O Ministério das Relações Exteriores da China pediu neste domingo (4/1) que os Estados Unidos libertem imediatamente o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, que foram capturados neste sábado (3/1) em Caracas e estão sendo mantidos sob custódia em uma prisão federal no Brooklyn, em Nova York.



O presidente Nicolás Maduro foi preso pelos americanos neste sábado
Para o governo chinês, que é um dos principais parceiros políticos e econômicos da Venezuela, a ação deflagrada pelos Estados Unidos “violou claramente” o Direito Internacional e as normas básicas das relações internacionais, além dos propósitos e princípios estabelecidos pela Carta da Organização das Nações Unidas (ONU).
No comunicado, a China pede que o governo de Donald Trump garanta a segurança pessoal de Maduro e de sua mulher e abandone a tentativa de derrubar o governo venezuelano. Além disso, afirma o governo chinês, os Estados Unidos precisam garantir que esse problema seja resolvido “por meio do diálogo e da negociação”.
Essa foi a segunda manifestação oficial da China sobre o caso. Neste sábado, o Ministério das Relações Exteriores já havia condenado o uso da força pelos Estados Unidos contra Maduro, dizendo estar “profundamente chocado” com a ação.
“A China condena veementemente o uso flagrante da força por parte dos Estados Unidos contra um país soberano e sua ação contra o presidente de outro Estado”, afirmou a chancelaria.
Uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas deve ser promovida nesta segunda-feira (5/1) para discutir a situação da Venezuela. Com informações da Agência Brasil.
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