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Livro questiona ‘maldade jurídica’ praticada por ‘gente boa’

O advogado e professor Renato Otávio da Gama Ferraz lança, no dia 19 de março, o livro A maldade jurídica de gente boa. O evento ocorrerá das 19h às 21h na Livraria Argumento, que fica na Rua Dias Ferreira, 417, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Divulgação

A obra reúne artigos publicados na revista eletrônica Consultor Jurídico e se propõe a ser um “espelho desconfortável” do Sistema de Justiça brasileiro. Seu foco não é atacar indivíduos, mas analisar as bases culturais e institucionais que, segundo o autor, permitem que injustiças se normalizem por meio de decisões tecnicamente legais, proferidas por agentes que se consideram éticos e bem-intencionados.

O livro questiona como formalismos, hierarquias e uma “fé cega na autoridade” podem transformar juízes, promotores, advogados e professores em agentes — muitas vezes inconscientes — de práticas que negam direitos e perpetuam desigualdades. A análise perpassa decisões judiciais, reflexões filosóficas e relatos reais.

A capa e a contracapa, ilustradas pelo cartunista Spacca, reforçam o tom provocador. Na frente, um magistrado cuja sombra projeta a figura de um imperador coroado. No verso, um diabinho sussurra ao ouvido do juiz: “primeiro decide, depois fundamenta”.

Mais do que uma crítica, a obra se apresenta como um convite à coragem de pensar e questionar o sistema, desafiando a ideia de que basta seguir a lei para ser justo. Segundo o autor, o que está em jogo é a dignidade das pessoas, que deveria ser o “verdadeiro centro de gravidade” do Direito.

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