Agilidade e resolução

FGV Justiça quer ouvir tribunais sobre mediação nos Cejuscs

A FGV Justiça está com uma pesquisa aberta para mapear o funcionamento da mediação nos tribunais brasileiros, com foco nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs).

Reprodução

FGV vai avaliar dinâmica dos espaços de mediação de conflitos no Judiciário

O questionário ficará aberto até 20 de maio e foi enviado a todos os tribunais de justiça e tribunais regionais federais do Brasil.

Entre os dados solicitados estão o número de Cejuscs em funcionamento, a quantidade de magistrados e servidores envolvidos, além dos critérios de seleção e atuação dos mediadores.

A pesquisa também busca compreender o volume e o perfil dos casos tratados entre 2020 e 2025, incluindo demandas pré-processuais e incidentais, tempo médio das sessões, taxa de acordos e principais matérias encaminhadas à mediação, como família, consumo e demais matérias cíveis.

Outro eixo relevante do levantamento diz respeito ao uso de sessões on-line, à existência de painéis estatísticos e à eventual adoção de ferramentas de inteligência artificial para apoio às mediações.

O formulário investiga políticas institucionais de incentivo à mediação, como redução de custas, parcerias com câmaras privadas e convênios com núcleos de prática jurídica de faculdades, bem como mecanismos de avaliação da satisfação das partes.

A iniciativa pretende consolidar um diagnóstico nacional sobre a mediação no Judiciário, contribuindo para o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas à solução consensual de conflitos no Brasil.

O levantamento tem coordenação acadêmica do ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça. A coordenação científica da pesquisa é conduzida pelo desembargador Humberto Dalla Bernardina de Pinho e por Juliana Loss, com participação da pesquisadora Fernanda Bragança.

Seja o primeiro a comentar.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também