O desembargador Walter Barone, do Tribunal de Justiça de São Paulo, é o novo presidente da União Internacional de Magistrados (UIM). Barone, que é o 1º vice-presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis), foi escolhido para o cargo na última terça-feira (14/10), durante a 67ª Reunião Anual da Associação Internacional de Juízes, em Baku, no Azerbaijão.
Barone (3º a partir da esquerda) foi eleito em reunião na última terça
O magistrado será o segundo brasileiro a ocupar a presidência da UIM, 20 anos depois do primeiro, o ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça Sidnei Beneti, que esteve à frente da instituição em 2005 e 2006. Barone foi eleito depois de ter ocupado a vice-presidência da UIM, desde 2023, e de presidir o grupo Ibero-Americano da instituição. Ele também já liderou a Federação Latino-Americana de Magistrados (Flam).
Barone é desembargador do TJ-SP desde 2015. Ele formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e também tem o diploma de Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas. Mestre em Direito Penal pela USP, ingressou na magistratura em 1989.
“Assumo a Presidência da União Internacional de Magistrados consciente das grandes responsabilidades que ela implica, uma vez que os ataques à independência judicial no mundo são cada vez mais frequentes. Mas, ao mesmo tempo, estou muito honrado por ser o primeiro brasileiro a suceder o ministro Beneti nesse posto, depois de mais de 20 anos. Agradeço à AMB pelo apoio que sempre me prestou, tendo sido fundamental para que fosse alcançada essa vitória”, afirmou Barone.
A instituição
A UIM, fundada há mais de 70 anos e atualmente sediada em Roma, reúne 92 associações nacionais de juízes ou grupos representativos dos cinco continentes. A entidade atua para defender a independência do Poder Judiciário e garantir a observância dos direitos humanos e da liberdade.
Além de Barone, o pleito desta terça também elegeu o juiz do Trabalho Paulo Dornelles como presidente da 4ª Comissão de Estudos da UIM.
Para o desembargador Jayme de Oliveira, que representa a delegação do Brasil no congresso da UIM, foi um dia importante para o associativismo brasileiro e para o país.
“A eleição dele foi algo natural, por tudo que ele fez nos últimos anos. Eu, particularmente, estou muito feliz porque é o resultado do esforço e dos projetos traçados desde 2017, e que resultaram em ampla projeção do Brasil no associativismo internacional, com a eleição do colega Barone para a Flam, para o grupo Ibero-Americano e agora presidência da UIM. É o resultado de um associativismo forte que resultou na união da magistratura, com planos de longo prazo, cujos resultados estamos colhendo”, avalia.
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