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Alexandre determina prisão domiciliar para golpistas; Filipe Martins é preso

A Polícia Federal cumpriu, neste sábado (27/12), dez mandados de prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, para condenados no âmbito da trama golpista, que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder. As determinações foram assinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Arthur Max/MRE

Filipe Martins

Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, foi preso pela PF neste sábado

Alexandre emitiu a decisão em meio à tentativa frustrada de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal e um dos condenados pelo STF. Felipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, foi um dos presos por determinação do ministro.

Em uma rede social, o advogado de Martins, Jeffrey Chiquini, informou que os policiais federais compareceram à casa do ex-assessor, em Ponta Grossa, no Paraná, para efetivar a medida de prisão domiciliar.

O advogado considerou a prisão “abusiva”. “Não há nenhum indício concreto de risco de fuga e, como qualquer leigo sabe, a Constituição proíbe punir uma pessoa por atos de terceiros”, afirmou.

Filipe Martins e Silvinei Vasques integram o Núcleo 2 da trama golpista. Martins foi condenado a 21 anos, sendo 18 anos e seis meses de reclusão, inicialmente em regime fechado e multa, e Vasques a 24 anos e seis meses, sendo 22 anos de reclusão, também em regime fechado.

Além do Paraná, a PF informou que as ordens judiciais estão sendo cumpridas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército em parte das diligências.

Além da prisão domiciliar, o STF ordenou medidas cautelares como a proibição de uso de redes sociais e de contato com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de documentos de porte de arma de fogo e a proibição de visitas.

Tentativa de fuga

Nesta sexta-feira (26/12), Alexandre determinou a prisão preventiva de Silvinei Vasques, depois de o ex-diretor da PRF ter sido preso em uma tentativa de fuga para o Paraguai.

De acordo com a PF, a tornozeleira eletrônica de Vasques parou de emitir sinal, o que indicou seu rompimento. A PF então alertou Alexandre, responsável pela condenação, que decretou a preventiva. As autoridades paraguaias foram acionadas e auxiliaram em sua captura. Segundo a PF, Vasques viajou de carro de Santa Catarina até Assunção. De lá, voaria para El Salvador.

Vasques foi o responsável por dificultar o trânsito de eleitores no dia 30 de outubro de 2022, no segundo turno das últimas eleições presidenciais, em que o presidente Lula (PT) venceu o então mandatário, Jair Bolsonaro. Vasques ordenou aos policiais da PRF que fizessem bloqueios nas estradas para dificultar o caminho.

Vasques chegou a ficar preso por um ano, mas Alexandre o liberou mediante uso da tornozeleira eletrônica, suspensão do porte de arma de fogo e proibição de sair do país e de usar redes sociais. Em janeiro de 2025, ele foi nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José (SC), mas deixou o cargo depois de ser condenado na trama golpista. Com informações da Agência Brasil.

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