Em meio a adaptações e mudanças provocadas pela epidemia de Covid-19, a Justiça brasileira não parou, alcançando a maior redução de acervo desde o início da série histórica. O Judiciário manteve o atendimento às demandas da sociedade principalmente pela via eletrônica, e recebeu 25,8 milhões de novos processos em 2020.
Também foram baixados 27,9 milhões de casos ao longo do ano passado, sobretudo de maneira virtual e remota, culminando em um estoque pendente de 75,4 milhões de processos. O volume é 2,1 milhões de processos menor do que os 77,4 milhões pendentes ao final de 2019, o que configura a maior redução de acervo desde o início da série histórica.
Os resultados estão detalhados na edição do Relatório Justiça em Números 2021, anuário estatístico consolidado desde 2009 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgado nesta terça-feira (21/9).
O total de casos pendentes em dezembro de 2020 confirma a tendência de baixa observada desde 2017, mas a comparação com o ano de 2019 ainda revela o impacto da crise da Covid-19 sobre o Poder Judiciário. Quantidade menor de processos foi protocolada nos tribunais: houve redução de 14,5% no total de casos novos.
As estatísticas obtidas ao longo da epidemia integram a 18ª edição do anuário, que mensura o período atípico inaugurado com a declaração oficial, em 19 de março de 2020, de calamidade pública e a necessidade de distanciamento social para contenção do contágio pelo novo coronavírus.
Adequação normativa
A adequação do trabalho nos tribunais se baseou em mais de 20 atos normativos pelo CNJ para a proteção da força de trabalho da Justiça, sem a interrupção dos serviços. O primeiro deles, a Resolução 313/2020, determinou o regime de plantão extraordinário no Judiciário, com suspensão dos prazos processuais e que se estendeu por mais de sessenta dias para os processos físicos.
"O enfrentamento à pandemia da Covid19 atingiu todas as esferas da sociedade brasileira e do mundo. No entanto, o Judiciário não parou. Reinventamos o fluxo de trabalho, com o emprego de medidas inovadoras e tecnológicas e asseguramos a continuidade dos serviços essenciais à Justiça", afirmou o presidente do CNJ, ministro Luiz Fux.
Publicado desde 2003, o relatório Justiça em Números é elaborado com base na missão prevista na Lei n. 11.364/2006, que cria o Departamento de Pesquisas Judiciárias dentro da estrutura do Conselho Nacional de Justiça. Com informações da assessoria de imprensa do Conselho Nacional de Justiça.
Clique aqui para acessar o relatório
Grande parte dessas decisões negam direitos legítimos, principalmente de militares subalternos contra decisões dos Comandos Militares, em troca de medalhas e favores, incompreensíveis ao entender de quem labuta nessa seara. Covardia contra quem não tem o domínio da caneta, e, que luta por seus direitos.
Acredito que o que deveria interessar é a Qualidade das decisões, não a Quantidade; porque em um país onde se optou pelo Direito Escrito, convenhamos, duvido que a maioria dos julgados tenham se baseado em uma leitura atenta do processo, o que, em muitos casos, resultaria na correta aplicação da Justiça, e não somente do Direito.
O problema para mim está na Qualidade dos julgados, e não na Quantidade destes. Em um país que não existe a tradição da leitura (atenta) e interpretação de texto, temo pelo que possa ter sido decidido pelos nossos Juízes...
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