O procurador da República de Curitiba Deltan Dallagnoll avançou hoje algumas casas no campeonato brasileiro da coragem. Deltan defendeu a falecida "delação" do ex-governador Sergio Cabral, condenado a 342 anos de prisão.
Para sustentar a validade da empulhação, ele diz que o trabalho (?) da Polícia Federal "foi embasado em emails, agendas, anotações…" — comentário que fez para atacar o ministro do STF, Dias Toffoli.
O procurador, quando foi acusado no Conselho Nacional do Ministério Público, insistiu exatamente em que e-mails, agendas, anotações (e, claro, mensagens trocadas pelo Telegram) não servem para embasar acusações, denúncias ou condenações.
Deltan atuou para adiar mais de 40 vezes o julgamento da Representação apresentada no CNMP sobre o seu célebre PowerPoint. Com ajuda de seus colegas, foi beneficiado pela prescrição.
Ele nega genericamente o conteúdo das mensagens que mostram a prática de diversas ilegalidades, após ter eliminado o conteúdo de aparelhos funcionais (celulares, notebooks e computadores do MPF) contendo o material que poderia esclarecer o caso. O campeonato para essa modalidade de coragem promete ir longe. Já o torneio da cara de pau, ele já ganhou. MCh
O trabalho da PF na delação de Cabral envolvendo Toffoli foi embasado em emails, agendas, anotações e na mudança do voto do Ministro justamente no caso em que teria havido promessa de propinas. O STF, com voto do próprio Toffoli, derrubou a delação. https://t.co/bjblNzUO3c
— Deltan Dallagnol (@deltanmd) June 16, 2021
"O procurador, quando foi acusado no Conselho Nacional do Ministério Público, insistiu exatamente em que e-mails, agendas, anotações (e, claro, mensagens trocadas pelo Telegram) não servem para embasar acusações, denúncias ou condenações". É o caso de não se levar mais a sério, é melhor encarar como anedotário.
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