Advogados de São Paulo têm recebido uma espécie de “cartilha” com as regras para as eleições de 2015 à seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil. Quando a campanha oficialmente começar, poderão receber ainda mensagens em seus celulares por meio de WhatsApp e SMS, além de cartas e e-mails. As novas regras para disputas nas seccionais foram aprovadas em 2014 pelo Conselho Federal e a OAB-SP elaborou um quadro com todas as mudanças. A entidade aponta que a propaganda antecipada é proibida. Quem descumprir poderá ser impedido de inscrever chapa ou ter o mandato cassado depois de eleito.
Sem querer me assemelhar ao Eremildo, parece ótimo ser dirigente da Ordem dos Advogados. Aqui em São Paulo as eleições são cada vez mais acirradas, aproximando-se as campanhas àquelas dos políticos profissionais com banda e promessas. Mas o que me intriga mesmo é imaginar porque a milionária arrecadação desta poderosa Seccional não é utilizada por exemplo para a construção de um muito bem equipado hospital já que a advocacia é reconhecida como a mais estressante das profissões. Sendo assim vai aqui a minha intenção de voto: votarei em quem se comprometer a construir um hospital para atender os advogados, cada vez mais combalidos pela aspereza do cotidiano forense. Votarei também em quem se propuser transformar a advocacia em carreira jurídica exclusiva do advogado. Todo juiz ou promotor foi um advogado que optou por mudar de carreira jurídica, o que também ocorre com os advogados aproveitados como magistrados pelo quinto constitucional. Trocar o pijama pela beca deve ser muito bom. Ao longo dos tempos me deparei muitas vezes com pessoas que fustigaram por toda a sua existência funcional a advocacia e seus membros e depois se abrigaram nesta maravilhosa carreira. Portanto, que venha a campanha. Mas em prol das causas dos advogados .
Para concorrer às eleições e se gloriar pelo posto, é lícito fazer campanha e até mesmo por Whatsapp. Agora, o advogado, se enviar meia-dúzia de mensagens, propagandeando seu nome, já incorre em ilícitos da "ética profissional".
Resultado: o pau que bate no Chico, nem sempre bate no Francisco.
Lamentavelmente, a OAB não é mais guiada pelos ícones. Tem servido somente a alavancar a carreira de "anônimos".
Desconhecidos, em razão de serem "Presidente da OAB", angariam clientela antes inacessível.
O fato: quem esta no controle da "máquina", usa o aparato em seu favor...
Lamentavelmente, em nível estadual, parece que teremos apena uma opção em 2015. A coisa fica feia é no âmbito das Subseções...
Lembro bem que após a última eleição da OABSP foi cogitada a possibilidade da realização de eleição por meio eletrônico, onde o advogado pode votar diretamente no site da Ordem. Isto já ocorre com sucesso nas eleições do CRCSP.
Como está isso?
Impossível não concordar com a afirmação do colega Filipe Machado.
Tanto que a reproduzo:
" Para concorrer às eleições e se gloriar pelo posto, é lícito fazer campanha e até mesmo por Whatsapp. Agora, o advogado, se enviar meia-dúzia de mensagens, propagandeando seu nome, já incorre em ilícitos da "ética profissional".
Resultado: o pau que bate no Chico, nem sempre bate no Francisco."
Discordo veementemente do João B. G. dos Santos (Advogado Autônomo - Criminal). A Ordem dos Advogados do Brasil não tem como missão cuidar da saúde dos advogados individualmente. A propósito, sequer a CAASP hoje, a meu ver, deveria existir. A estrutura da OAB é cara, morosa e improdutiva. Deve se centrar exclusivamente no que determina seus estatutos, e nada mais. Houve época que não existia aposentadoria especial, nem planos de saúde, ou mesmo clube de serviços. Os tempos hoje são outros, e a realidade é outra.
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