O crescimento do setor de saúde suplementar no Brasil depende da economia. Os custos médicos e hospitalares crescem ano a ano e as operadoras acabam repassando essas despesas aos clientes. Com isso, surge o desafio de uma regulação que encontre o "meio do caminho" entre o público e o privado.

Essa é a visão de José Seripieri Filho, CEO da operadora QSaúde. "A saúde privada no Brasil tem de ser suplementar, e não substitutiva", disse ele à ConJur. Atualmente, o percentual de brasileiros com planos de saúde privados gira em torno de 23% a 24%.
Seripieri esteve no Fórum de Integração Brasil-Europa (Fibe), evento com o tema "Os Desafios do Desenvolvimento: O Futuro da Regulação Estatal", que ocorre durante esta semana em Lisboa e na internet. Ele participou nesta terça-feira (19/4) de uma mesa de debate sobre regulação da saúde.
"É normal que o poder público queira regular mais e que o os empresários também queiram ganhar mais", ressaltou. Para ele, o grande objetivo é o equilíbrio entre os interesses privados e estatais.
O empresário também lembrou que o país está há quase dez anos estagnado no volume de consumidores da saúde suplementar. Para ele, isso não é bom, pois denota um crescimento do volume financeiro — mensalidades mais caras — em detrimento da clientela.
"Talvez tenha de haver uma moderação no sentido de propulsionar que o setor seja mais fomentado", opinou ele. Seripieri disse que mais clientes dos planos de saúde são menos pessoas usando o SUS, sem prejuízo do orçamento público.
Clique aqui para assistir à entrevista ou veja abaixo:
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