Inteligência Financeira

STF precisa limitar acesso de CPIs a dados do Coaf, defende advogado

O Supremo Tribunal Federal precisa analisar de forma mais aprofundada os limites da atuação das comissões parlamentares de inquérito (CPIs), para evitar seu uso indevido e assegurar maior controle. É o que opina o criminalista Francisco Agosti, participante da mesa-redonda promovida pela FGV Justiça, em maio, para debater o tema “Requisição de RIF pela autoridade policial sem autorização judicial”.

TV ConJur

Francisco Agosti durante mesa-redonda promovida pela FGV Justiça para debater o tema “Requisição de RIF pela autoridade policial sem autorização judicial” no dia 8/5/2026

Em evento da FGV Justiça, Francisco Agosti alertou sobre uso indevido das CPIs

O advogado apontou que mais de 300 relatórios de inteligência financeira (RIFs) foram requisitados na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS — para ele, um número “surreal”. Além disso, os colegiados das CPIs costumam deliberar “sem qualquer fundamentação”.

Assim, na visão do criminalista, “a supervisão do Poder Judiciário é absolutamente pertinente”.

Outro ponto que preocupa Agosti são os critérios para a investigação e a requisição de RIFs relacionados a autoridades com foro especial, principalmente parlamentares. Ele destaca a necessidade de discutir “quem vai fazer esse crivo”.

Clique aqui para ver a palestra ou assista abaixo:

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