Municípios paulistas de Ribeirão Pires e Leme têm novos prefeitos

Foram eleitos no domingo (11/12) os novos prefeitos dos municípios de Ribeirão Pires e Leme, em São Paulo. Eles vão chefiar a administração pública das localidades até  dezembro de 2024.

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Novos prefeitos foram eleitos neste domingo (11/12) e serão diplomados em janeiro
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Em Ribeirão Pires (Grande SP), Guto Volpi (PL) venceu o pleito com  20.529 votos (38,54%). O segundo mais votado foi Gabriel Roncon (CIDADANIA), com 16.880 votos (31,69%), mas os votos recebidos foram anulados sub judice. Os demais candidatos foram Amigão D'Orto (PSB) — 14.239 votos (26,73%) , Carlos Sacomani (PMB) — 1.035 votos (1,94%)  e Agnello (MDB) — 590 votos (1,11%). 

Estavam aptos a votar em Ribeirão Pires 90.990 eleitores, dos quais 58.954 compareceram às urnas (64,98%).

Em Leme, no interior do estado, o atual prefeito interino, Claudemir Borges (PSD), venceu a eleição com 32.254 votos (100% dos válidos). Isso ocorreu porque Borges foi o único candidato na disputa — seu único adversário, Paulinho Vallença (União Brasil), renunciou à candidatura.

Compareceram às urnas de Leme 43.528 eleitores e eleitoras, 57,66% do eleitorado apto de 75.761 pessoas.

De acordo com a legislação eleitoral, a diplomação dos novos prefeitos de Ribeirão Pires e Leme deve ocorrer até o dia 13 de janeiro de 2023.

Novas eleições
Os dois municípios paulistas tiveram eleições suplementares por decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Em Leme, o então prefeito e candidato à reeleição em 2020, Wagner Ricardo Antunes Filho (PSD) venceu a disputa municipal com 46,8% dos votos. Contudo, foi condenado por improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e tornou-se inelegível com base no disposto no art. 1º, I, l, da Lei Complementar 64/90. Por consequência, teve o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral paulista em primeira e segunda instâncias, decisão confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Prefeito de Ribeirão Pires entre 2009 e 2012, Clóvis Volpi (PL), que é pai do recém-eleito Guto Volpi, venceu as eleições de 2020 com 45,91% dos votos válidos. No entanto, como o candidato teve as contas relativas ao exercício de 2012 rejeitadas de modo definitivo por efeito de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) publicado em novembro de 2020 — ou seja, após a eleição municipal —, o TRE-SP cassou seu diploma e do vice-prefeito do município, com base no disposto no art. 1º, I, g, da Lei Complementar 64/90.

O dispositivo diz serem inelegíveis para qualquer cargo aqueles que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável, em decisão irrecorrível do órgão competente. Após recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter sido negado, a chapa de Clóvis Volpi teve sua cassação confirmada com base na Lei da Ficha Limpa.

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