Do coração da Amazônia, falo não apenas como juiz, mas como testemunha. Vivo no último território onde rios, florestas e seres vivos ainda tentam resistir ao ataque diário da ambição humana. E devo afirmar isso com toda a clareza: a humanidade está destruindo a própria estrutura que sustenta sua existência.

Construções se erguem em desafio arrogante aos rios, bloqueando seu curso natural, sufocando seu fluxo como se o pulso da água pudesse ser comandado. Florestas são cortadas com aço frio e fogo, reduzindo séculos de vida ao silêncio da noite para o dia. O solo é violado pela ganância extrativista, o ar é engrossado por venenos e os animais são deslocados até a extinção. Estes não são atos de progresso. São crimes deliberados contra a ordem da natureza.
Não existe bone terinos nesta realidade. A devastação que temos não é acidental. É uma escolha sistemática: um desrespeito tão profundo que nega a inteligência dos ecossistemas que nos mantêm vivos.
A natureza não é uma vítima silenciosa. Cada árvore e cortada, cada rio contaminado, cada espécie extinta é uma sentença já escrita contra nós. A natureza retalia com enchentes que engolem cidades. com calor que queima plantações, com seca que esvazia os rios dos quais dependemos. E essa retaliação enfim esperará por conveniência política; ela já está em andamento.
Como juiz, sou treinado para ponderar fatos. E o fato é irrefutável: os humanos estão desmantelando o equilíbrio da Terra. A Amazônia não é um recurso infinito. É uma estrutura viva. Destruí-la é atacar a própria humanidade.
Esta conferência, a COP 30, não pode set mais um palco para promessas vagas e discursos decorativos. A missão é clara: reconhecer que a natureza tem direitos e que a sobrevivência da humanidade depende do respeito a esses direitos. imediatamente e sem negociação.
A lei da natureza é superior às leis dos homens. Se a humanidade continuar a ignorá-la, o veredito será a extinção.
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