Secretário de Segurança de SP diz que vai rever câmeras da PM

O novo titular da Secretaria de Segurança de São Paulo, o policial militar da reserva Guilherme Muraro Derrite, afirmou nesta quarta-feira (4/1) que a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) vai rever o programa de câmeras corporais da Polícia Militar, o chamado Olho Vivo. 

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Novo secretário de Segurança de SP irá rever programa de câmeras corporais da PM
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A afirmação foi feita em entrevista à Rádio Cruzeiro, de Sorocaba (SP). Uma das primeiras medidas de Derrite foi pedir o estudo sobre o tema feito pela Fundação Getulio Vargas e uma pesquisa comparativa da PM sobre a efetividade das câmeras corporais no trabalho policial. 

"Nós vamos rever o programa. O que existe de bom vai permanecer. Aquilo que não está sendo bom e que pode ser comprovado cientificamente que não é bom, por isso a importância de analisar esse estudo da Fundação Getulio Vargas, a gente vai propor ao governador possíveis alterações", afirmou Derrite.

Apesar da resistência do novo governo, o programa de câmeras corporais da PM paulista apresenta resultados robustos na queda da letalidade policial. Os batalhões que adotaram o sistema de câmeras pessoais tiveram uma redução de 87% nas ocorrências de confronto, segundo levantamento da própria corporação. 

A pesquisa da PM aponta que, na comparação entre os meses de junho e outubro de 2019, 2020 e 2021, as ocorrências de resistência às abordagens policiais caíram 32,7% nos batalhões que usam as câmeras operacionais portáteis. Nos demais, a redução no período ficou em 19,2%.

Durante a campanha para o governo do estado, Tarcísio de Freitas já havia manifestado a intenção de acabar com o programa, mas amenizou o discurso após sofrer uma onda de críticas.  

Derrite deixou a PM para ingressar na política e foi eleito deputado federal pelo Partido Progressista em 2018. Ele provocou polêmica ao afirmar que policial bom tem de ter ao menos três homicídios. O secretário também costuma compartilhar vídeos marcando uma página chamada "CPFSCancelados", de ocorrências que acabam em morte.

Luís1972 disse:
05 de janeiro de 2023 às 13:51

Quem entende um pouco de segurança pública sabe que o uso de câmeras corporais, por policiais, diminui o número de crimes como agressões, tortura, chantagem, peculato, extorsão, prevaricação, recebimento do chamado arrego, apropriação de produtos de crimes (drogas e produtos lícitos), e tantas outras ilicitudes que só favorecem esses "policiais" que são contra o uso da "body camera".

fernandgoncalves disse:
05 de janeiro de 2023 às 21:40

O Boletim de Ocorrência Policial, formulário em papel que vem sendo substituído pelo formulário eletrônico e agora ganha registros de som e imagem em movimento é avanço inominável do Controle Social sobre a Violência.
Melhoria que não deve tardar, se é que não existe, é a transmissão da Ocorrência em tempo real para Serviços de Apoio ou mesmo transmissão aberta na INTERNET.
Outro avanço factível é a expansão do uso de informação digital representada através de áudio, vídeo e animação em conjunto com mídias tradicionais (texto, gráficos e imagens) simultaneamente e transmitida em tempo real pela INTERNET e alimentando Bancos de Dados sobre Violência e Criminalidade na cidade.
A Convergência e Integração Digital dos dados da violência e criminalidade possibilitando análises e síntese da Realidade em tempo real como base para o Planejamento Dinâmico e Execução das ações de Segurança Pública.
Sem gastar nada com Licenças de Uso de Softwares e com baixo gasto de aquisição de Hardwares , Suporte e Qualificação para o Uso da Tecnologia e havendo a simbiose Estado/Universidade/Mercado a Sociedade adquire Controle da Violência/Criminalidade na Cidade.
Utopia. Não. Temos Ciência, Tecnologia e Dinheiro. Nos falta o chamamento para modelar o serviço de segurança pública fortemente impregnada de tecnologias digitais.

fernando gonçalves
13 9109-6150

"Tenho convicção que teremos uma Sociedade Vicentina justa, menos desigual, com mais e melhores oportunidades quando os moradores de São Vicente/SP tiverem acesso fácil ao valor e sinal das grandezas vicentinas variáveis cujas medidas são necessárias à problematização, equacionamento e discussão das soluções factíveis para a SãoVicenteQueTemos."

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