Fórum de Lisboa 2026

Fórum de Lisboa ganhou robustez científica, diz Blanco de Morais

O professor Carlos Blanco de Morais, presidente do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas (ICJP) da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), fez um balanço positivo do XIV Fórum de Lisboa, que reuniu centenas de profissionais do Direito e pesquisadores de mais de 15 países na capital portuguesa.

Constitucionalista Carlos Blanco de Morais, da FDUL, durante o Fórum de Lisboa 2026

Relembrando a história do Fórum, Blanco de Morais conta que o evento foi criado com foco no Direito Constitucional, voltado a um público mais restrito, mas cresceu a ponto de exigir o uso de múltiplos espaços da universidade, como a Reitoria e o espaço Aula Magna, um auditório nobre para 1,5 mil pessoas.

“Aquilo que começou essencialmente como um debate mais restrito do Direito constitucional nos primeiros eventos, que tinha umas centenas de pessoas, realmente aumentou exponencialmente, o que implica uma organização extraordinariamente complexa”, afirmou.

O docente ressaltou que o atual cenário político exigiu adaptações estruturais. Como Brasil e Portugal passaram por eleições, a organização optou por temas menos propensos a polêmicas eleitorais, evitando que o congresso se tornasse palco para embates de ordem pessoal.

“Este ano é um ano complexo porque há eleições no Brasil e houve eleições em Portugal. Por essa razão, a organização do congresso implicava uma maior delicadeza. Procuramos escolher painéis pouco propensos à discussão de política partidária corrente”, explicou.

Um dos efeitos dessa escolha, segundo Blanco de Morais, foi uma participação ampliada de especialistas estrangeiros, o que elevou o nível técnico das discussões. “Isso [questões partidárias] é algo que à parte portuguesa e também à parte brasileira não interessaria. Portanto, carregou-se muito nos participantes internacionais, e num caráter talvez mais científico dos painéis”, resumiu.

Clique aqui para ver a entrevista ou assista abaixo:

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