GESTÃO EFICIENTE

Sem usar IA, desembargador do TJ-AL encerra ano com apenas 11 ações no acervo

Foto: Caio Loureiro/Dicom TJ-AL

Em três anos no TJ-AL, Fábio Ferrario julgou mais de 18 mil recursos, uma média de seis mil processos por ano. A taxa de congestionamento de seu gabinete é de apenas 0,001%. 

Acervo do desembargador Fábio Ferrario conta com apenas 11 processos

O desembargador Fábio Ferrario, do Tribunal de Justiça de Alagoas, vai terminar o ano de 2025 com apenas 11 processos em seu acervo. O magistrado ingressou na corte em 2022 por meio do quinto constitucional, em vaga destinada à advocacia. 

Em três anos no TJ-AL, o magistrado julgou mais de 18 mil ações, uma média de seis mil processos por ano. A taxa de congestionamento de seu gabinete é de apenas 0,001%.

“Recebo aproximadamente 500 recursos por mês. Faço pessoalmente o planejamento do gabinete, de forma semanal. Ano passado também encerrei perto desse número, um pouco mais de 40 processos”, disse ele. 

Ferrario acredita que o bom desempenho se deve ao planejamento e a uma equipe de assessores eficiente e comprometida. O magistrado conta com nove auxiliares em seu gabinete e não utiliza inteligência artificial.

O desembargador graduou-se pela Faculdade de Direito do Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac). Antes de ingressar no TJ-AL, advogou nas áreas Cível, Penal e Eleitoral. Ele foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas entre os anos de 2001 e 2004.

PEDRO disse:
18 de dezembro de 2025 às 22:17

Ele não usa. Só os nove assessores que usam escondido... rs

NAIDIMA disse:
19 de dezembro de 2025 às 06:01

Parabéns pela impressionante produtividade e dedicação a justiça, Desembargador Fábio Ferrario. É admirável o seu compromisso e dos seus auxiliares de gabinete com a celeridade processual. No TJ- MG temos o Desembargador Élito Almeida, também de admirável competência e excelência. Os tribunais precisam de mais magistrados como vocês.

Jus Mendacium disse:
19 de dezembro de 2025 às 06:21

Os números estão bonitos. E a qualidade das decisões? Esses julgamentos foram justos?

Timóteo Nelson disse:
19 de dezembro de 2025 às 06:39

Se não trabalham reclamam. Se trabalham também reclamam.
Quanto a questão das decisões, com certeza ele decidiu baseado em súmulas vinculantes.

SANDRO MORAES disse:
20 de dezembro de 2025 às 03:55

Pode não usar a IA para produzir as peças jurídicas, porém, impossível que seus assessores não usem IA para pesquisa da jurisprudência e doutrina em face dos números. Impossível. Quem não usa IA no Direito hoje é contraproducente e arcaico. Não se justifica morosidade em decisão judicial e acervo grande de processos com a IA generativa. Venha pra Pernambuco, desembargador, resolver a morosidade crônica do TJPE.

SANDRO MORAES disse:
20 de dezembro de 2025 às 03:57

*justificam

Jus Mendacium disse:
02 de janeiro de 2026 às 14:31

Não estou reclamando. Fiz duas perguntas. Perguntas, aliás, cuja importância é utilidade só o pagador de impostos aviltado pela casta do funcionalismo público entende.

Denis Soares Acioli disse:
11 de janeiro de 2026 às 10:36

Parabéns Dr. Fábio, que seja um exemplo a ser seguido.

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