Curitiba ganha escritório de advocacia com perspectiva de gênero

A cidade de Curitiba acaba de ganhar um escritório que não é como os outros. Criada por duas sócias, Fernanda Pacheco Amorim e Lizandra de Assis, a banca Amorim de Assis Advogadas tem por objetivo praticar uma advocacia criminal com perspectiva de gênero, conceito ainda muito pouco difundido no Brasil.

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Fernanda Pacheco Amorim e
Lizandra de Assis, sócias da nova banca
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Segundo as sócias, o projeto é sustentado por três pilares: o primeiro é a prática da própria perspectiva de gênero, que significa não tratar os processos como meros números, como é ensinado nas faculdades de Direito, mas como histórias humanas, com todas as suas complexidades e nuances, o que exige sensibilidade da parte das advogadas.

O segundo pilar é a capacitação de outros advogados e escritórios para lidar com a perspectiva de gênero, tanto para colocar em prática os protocolos do Conselho Nacional de Justiça sobre o assunto quanto para atuar no dia a dia com juízas e delegadas de polícia.

O terceiro pilar da banca Amorim de Assis Advogadas é o compliance de gênero para as empresas, que a cada dia que passa enfrentam mais problemas nos tribunais causados por mau comportamento de seus empregados.

"Houve um caso no Paraná em que uma empresa levou uma multa de R$ 100 mil, e mais R$ 10 mil por dia de não cumprimento da decisão, por causa de um encarregado que ficava tirando onda, dando tapinhas nos colegas, e eram homens, nem mesmo eram mulheres. Isso tem a ver com a masculinidade tóxica, então a ideia é capacitar as equipes e os gestores para a construção de uma estratégia para mitigação dessas situações", explica Fernanda. "Eu pesquiso gênero há mais de oito anos e agora posso unir a teoria à prática".

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