Com 600 agentes e 249 viaturas destacados para a segunda fase da “operação rastreio”, a Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta semana 920 foragidos. Só na região do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), foram 220 prisões e seis apreensões de adolescentes.

Polícia Civil em São Paulo prendeu mais de 900 pessoas nesta semana
O objetivo da ação era cumprir cerca de 1,4 mil mandados de prisão. Segundo a assessoria de comunicação da instituição, a maioria dos procurados foi condenada por crimes patrimoniais ou sexuais em outros estados.
Em abril, na primeira fase da “operação rastreio”, outros 675 indivíduos foram presos.
De acordo com a Polícia Civil paulista, aproximadamente 48% dos detidos são reincidentes.
“O Estado que prende com base legal, prende para proteger. A prisão não é, e nunca deve ser, o único pilar do sistema penal, mas negá-la em contextos como o brasileiro é fechar os olhos para a realidade das ruas. Operações como essa mostram que São Paulo está vigilante. Que a Polícia Civil está atuante. E que a Justiça, ainda que lenta para alguns, alcança todos”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, Artur José Dian. “Grande parte dos presos possui histórico criminal extenso. Muitos atuavam há anos com liberdade, graças a morosidade ou fuga. A prisão interrompe trajetórias que se consolidariam em carreiras criminosas.”
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