Ministros, autoridades e associações repudiam ataque a Alexandre

Magistrados, políticos e associações de classe repudiaram o ataque sofrido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e seus familiares na sexta-feira (14/7), no Aeroporto Internacional de Roma. 

Rosinei Coutinho/SCO/STF

Alexandre e seus familiares foram atacados na sexta-feira, na cidade de Roma
Rosinei Coutinho/SCO/STF

Uma mulher hostilizou Alexandre, chamando-o de "comunista" e "comprado". Além disso, um homem teria agredido o filho do ministro com um tapa e um segundo homem também participou das hostilidades, xingando o magistrado.

A Polícia Federal pode enquadrar os três, que já desembarcaram no Brasil, por crimes contra a honra e ameaça. A corporação abriu um inquérito para apurar o caso. 

"Minha solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes e sua família. A truculência violenta de extremistas jamais poderá ser aceita como forma legítima de manifestação política. Debate público se faz com ideias e argumentos", disse o ministro Gilmar Mendes, decano do STF, em seu perfil no Twitter. 

O procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que solicitou informações à PF sobre a agressão e que o Ministério Público Federal "tomará as medidas cabíveis" a respeito do caso. 

"Tão logo soube do ocorrido, (Aras) enviou mensagem ao magistrado, a quem manifestou solidariedade. Aras considera repulsiva essa agressão, que se agrava ao atingir a família do ministro", disse a PGR em nota publicada no Twitter. 

O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que "ataques dessa natureza são inconcebíveis na democracia". Ele também disse que os agressores devem ser "rapidamente submetidos à Justiça". 

O ministro Bruno Dantas, presidente do Tribunal de Contas da União, classificou o caso como "intolerável".

"Importunar, assediar, agredir verbal ou fisicamente um servidor público em razão do trabalho que realiza é intolerável. Lamentavelmente a legislação brasileira ainda não pune com o rigor necessário os selvagens que praticam esse tipo de crime", afirmou Dantas.

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), e associações regionais da magistratura manifestaram "profundo repúdio" ao ataque. 

"É preciso que se respeite a independência do Poder Judiciário, princípio fundamental de nossa Constituição, em especial da nossa Suprema Corte e do TSE, devendo os seus ministros receber o tratamento digno e respeitoso derivado do exercício de tão relevantes funções", diz a nota coletiva. 

Além da Ajufe, subscrevem o texto a Associação dos Juízes Federais do Estado de Santa Catarina (Ajufesc); a Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp); a Associação dos Juízes Federais do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Ajuferjes); a Associação Paranaense dos Juízes Federais (Apajufe); a Associação dos Juízes Federais do Rio Grande do Sul (Ajufergs); a Associação dos Juízes Federais da Bahia (Ajufba); a Associação dos Juízes Federais da 1ª Região (Ajufer); e a Associação dos Juízes Federais do Mato Grosso do Sul (Ajufems). 

Gelezov disse:
17 de julho de 2023 às 09:42

Para toda ação existe uma reação.
Para entender o que que ocorreu, se ocorreu como alegado pelo ministro, precisamos lembrar a imagem, para muitos, que os membros do STF criaram.
Ficam horas em seus votos, como se fosse um palanque.
Julgam conforme interesse de seu próximos.
Deixaram de lado princípios que nortear a Constituição, prendem pessoas sem o devido processo legal e soltam traficantes, traficante com 188 kg de cocaína solto porque é primário.
Segundo um ministro apoiador de Bolsonaro é mané ou nazista.
Quero ver se algum politico tem coragem de propor, e o mais difícil ser aprovado um plebiscito para destituir todos os membros do atual STF, ou criar um Poder Constitucional, que não tenha membros apadrinhados por políticos.
O sistema é bruto!
Muitos só irão entender quando não for aprovado o que eles querem.
A vontade da população é o que menos interessa.

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