Enquanto o Congresso discute o possível fim do Exame de Ordem — tendo o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) apresentado, no último dia 11, parecer favorável a seis projetos de lei que eliminam a necessidade da prova — um deputado promete encarar o exame de frente.
Bacharel em Direito desde 2003, o deputado federal Vicentinho (PT-SP) disse que vai focar nos estudos neste segundo semestre para prestar a prova da Ordem dos Advogados do Brasil pela primeira vez ainda em 2015. O parlamentar já está pensando no programa de estudos: pretende pegar as quatro últimas provas para estudar as questões e se preparar melhor para o teste.
Vicentinho considera a segunda fase do exame — na qual o candidato responde a questões dissertativas e tem que escrever uma peça ou parecer jurídico — difícil. “Meu filho é advogado e vai me ajudar nos estudos”, disse. O deputado diz que quer ainda fazer um mestrado, dar aulas de Direito do Trabalho e, talvez, advogar. “Não serei deputado para sempre”. Ele afirma também que quer investir na formação de lideranças jovens, seja no movimento sindical, partidário ou popular.
Texto atualizado nesta sexta-feira (21/8) para alteração de informações.
por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista. Qual o motivo levou o nobre Deputado a virar a casaca? OABB MNBD: Deputado Vicentinho defende fim do exame da OAB - TV Câmara. https://www.youtube.com/watch?v=jKyKwUeV iJ0
Eis aqui as verdades sobre essa excrescência: OAB e FGV além de usurparem papel do Estado (MEC) ainda se negam a corrigir com seriedade as provas da segunda fase do X caça-níqueis Exame da OAB. Uma excrescência tão grande que de acordo com o Blog Bocão News, levou o ex- Presidente da OAB/BA, Saul Quadros Filho em seu Facebook, a fazer duras críticas à empresa que organiza atualmente o exame da OAB. De acordo com Saul Quadros Filho, a FGV comete tantos erros na confecção da prova que é preciso urgentemente cobrar da instituição o mínimo de competência.(…)
Portanto, o dever do Conselho Federal é cuidar da qualidade das provas ou então aposentar o exame. (…) No atual momento o Conselho Federal tem que ser solidário e não o algoz dos que “foram reprovados” pela FGV quando, na verdade, se tem alguém que merece ser reprovada é, induvidosamente, a própria Fundação Getúlio Vargas, endureceu Quadros. Depois do desabafo do Desembargador Lécio Resende então Presidente do TJDFT, Exame da OAB, ‘É uma exigência descabida. Restringe o Direito de livre exercício que o título universitário habilita”. Dias depois OAB usurpando papel do Congresso Nacional, aprovou o Provimento n° 144/2011, dispensando do Exame de Ordem os bacharéis em direito oriundos da Magistratura e do Ministério Público. Pelo Provimento nº 129/.2008, isentou desse exame os Bacharéis em Direito oriundos de Portugal, e com essas tenebrosas transações/aberrações e discriminações ainda têm a petulância de afirmarem que esse tipo de excrescência é Constitucional?
Muito bom. Ótimo exemplo!
no BR os debates importantes, examinados sob a ótica de países desenvolvidos que os brasileiros adoram copiar, sempre nos dão uma sensação de atraso cultural. todos sabemos da importância de se aferir um mínimo de preparo nos candidatos a qualquer coisa. mas, com exame ou sem exame, a discussão é: quando poderemos, sob nossas expensas e riscos, provermos nossa própria defesa? quando terão, os realmente hipossuficientes, acesso à assistência judiciária qualificada e tempestiva?
Vão fazer e não passar. Pode anotar.
Bacharel em direito é uma coisa, advogado é outra.
Ao tempo em que me diplomei não era obrigatório prestar o exame de ordem. Como era empregado público e não advogava não fiz. Arrependo-me. O exame de ordem é apenas uma etapa a enfrentar por aqueles que optam por advogar. Muito mais difícil é o dia a dia num escritório e nos diversos foros e fóruns em que o advogado atua.
Não me refiro ao exame da OAB. Para Vicentinho será difícil até "ler" as questões. Pelo que sei (através de um colega que estudou na mesma classe e formou-se com ele na UNIP), esse sujeito só ia à faculdade duas a três vezes por mês. Nunca fez qualquer trabalho em grupo ou sozinho. Nunca participou de nada e em muitas das várias provas sequer esteve presente na sala de aula. Jamais teria colado grau (senão pelo total descomprometimento com o curso e absoluta ignorância jurídica, mas, também e principalmente, pelo número assustador de faltas) não fosse pelo fato daquela faculdade ter se utilizado da figura do já então deputado como reforço ao seu marketing de ensino. Um acerto de interesses que lhe propiciou o "canudo", mas que, a toda evidência, não lhe dará o direito de advogar, nem com a ajuda do filho, do neto ou bisneto. Tal como Lula, deveria ter-se como satisfeito apenas por 'relinchar'.
Concordo com o nobre colega. Mas se não for bacharel em direito não advoga por não cumprir nem o pré-requisito principal para se inscrever na Ordem. Não nos esqueçamos que o advogado é um bacharel em direito inscrito num órgão de classe para poder advogar.
PRONTO!!!!!..... mais um que mudará de ideia e se revoltará com a famigerada prova. A não ser que a OAB, com seu jeitinho de sempre, para não dar o que falar, dê um empurrãozinho para ele passar na prova, pois, trata-se de um "nobre" Deputado, assim, como os "nobres" dirigentes da OAB.
Coma a palavra o nobre Deputado Vicentinho : mzJ-R1Ydg
https://www.youtube.com/watch?v=iA
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