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Inteligência artificial pode afetar um quarto das atividades laborais, segundo OIT

Estudo recém-divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 25% das atividades profissionais no mundo correm o risco de serem remodeladas pela inteligência artificial generativa.

Braço robótico humanoide escrevendo com caneta sobre papel
Freepik

Inteligência artificial pode afetar um quarto das atividades laborais, segundo OIT

Intitulado “Generative AI and jobs: a refined global index of occupational exposure” , o trabalho da OIT foi desenvolvido em conjunto com o instituto de pesquisa polonês Nask. E segue na mesma linha de um estudo de 2023 do Goldman Sachs, que afirmou que, nos EUA, 25% das tarefas poderiam ser automatizados por IA, percentual que salta para 46% em profissões administrativas e para 44% nas jurídicas.

A extrapolação global das estimativas do banco norte-americano sugere que a IA generativa pode extinguir algo como 300 milhões de empregos de tempo integral.

Segundo Ney Maranhão, juiz titular do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, empregos com grande parcela de tarefas repetitivas, coleta e processamento básico de dados são os mais ameaçados com a evolução da inteligência artificial.

“Todos eles podem ser automatizados e a inteligência artificial é capaz de fazê-los — às vezes melhor que o ser humano”, afirma Maranhão, que falará sobre este assunto em um painel sobre os impactos da IA na Justiça e no trabalho, durante o XV Congresso Internacional de Direito e Processo do Trabalho, que será organizado pela Academia Brasileira de Direito do Trabalho (ADBT) em outubro.

Para o juiz trabalhista, não há dúvida de que o impacto será disruptivo. Porém a melhor abordagem deve ser feita não pelas profissões, mas pelas tarefas e processos. E isso exigirá que grande parte dos trabalhadores responsáveis por essas tarefas passe por dois fenômenos que esses estudos já destacam.

“Um é o upskilling — a pessoa permanece na sua profissão, mas terá que se submeter a uma capacitação técnica digital para utilizar as ferramentas tecnológicas na sua atividade profissional. É o que nós, juízes, estamos fazendo, aprendendo a lidar com a IA. O outro é o reskilling e, neste caso, esses trabalhadores vão ter que realmente sair de determinadas funções ou profissões e migrar para outras atividades”.

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