Em um mês, o Conselho Nacional de Justiça recebeu 14 representações contra o juiz Sergio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Questionamentos a respeito de sua atuação na operação “lava jato” tem rendido uma série de pedidos que começaram a chegar ao CNJ no dia 9 de março (o último registrado é do dia 30). Doze já tiveram o segredo de Justiça decretado pela corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi. Dois tiveram pedido de liminar negado por ela. Cabe à ministra levar os casos para julgamento no Plenário do CNJ ou arquivá-los.
E contra os "advogados" que se locupletam com seus cientes "honestíssimos", alguma representação? E contra o patético "manifesto" desses mesmos advogados que só envergonham a classe, alguma outra representação no CNJ? E contra aqueles que se uniram como verdadeiros mafiosos para comemorar a renúncia do Ministro Joaquim Barbosa (QUANTA RAZÃO ELE TINHA E AINDA TEM !!!!!), até em bares e restaurantes frequentados por essas "castas" que se julgam superiores, na advocacia e que tanto ganham com a MANUTENÇÃO do maior esquema de corrupção jamais visto no mundo ocidental, "dito" democrático, alguma representação no CNJ?
Porque essa trupe de hipócritas também não abriu representações quando foram retirados os sigilos de interceptações telefônicas de Romeu Tuma Jr.? Porque também não entraram com representação quando retiraram o sigilo das interceptações do ex-senador Demostenes Torres?Porque o hoje AGU argumentou que nesses casos as interceptações telefônicas e sua divulgação foram plenamente inconstitucionais, e agora ele vem dizer que no caso do chefe da mafia elas são ilegais?
São um bando de hipócritas que tem medo da lava jato destruir essa organização criminoso que se apropriou do Estado Brasileiro.
Além disso, o fato de a lava jato estar chegando no maior temor dessa organização criminosa pode também ser o motivo desse ataque à operação lava jato, pois parece que o caso Celso Daniel está perto de ser reaberto.
As atuais representações no CNJ (14), em desfavor de Sérgio Moro, no fundo, no fundo, constituem, a meu ver, uma tentativa de "paralisar" o trabalho robusto que ele e sua equipe vem sendo prestado ao povo brasileiro. O CNJ, o Poder Judiciário, o MPF e o povo de modo geral, deve ficar atento para essas manobras contra o referido magistrado. A meu sentir ele está no caminho certo. Pode até vir a cometer erros, porém, não de forma propositada. Com a continuidade da atuação atual de Moro, certamente que o País sairá reforçado. Se o trabalho de Moro for brecado por quem quer que seja, haverá, certamente uma espécie de fracasso do Poder Judiciário e do próprio Estado. É preciso levar a sério o trabalho que vem sendo desenvolvido por Moro. Se, por uma razão ou por outra, for paralisada sua atuação, haverá total frustração dos cidadãos brasileiros sem precedentes. É preciso ter em mente a importância que tem o Poder Judiciário, o MPF e as demais autoridades empenhadas em contribuir com as investigações de forma consistente e com todas as garantias que vem sendo respeitadas por Moro. Isso é fundamental, porque, se não, corre-se o risco de que as investigações venham a cair no vazio. O certo é que a corrupção vem se expandindo feito um "câncer" em nosso País. Por isso, tem que ser enfrentada em todos os aspectos. Não podem haver partes protegidas, seja ela quem for. Em síntese, se os serviços de inteligência erra, precisa-se investigar também os serviços de inteligência. Se afeta os serviços policiais, eles também precisam ser investigados. Se afeta o próprio poder judiciário, também precisará enfrentá-lo. Se afeta centenas de políticos, eles também precisam ser investigados profundamente. É necessário, sobretudo, focar naqueles bandidos que corrompem.
Ora, é patético entender-se que o patrono, em prerrogativa legal de defesa de seu constituinte, em comprovados os notórios abusos por parte de magistrado e membros do MP, seria impedido de representá-los junto ao CNJ ou CNMP? É de se registrar que bem acima do sr. Moro encontra-se o ordenamento jurídico pátrio. Relembrando, o polêmico juiz de "primeiro grau" não é infalível e imune a erros, pois ele continua sendo um pobre mortal humano, como qualquer outro semelhante. No contexto, causa espécie e indignação, advogado(a) em infausto comentário, acusar colegas de se "locupletarem", pelo simples fato, de em nome de seu constituinte, promoverem representação contra o superjuiz.
Em tempo: não sou petista, não apoio o sr. Lula e tampouco a sra. Dilma, sou adepto, isto sim, do respeito e preservação ao ordenamento jurídico pátrio!
A meu ver, todos estão errados, porque
- É normal e democrático decretar prisões para forçar a delação premiada (não é uma tortura psicológica para obter confissão, ou uma tortura branca, etc.); É eficiente, então é isso o que importa;
- É normal e democrático não enfrentar os argumentos dos acusados, pois apenas com a denúncia já se pode condenar (o MP sempre está certo). O resto é apenas uma formalidade para simular contraditório, um problema, pois atrasa a celeridade processual e a razoável duração do processo;
- É normal e democrático conduzir pessoas coercitivamente sem prévia intimação, através de procedimento não previsto em Lei; Juiz tem poder criativo, criação judicial do direito, então basta justificar a condução por isso ou aquilo;
- É normal e democrático não seguir as regras processuais para fazer justiça; A Justiça, seja lá o que for, está acima das Leis e das Regras do jogo. Devido processo legal não é Fair Play, é coisa de terceiro mundo;
- É normal e democrático interceptar todos os suspeitos, seja advogado ou não; Sigilo entre advogado/cliente, isso não existe em democracias; O interesse público deve prevalecer;
- É normal e democrático que os agentes públicos falem publicamente sobre os processos, sobre a Justiça, etc., para agitar as massas (apenas informar é pouco, é preciso ser uma agência completa do sistema penal).
Enfim, tudo normal e democrático. As Instituições estão funcionando perfeitamente!
Não há nada a reclamar. Tudo está certo.
O que está errado é a nossa Constituição. A Constituição que todos nós odiamos. Não existe sentimento constitucional, pois odiamos a Constituição. Afinal, como já disse uma vez, essa Constituição criou o direito de ser criminoso, então precisar acabar com ela.
É sempre aquela velha história: quanto mais alto o poder politico, social e/ou econômico do acusado, mais elevado tem que ser o rigor no cumprimento da lei por parte de quem se lança na missão de processar e condenar esse acusado. Nestes casos temos, normalmente, pessoas não apenas com elevada instrução, mas com acesso a excelentes advogados, que não vão, obviamente, deixar passar em branco transgressões da lei exatamente por quem pretende condenar seu cliente por transgressão da lei. Se o que diz a lei vale para condenar alguém por a ter transgredido, também tem que valer para quem o condena, exceto se admitirmos que as leis transgredidas pelo acusado valem e devem ser rigorosamente aplicadas, mas as leis que disciplinam a conduta do aplicador da pena não valem, ou podem ser relativizadas, substituídas, etc., segundo o sentimento pessoal do aplicador quanto ao que ele acha ser o certo ou o errado. A velha máxima: "o pau que bate em chico, bate em francisco"!!
A gritaria gira em torno dos bons resultados que o Dr. Moro vem conseguindo para desmascarar as quadrilha do poder que fazem do Brasil um pais de desigualdades.
Esses que se debatem são aqueles que pagam ( muito bem) os mais famosos advogados, conhecidos por conseguir que a lei seja distorcida na absolvição de criminosos.
No STF faltam pelo menos três Sérgio Fernando Moro.
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