Por decisão da justiça do Rio Grande do Sul, dois escritórios foram alvo de devassa nesta terça-feira (14/3), simultaneamente: um em Porto Alegre, outro em São Paulo.
Os escritórios atuam na área de execução de bens, reavendo veículos para fornecedores e bancos, cujas prestações estejam em atraso. O esquema investigado envolveria a participação de oficiais de justiça que participariam das operações recebendo comissão.
Estima-se que cerca de onze mil automóveis e motocicletas sejam retomados, por ano, por esses escritórios.
Apesar de a busca e apreensão determinadas pela Justiça terem ocorrido em dois Estados, o esquema investigado se estenderia por todo o país.
Para preservar as investigações, a maior parte das informações está sendo mantida em sigilo. Sabe-se, contudo, que os representantes do Ministério Público gaúcho deixaram São Paulo com um grande volume de supostas provas contra os investigados.
Revista Consultor Jurídico, 14 de março de 2001.
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