Caso Villela

Assassinato de ex-ministro do TSE é tema de série documental do Globoplay

Estreia neste sábado (22/2) Crime da 113 Sul, série documental sobre as investigações do assassinato do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral José Guilherme Villela. Os quatro episódios ficarão disponíveis na plataforma de streaming Globoplay. A produção é dirigida pelo diretor de Jornalismo da TV Globo em Brasília, Luiz Avila.

Globo/ Divulgação

José Guilherme Villela e Maria Carvalho Villela

O ex-ministro do TSE José Guilherme Villela e sua esposa, Maria Carvalho Villela

A série conta com vídeos exclusivos e promete apontar fragilidades nas investigações do caso. “Não é um documentário sobre o crime nem sobre a investigação da polícia. Fizemos a nossa própria investigação sobre o caso e mostramos, ponto a ponto, as nossas descobertas ao longo dos quatro episódios”, diz o diretor.

Além de uma revisão das mais de 16 mil páginas do processo, o documentário traz entrevistas com testemunhas, advogados, delegados e promotores responsáveis pelo caso.

Alguns dos condenados pelo crime também deram depoimentos. Entre eles, a filha do ex-ministro, Adriana Villela, apontada como mandante do crime.

O crime

O ex-ministro, sua mulher, Maria Carvalho Mendes Villela, e a empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva, foram encontrados mortos em 31 de agosto de 2009. Juntos, os três receberam mais de 70 facadas.

Os corpos foram encontrados no apartamento da família, localizado na Super Quadra Sul 113 de Brasília, após parentes ficarem preocupados com o desaparecimento do casal.

Globo/ Divulgação

Adriana Villela, filha do casal e acusada de ser mandante do crime, em entrevista para a série documental ‘Crime da 113 Sul’

Em agosto de 2010, Adriana foi presa pela primeira vez, com outras quatro pessoas, sob a alegação de estarem atrapalhando as investigações.

Na ocasião, Leonardo Campos Alves, ex-zelador do prédio dos Villela, afirmou ter cometido o triplo homicídio para roubar e por medo de ser reconhecido. Dias depois, mudou o depoimento e afirmou ter sido Adriana a mandante do crime.

Em setembro daquele ano, a filha do casal foi denunciada pelo Ministério Público do Distrito Federal pela participação nos assassinatos. A Justiça aceitou a denúncia no mês seguinte.

Em outubro de 2019, foi condenada a 67 anos e 6 meses de reclusão em regime inicialmente fechado pelo Tribunal do Júri de Brasília.

O julgamento, que chegou a ser questionado no Supremo Tribunal Federal, durou dez dias.

Quem foi José Guilherme Villela

José Guilherme Villela nasceu em Manhuaçu (MG), em 12 de agosto de 1936. Formou-se na Faculdade de Direito da antiga Universidade de Minas Gerais. Teve dois filhos: Adriana e Augusto.

Villela atuou como advogado por mais de 45 anos. Entre seus clientes, estiveram Fernando Collor de Mello (durante o processo de impeachment no Congresso), Juscelino Kubitschek, José Sarney, Paulo Maluf e Delfim Netto.

De 1980 a 1986, ocupou uma das vagas do TSE. Ele foi morto aos 73 anos.

Seja o primeiro a comentar.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também