OAB-SP institui Medalha Esperança Garcia para premiar advogadas

A seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil instituiu nesta segunda-feira (12/12) a Medalha Esperança Garcia, homenagem a uma mulher negra escravizada que, em 1770, escreveu ao governador da capitania a fim de denunciar e pedir providências quanto às violências infligidas a mulheres e crianças.

Divulgação

A honraria será concedida às advogadas que se destacarem pela sua contribuição à defesa da justiça e dos direitos humanos, no Dia da Mulher Advogada (15 de dezembro).

A criação da medalha foi fruto de um requerimento protocolado pelo Movimento ELO, representado pela advogada Lazara Carvalho, e pelo Movimento Paridade de Verdade Nacional, fundado pela advogada Eclair Nantes. O documento também foi subscrito pelas seguintes entidades: Movimento Mulheres com Direito, Associação Brasileira de Mulheres LBTIS-ABMLBTI, Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e Instituto da Advocacia Negra Brasileira.

"O Movimento ELO e o Movimento Paridade de Verdade Nacional têm encampado a luta pela paridade de gênero e igualdade racial no sistema OAB, propondo ações efetivas, como o Projeto de Lei n° 985/2022, que altera o Estatuto da OAB formalizando paridade e cotas nas listas sêxtuplas pelo quinto constitucional. Com a aprovação do nosso requerimento e a criação da Medalha Esperança Garcia, damos mais um importante passo, ainda que simbólico, contra o apagamento das mulheres e pessoas negras no campo do Direito", afirmou Lazara Carvalho.

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