunciado o resultado da votação, o líder da minoria no Senado, o republicano Mitch McConnell, fez um discurso de cerca de 10 minutos, oito dos quais ele passou sustentando a culpa do ex-presidente. Ele disse que Trump foi "praticamente e moralmente responsável" pela invasão do Congresso. Mas votou contra a condenação.
No tempo restante de seu discurso, McConnell explicou porque ele e outros senadores republicanos votaram pela não condenação de Trump. Em sua opinião, o julgamento de um ex-presidente é inconstitucional, porque não é possível remover um presidente que já deixou o cargo. Em outras palavras, o Senado não tem jurisdição para julgar um cidadão privado.
Dos 50 senadores republicanos, sete não aceitaram essa tese e se somaram aos senadores democratas que votaram pela condenação do ex-presidente e queriam cassar seus direitos políticos.
Surpresas foram as reviravoltas que aconteceram no julgamento durante o dia. No início da sessão, às 10h, os senadores se preparavam para ouvir as alegações finais de acusação e defesa e votar, conforme foi programado na noite anterior. Mas uma proposta para ouvir testemunhas foi aprovada e isso indicou que o julgamento poderia perdurar por dias, semanas ou meses.
A sessão foi interrompida às 11h30, porque discussões sobre o número de testemunhas a serem intimadas por cada parte estavam em andamento. Por volta das 12h30, a sessão foi reaberta e o líder majoritário no Senado, senador democrata Chuck Schumer, anunciou que as lideranças fizeram um acordo para cancelar os testemunhos.
Foram então apresentadas as alegações finais da acusação e da defesa, cada parte com direito a duas horas de duração (não usadas inteiramente pela defesa). E a votação do impeachment finalmente aconteceu.
Futuro de Trump
Embora tenha sido absolvido pelo Senado, depois de sofrer seu segundo impeachment aprovado pela Câmara dos Deputados, o agora supostamente candidato à Presidência em 2024 sofreu danos políticos consideráveis, segundo políticos republicanos ouvidos pelo The Hill.
Nesse tempo, a influência de Trump no partido deve erodir, eles dizem, porque ficou clara a sua responsabilidade nos conflitos de 6 de janeiro, que resultaram em mortos e feridos, e também porque ele se lançou em uma campanha para desmoralizar o processo eleitoral dos EUA, cuja integridade foi defendida por autoridades de seu governo e por políticos republicanos — além de muitos outros motivos.
Logo depois da invasão do Congresso milhares de eleitores republicanos mudaram sua filiação partidária. Na maioria, deixaram de ser republicanos e se inscreveram como independentes. Em outras palavras, Trump ficará apenas com sua base eleitoral fiel, identificada com o trumpismo — que não é suficiente para elegê-lo presidente em 2024.




Foi mais um "julgamento" de narrativas, em mais uma instância. Foi assim na Justiça americana, na maioria das instâncias, nas quais os depoimentos das testemunhas que trabalharam na eleição e dos peritos, e, neste caso do "impeachment", os depoimentos e vídeos do que realmente ocorreu no Capitólio não foram apreciados. Prevaleceu o "processo" dos "discursos", das "narrativas", as provas, mais uma vez, foram ignoradas. Houve fraude, sim, na eleição presidencial americana de 2020. As provas, desde testemunhas ouvidas em algumas Casas Legislativas de Estados dos EUA, bem como peritos em Informática que esclareceram como se deu a fraude, correram o mundo através da internet, a despeito de muitos vídeos terem sido "removidos" pelas grandes redes sociais como Twitter, Facebook e outros. Eu mesma, que compartilhei esclarecimentos prestados por peritos em Informática no meu Facebook, fui "marcada" como "Fake News", sob a "alegação" de que os "verificadores de fatos" do Facebook identificaram que a notícia era "falsa" porque a empresa Dominium negou todas as alegações. Pois é, especialistas em Informáticas explicam como foi feita a fraude e os "verificadores de fatos" dizem que o verdadeiro é o comunicado da empresa que gerenciou a votação e apuração eletrônica. E a empresa iria admitir a fraude ? Deveria, se fosse uma empresa idônea, mas prefere "tapar o sol com a peneira". E o que nós temos com isso ? Tudo a ver com isso porque nesse mundo "globalizado", as mesmas grandes corporações transnacionais que fraudam, corrompem e destroçam os direitos dos cidadãos num determinado país são as mesmas que fazem em outros países. A averiguação da fraude na eleição presidencial americana, além de ser necessária para aquele país, tem "repercussão mundial".
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login