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‘A história saberá fazer justiça à sua trajetória’, diz Gilmar sobre Messias

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quinta-feira (30/4) que o advogado-geral da União, Jorge Messias, é um dos maiores juristas da história recente do Brasil e reúne credenciais exigidas para a magistratura. Por meio de uma postagem em uma rede social, Gilmar ressaltou que a decisão do Senado de rejeitar a indicação de Messias ao STF deve ser respeitada e que a história saberá fazer justiça à trajetória do AGU.

Victor Piemonte/STF

Gilmar Mendes disse que a história fará justiça à trajetória de Jorge Messias

O decano do STF disse ainda que o Senado exerceu sua prerrogativa constitucional, destacando que tal prerrogativa deveria ser pautada pelo interesse público e pelos requisitos do cargo.

Messias foi indicado para a vaga do ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025. Nesta quarta (29/4), ele passou por uma sabatina de cerca de oito horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e teve seu nome aprovado no órgão colegiado. Em seguida, a indicação foi submetida ao Plenário, mas a maioria dos senadores rejeitou o nome de Messias para o Supremo.

Gilmar afirmou que, desde que foi indicado, o advogado-geral da União foi submetido a um rigoroso escrutínio público, com graves ataques à sua trajetória em alguns momentos. Apesar disso, segundo o magistrado, Messias portou-se com coragem, dignidade e humildade em todos esses momentos.

“O Senado Federal exerceu, com a soberania que lhe é própria, sua prerrogativa constitucional de sabatinar e deliberar sobre nomes indicados ao STF — missão centenária que deve ser pautada pelo interesse público e pelos requisitos do cargo. A decisão do Senado deve ser respeitada. Faço questão, contudo, de prestar meu reconhecimento ao Advogado-Geral da União, Jorge Messias. Trata-se de um dos maiores juristas da história recente do Brasil, cuja trajetória, marcada por dignidade, retidão e dedicação ao serviço público, fala por si. Sempre afirmei publicamente que ele reúne as credenciais exigidas para a magistratura, e mantenho essa posição. Ao longo de cinco meses, o indicado submeteu-se a rigoroso escrutínio público, em meio a turbulências e, por vezes, a graves ataques à sua honra. Portou-se, em todos os momentos, com coragem, dignidade e humildade. A história saberá fazer justiça à sua trajetória, diante do seu compromisso com o Estado Democrático de Direito e dos relevantes serviços que já prestou às instituições. O Brasil ganha em tê-lo onde estiver”, escreveu o decano do STF em uma rede social.

Mendonça: ‘Brasil perde oportunidade de ter grande ministro’

O ministro André Mendonça foi o primeiro a se pronunciar, horas após o Plenário do Senado rejeitar a indicação de Messias. Também em uma rede social, ele afirmou que Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro da Suprema Corte. O magistrado lamentou a decisão do Senado e disse que o “Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo”.

“Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande Ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser Ministro do STF. E amigo verdadeiro não está presente nas festas; está presente nos momentos difíceis. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate! Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!”, escreveu Mendonça.

Fachin: respeito à história pessoal dos envolvidos

Ainda na noite desta quarta, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, divulgou nota ressaltando o respeito da corte à prerrogativa constitucional do Senado para tomar a decisão. Sem citar nomes, o magistrado disse que reitera o “respeito à história pessoal e institucional de todos os agentes públicos envolvidos no processo” e que o Supremo aguardará “com serenidade” novas providências para o preenchimento da vaga.

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