O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) foi condenado pelo governo de São Paulo a pagar multa de quase R$ 32 mil por chamar os ministros do Supremo Tribunal Federal de "sodomitas". A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Durante entrevista concedida em 2020, o ex-parlamentar fez uma série de ataques e insinuações de caráter sexual contra os ministros e ainda sugeriu que pessoas que não sejam heterossexuais não podem integrar a Corte.
Com as declarações, Jefferson violou uma lei estadual paulista que veda a discriminação motivada pela orientação sexual e, por isso, se tornou alvo de processo administrativo instaurado pela Secretaria da Justiça e Cidadania de São Paulo. Não cabe recurso à decisão.
A denúncia foi apresentada à ouvidoria da pasta pela ex-vereadora Soninha Francine (Cidadania).
O ex-parlamentar foi preso no final de outubro após receber com tiros de fuzil e granadas os policiais federais que cumpriam mandado emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.
Inicialmente, a ordem de prisão havia sido despachada por ofensas feitas por Jefferson à ministra Cármen Lúcia e por desrespeito às condições para manutenção da prisão domiciliar, que o ex-parlamentar cumpria desde janeiro.
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