Juiz ordena prisão de ex-ministro da Educação Milton Ribeiro

O juiz federal Renato Borelli, da 9ª Vara Federal do Distrito Federal, ordenou a prisão preventiva de Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação, por acusações de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência. As informações são da CNN Brasil.

Isac Nóbrega/PR

Isac Nóbrega/PRO ex-ministro da Educação Milton Ribeiro é acusado de desvio de corrupção

O mandado está sendo cumprido pela Polícia Federal nesta quarta-feira (22/6). Além do mandado contra o ex-ministro, há outras 13 ordens de busca e apreensão e mais quatro de prisão, entre os estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal.

Segundo a PF, a investigação, que recebeu o nome midiático de "acesso pago", apura a prática de tráfico de influência e corrupção para liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O fundo concentra as verbas federais destinadas a transferências para municípios. A veículos de imprensa, prefeitos relataram ter recebido pedidos de propina até em barras de ouro. O Estadão revelou a existência de um "gabinete paralelo" de pastores que controlava a liberação desse dinheiro.

Um áudio divulgado pela Folha de S.Paulo registrou Ribeiro afirmando que priorizava pedidos dos amigos de um pastor por orientação do presidente, Jair Bolsonaro.

Por meio de nota, o advogado Daniel Bialski, responsável pela defesa do ex-ministro, afirmou que acompanhou as diligências e que não vê motivos para a prisão preventiva. "A custódia é injusta, desmotivada e indiscutivelmente desnecessária. Vamos entrar com pedido de Habeas Corpus visando o reconhecimento da coação ilegal imposta, especialmente porque os fatos são pretéritos e sem contemporaneidade. Não se poderia decretar a medida excepcional."

olhovivo disse:
22 de junho de 2022 às 10:35

O sujeito não está mais no cargo, daí qual o fundamento da prisão preventiva? Fazer show, claro. É a aplicação do CPPM, Código de Processo Penal Midiático.

Dr. Arno Jerke disse:
23 de junho de 2022 às 12:53

....nos resta esperar a conclusão do inquérito.
Se alguém tiver culpa, que pague.
Mas como advogado (que não conhece os autos, mas que conhece a rotina processual(?)), achei muito estranho a decisão do juiz em mandar prender alguém que não está mais no comando?
Deve ter sua motivação avaliada no HC e logo saberemos.
Entretanto, quem entra na vida pública sabe que está sujeito a estas adversidades.
Paciência.

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