O PIB de 2023 respondeu a uma série de ações do governo e do Congresso, revelando que fazer o dever de casa sempre traz resultados positivos.
O Brasil foi capaz de reduzir as incertezas que permeavam o cenário pessimista do início do ano passado, a partir do avanço da pauta econômica e da estabilidade política.
Para citar alguns exemplos, o país conseguiu aprovar um novo marco fiscal e a reforma tributária sobre o consumo, bem como avançou em temas microeconômicos, com o novo marco de garantias, e o Banco Central teve espaço para dar início ao processo de flexibilização da política monetária e redução da taxa Selic.
Como consequência, o país foi, inclusive, recompensado com a melhora do seu rating soberano, o que nos estimula a voltar a perseguir o grau de investimento.
Certo é que, só com um trabalho sério, focado e comprometido com os fundamentos econômicos, o país gera perspectivas de ganhos de eficiência e de mais produtividade para nossa economia. É o que precisamos continuar a fazer e o setor bancário está pronto a contribuir para o desenvolvimento econômico.
Mesmo que uma parte relevante do PIB de 2023 tenha decorrido da supersafra agrícola, que levou a um crescimento expressivo do PIB agropecuário (+15,1%), além do bom avanço da indústria extrativa (+8,7%), o ano passado também foi marcado pelo crescimento do consumo das famílias (+3,1%), neste caso, beneficiado pelo mercado de trabalho aquecido, pelo aumento dos benefícios sociais e pela desaceleração da inflação.

Por outro lado, um ponto de especial atenção nos resultados apresentados foi a forte queda dos investimentos (-3,0%). Por isso, consideramos que é fundamental que essa trajetória seja revertida o mais breve possível, o que será crucial para que o país consiga crescer de forma sustentável, sem gerar pressões inflacionárias no futuro.
Nossa expectativa para a economia neste ano é otimista, tanto que projetamos crescimento do crédito superior a 8%.
Confiamos que o Brasil seguirá com boa performance de crescimento em 2024, com expansão de 2%.
Se, por um lado, o país não terá um expressivo aumento de sua safra agrícola, por outro, a continuidade da redução da Selic tende a beneficiar o consumo das famílias e os investimentos.
Assim, a tendência é observamos em 2024 um crescimento mais homogêneo entre os setores, diferente de 2023, que ficou mais concentrado.
Contudo, não podemos ficar parados. É imprescindível que o país siga com sua agenda de reformas econômicas, de modo a garantir a sustentabilidade fiscal e o aumento da produtividade da economia.
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