
AGU 1º Encontro Regional da Advocacia Pública Negra na última semana
A Advocacia-Geral da União promoveu, na última segunda-feira (24/11), juntamente com a Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro e as Procuradorias-Gerais dos Municípios do Rio de Janeiro e de Niterói (RJ), o 1º Encontro Regional da Advocacia Pública Negra, no auditório da sede da instituição no Rio de Janeiro.
O encontro teve como objetivo discutir meios para fomentar acesso, permanência e ascensão de pessoas negras na advocacia pública brasileira.
“Esta parece uma linha de chegada, mas na verdade é um começo”, destacou a chefe da Assessoria Especial de Diversidade e Inclusão da AGU, Claudia Trindade, lembrando que é dever dos ainda poucos negros e negras presentes nos espaços de poder contribuir para tornar viável que outros também tracem esse caminho.
Também organizadora do evento e coordenadora do GT sobre Igualdade Étnica e Racial do Comitê de Diversidade e Inclusão da AGU, Manuellita Hermes destacou que o ministro Jorge Messias instaurou na AGU uma nova era em relação à discussão sobre diversidade, em que se pode trabalhar questões sobre raça numa “Casa majoritariamente branca”.
“Eu costumo dizer que a vida de pessoas negras é atravessada por três ‘S’: solidão, solidariedade e sucesso. Sentimos muita solidão quando nos vemos, por exemplo, como os únicos negros em espaços de poder”, disse a procuradora federal, acrescentando que a intenção é promover encontros em outras regiões do país.
Programa Esperança Garcia
O encontro marcou também o anúncio de mais dez bolsas para o programa Esperança Garcia, curso preparatório criado pela AGU e pelo Ministério da Igualdade Racial para negros que querem prestar concurso para a advocacia pública.
Representando o Advogado-Geral da União, o secretário de Controle Interno da AGU, Diogo Luiz da Silva, anunciou o acréscimo às atuais 30 bolsas de auxílio que o programa oferece, cada uma de R$ 3 mil, possibilitando que um total de 40 alunos recebam o benefício no próximo ano.
A verba foi destinada ao programa via emenda parlamentar feita pelo senador Jacques Wagner (PT-BA).
Ao final do evento, o advogado da União Roger Gonzaga, integrante do GT sobre Igualdade Étnica e Racial, leu um manifesto intitulado “Carta do Rio de Janeiro”, que será divulgado nas procuradorias espalhadas pelo país (clique aqui para ler a íntegra).
O documento destacou a relevância de uma maior pluralidade racial na advocacia pública, que tem como objetivo aumentar a qualidade das instituições e atender melhor a população brasileira — cuja maioria é de pretos e pardos. Com informações da assessoria de comunicação da AGU.
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