Fux e Aras reafirmam compromisso permanente entre MP e Judiciário

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, reafirmaram nesta sexta-feira (6/8) o "compromisso da manutenção de um diálogo permanente entre o Ministério Público e o Judiciário para aperfeiçoar o sistema de Justiça a serviço da democracia e da República".

O encontro de 50 minutos entre ambos ocorreu um dia depois de o ministro Fux anunciar publicamente o cancelamento de uma reunião entre os chefes dos Poderes, que ele mesmo havia convocado, em resposta às seguidas investidas promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro contra o Judiciário.

Divulgação/CNMP

PGR Augusto Aras e ministro Luiz Fux
CNMP

Fux convidou Aras para uma reunião na manhã desta sexta-feira diante do recrudescimento das críticas feitas por Bolsonaro, que levaram o STF a unir-se em torno dos ministros Luís Roberto Barroso, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Alexandre de Moraes, alvos preferidos do mandatário, que disparou inclusive ofensas pessoais contra ambos.

Severino Goes

é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

caiubi disse:
06 de agosto de 2021 às 20:12

O Executivo propor qualquer mudança via congresso, é legítima, legal, constitucional. Cabe ao Congresso acatar ou não, motivo que temos diversos partidos, e em torno a considerar as duas casas legislativas de mais de 600 votantes, sendo no caso que refere a urna eletrônica exigido 2/3 dos votos, nas duas casas. O movimento é político, até onde sei não é jurídico enquanto alguma ação não for proposta. Repetidas vezes é triste, e causa insegurança, ler ou mesmo ouvir na mídia, autoridades que analisariam possível alguma representação, antecipar o seu pensamento, sua ideia, ex as demandas da lava-jato, fácil, fácil, qualquer leigo como eu já imagina o resultado. No caso agora que causou tanta perplexidade, o judiciário se misturou com política, e bagunçou tudo. Quem se mete na política é passível do contraditório, ainda que grosseiro. Não é assunto de a justiça interferir, posicionar severa e rigidamente publicamente seu pensamento. Foi convidado explanar em plenário, devemos ouvir e respeitar, agora fora daí nas mídias, gente, nossos políticos não são carneiros, ovelhas, nem tem pastores para conduzi-los. Tem mais, supomos que vote e promulgue a tal mudança, que nada mais é que acrescentar uma impressora, alguém propõe ação de inconstitucionalidade, como o julgamento será justo, livre, desapegado, sem vício de pré julgamento. Com todo respeito aos juristas, política é política, não misturem as bolas que vai dar merda, e alguém vai perde, e o povo pagar a conta. Pouco me importa o resultado, é nas urnas que manifesto politicamente, porém acredito que deve ter políticos acovardados, e não promovem a defesa da instituição.

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