Segunda Leitura: “Vá chafurdar no lixo”, disse o presidente do Supremo

""Spacca” data-guid=”vladimir_passos_freitas1.jpeg” />No último dia 5 de março, ao deixar uma sessão no CNJ, o ministro Joaquim Barbosa, que preside aquele órgão e o Supremo Tribunal Federal, foi abordado por um repórter do jornal O Estado de S. Paulo que lhe perguntou: “Presidente, como o senhor está vendo…”.

A indagação, que não chegou ao final, desejava saber a opinião do Presidente sobre a nota das três principais associações de magistrados (AMB, Ajufe e Anamatra), criticando entrevista de Joaquim Barbosa, que atribuiu aos juízes brasileiros terem mentalidade “mais conservadora, pró status quo, pela impunidade”.

Ao ser inquirido, o presidente do STF, segundo a imprensa, teria respondido não estar vendo nada e, diante da insistência do jornalista, teria afirmado: “Me deixa em paz, rapaz. Vá chafurdar no lixo como você faz sempre” , além de tê-lo chamado de palhaço.

Pouco depois, por meio da assessoria, o chefe do Poder Judiciário teria pedido desculpas, justificando sua conduta por estar cansado e com dores nas costas. Como é do conhecimento geral, Joaquim Barbosa tem sérios problemas de coluna.

Quem conhece as sessões do CNJ sabe que elas são extremamente cansativas. Discutem-se  horas seguidas os temas mais complexos da magistratura. Muitas vezes, intrincados processos administrativos, com centenas de arquivos. Sim, arquivos eletrônicos, chamados de eventos,  pois os processos não são de papel.

Portanto, é normal que o presidente, ao fim do dia, estivesse exausto, ainda mais com dores no corpo. Mas daí a aceitar tal fato como justificativa para a frase dirigida ao jornalista, vai uma distância considerável.

Chafurda é chiqueiro, lamaçal. Chafurdar é revolver-se na chafurda (Dicionário Folha/Aurélio, p.143). Portanto, ao repórter atribuiu-se entrar e revolver-se em um chiqueiro, agir como um porco à moda antiga, já que agora eles são criados com todos os requisitos de higiene.

Seria esta a linguagem adequada ao magistrado supremo?

O ministro Joaquim Barbosa, por força de sua atuação como relator no “caso Mensalão”, atraiu a atenção de toda a população brasileira. É, sem dúvida, o magistrado mais popular do Brasil. Identificado nos locais onde transita, tem o apoio e a admiração da sociedade brasileira.

Na referida Ação Penal, que é a mais famosa do Brasil, não se  limitou a ser um juiz severo. Foi além. Lutou por seus pontos de vista, saiu da posição cômoda dos argumentos técnicos para entrar em discussões sobre a realidade social, penas, prisões e outros temas. Foi vencedor na maioria das teses e a população passou a vê-lo como uma pessoa idealista, lutadora, incorruptível.

É bom ser visto desta forma. Com certeza, o ministro sente orgulho de suas posições. A questão é saber se isto lhe dá uma capa de proteção absoluta, uma blindagem, permitindo-lhe que diga ou faça o que lhe vem à mente.

Dos magistrados, exigem-se todas as virtudes. Entre elas, segundo E. Moura Bittencourt, “a brandura de trato de par com a energia de atitudes” (O Juiz, Eud, p. 30). Sidnei Beneti lembra que “O juiz não pode gritar com ninguém” e que “… se o juiz perder a calma, ninguém mais a controlará”(Da conduta do juiz, Saraiva, p. 28).

O Código de Ética do CNJ dispõe no artigo 22 que: “O magistrado tem o dever de cortesia para com os colegas, os membros do Ministério Público, os advogados, os servidores, as partes, as testemunhas e todos quantos se relacionem com a administração da Justiça.” Portanto, jornalistas, nas suas atividades ligadas ao Judiciário, têm o direito de serem tratados com cortesia.

É verdade que os ministros do STF não estão sujeitos à ação do CNJ nem ao seu Código de Ética. Mas, por óbvio, suas regras auxiliam no estabelecimento de limites, de marcos, separando fronteiras entre o aceitado e o proibido.

Mas será fácil  o relacionamento juiz/mídia? Não, por certo.

O professor Hernán F.L. Blanco, da Universidade de Bogotá, Colômbia, registra que “Es notória la presión frente a determinados casos judiciales ejercida pela prensa, radio y televisión” (El juez y La magistratura, Rubinzal-Culzoni, p. 207). Portanto, lá como cá existe uma zona de tensão entre a mídia e o Judiciário, que se pautam por regras de conduta divergentes (rapidez versus prudência).

Por tal motivo, os tribunais atualmente, ao aprovarem novos juízes, promovem cursos de preparação ao exercício da magistratura, neles introduzindo aulas de relações com a mídia.  

Quando um juiz supremo (leia-se do STF) envolve-se em situações como a analisada neste artigo, entra em uma zona de risco adversa. Primeiro, seu elevado cargo não recomenda que se atrite com terceiros. Mas, se isto ocorrer, sujeita-se a sofrer ações judiciais que vão tirar-lhe a paz de espírito por longo tempo. Afinal, vivemos em uma democracia plena.

Na frase “chafurdar no lixo” está uma depreciação da pessoa do jornalista, qual seja, atribuir-lhe a condição de porco, que no mundo animal não é das mais admiradas. Aí pode sobrevir queixa-crime perante o STF por crime de injúria, previsto no artigo 140 do Código Penal, punido de um a seis meses, ou multa.

Do ponto de vista civil, uma ofensa pública pode ensejar ação de indenização por danos morais, com base no artigo 5º, V, da Constituição e artigo 186 do Código Civil. E esta ação, se tiver valor até 40 salários-mínimos (R$ 27.120,00), pode ser proposta no Juizado Especial do domicílio da vítima, na forma do artigo 4º, inciso III da Lei 9.099/85, obrigando o agente político a nele comparecer e defender-se.

Tais riscos, em nada agradáveis, não só recomendam como impõem cautela aos agentes políticos nas suas manifestações.  No caso concreto, o oportuno pedido de desculpas tornou remota estas possibilidades.

Evidentemente, não se nega aos detentores dos cargos de cúpula o direito de sentirem-se cansados, exauridos. Porém, nega-se-lhes, sim, o direito de tratar aos que os procuram com desatenção, ironia ou agressividade. E eventuais problemas pessoais que estejam vivendo, por mais graves que sejam, não lhes dão justificativa para a quebra da regra de cortesia.

Dos ministros do STF a população espera imparcialidade, serenidade, vida exemplar, pois suas ações no mundo digital em que vivemos são acompanhadas pela população e geram reflexos na conduta do toda a magistratura nacional, atualmente com mais de 16 mil juízes.

Sintetizando, sempre é oportuno lembrar o exemplo da ministra Ellen Northfleet que, com sua postura sempre elegante e conduta coerente, dignificou a magistratura suprema. 

Vladimir Passos de Freitas

é professor de Direito no PPGD (mestrado/doutorado) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, pós-doutor pela FSP/USP, mestre e doutor em Direito pela UFPR, desembargador federal aposentado, ex-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Foi secretário Nacional de Justiça, promotor de Justiça em SP e PR e presidente da International Association for Courts Administration (Iaca), da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e do Instituto Brasileiro de Administração do Sistema Judiciário (Ibrajus).

huallisson disse:
10 de março de 2013 às 09:29

JOAQUIM BARBOSA
É claro que o Ministro não deveria agir desse modo, mas, considerando, mormente, as circunstâncias de sua saúde, o ministro Barbosa é um dos maiores heróis que a Pátra Mãe já teve!
Pedro Cassimiro - Analista Jurídico.

Eri Coelho - Jornalista disse:
10 de março de 2013 às 10:46

Onde está a notícia?
Está no lixo, na desgraça, na miséria, no acidente, no crime, na violência, não só nas brigas dos pobres, mas principalmente nas brigas dos poderosos.
.
Ora, se estivesse tudo bem o repórter não iria procurar o Ministro, como tinha, ou tem, uma briga de bastidores, estão ele foi tentar chafurdar.
.
Se estivesse tudo bem, não teria notícia. Afinal o cachorro morder o homem não é nada em termos jornalísticos.
.
Dessa vez, literalmente, quase o homem mordeu o cachorro.

Luiz Pereira Neto - OAB.RJ 37.843 disse:
10 de março de 2013 às 11:57

Até agora , não consegui ler uma linha sequer sobe a inconveniência , inoportunidade , descabida insistência e proposital , reiterada , abordagem , por parte do jornalista . É voz comum que , a reação da PERSONALIDADE n. 1 DO PAÍS , aquele que , todos nós , gostaríamos de ser , e , frustradamente , não somos , não deveria ter acontecido . Porém , se , assim for , nós advogados , não precisaremos mais marcar audiências com S.Exa. , basta insistir , fazer ouvidos moucos para sua Assessoria , e , quem sabe , invadir o seu gabinete , iniciar a verborragia , interrompendo , inclusive , o que S.Exa. estiver fazendo , qualquer a natureza do que faça , fisiológica ou não , porque se S.Exa. não quiser ou não puder , basta a nossa reiteração e torcer para que , S,Exa. , com , ou , sem dores , seja mais direto , áspero e extrapole a sua firme posição de não querer nos atender , para nos fazermos de vítimas , com o auxilio midiático dos seus detratores e S.Exa. , a partir daí , tornar-se refém da nossa classe .
Se , é isto que querem , estão perdendo o seu tempo e demonstrando quão medíocres são em suas esfarrapadas estratégias .
Cremos que , por comiseração , podemos , despretensiosamente , dar um conselho a esta classe degenerada que , em conluios , os mais diversos , gostam de professar a máxima da "água mole , em pedra dura , tanto bate até que fura" , porque , em se tratando do Eminente , Incorruptível e Ilibado Ministro Presidente do STF e do CNJ , Dr. Joaquim Barbosa , é perda de tempo , porque desgaste maior do que já passou em sua vertiginosa e vitoriosa vida , carreira e aperfeiçoamento material e espiritual , enfrentando toda a interminável série de desconfianças e preconceitos , não será com estas "cosquinhas" que conseguirão amesquinhá-lo !

Chiquinho disse:
10 de março de 2013 às 14:34

Não tenho procuração para defender o eminente ministro e presidente do STF e do CNJ na postura áspera endereçada ao jornalista que lhe indagou sobre o andamento de determinado assunto,o que o grande jornalista Gilberto Dimenstein classifica de interesseiro ou não tal pose jornalística, conforme suas circunstâncias intencionais. Não sei precisar se foi o caso.
Certa vez o grande cantor e compositor Alceu Valença, que não tem papa na língua e mais grosso do que um cano de passar fezes, ao ser questionado por um jornalista sobre determinado assunto pessoal, mandou o jornalista para aquele lugar, chamando-o de URUBU!
Gonzaguinha, o genial compositor filho de Gonzagão, também tinha suas queixas dos jornalistas que, muitas vezes o procuravam só para chafurdar determinado assuntos batidos e reiterados, só para frescar com a cara do compositor.
Não estou querendo com isso defender o comportamento do eminente ministro do STF, dr. Joaquim Barbosa, absolutamente! Apenas dizer o seguinte: se a maioria dos juízes de todo o Brasil, desembargadores, ministros do STJ e do STF tivessem a postura jurídica escorreita que o eminente ministro Joaquim Barbosa tem na sua competência jurisdicional quando julga e aplicar a Lei, certamente muitos bandidos imundos,Fichas Sujas, contraventores, traficantes de drogas, chefes de grupos de extermínios e pastores do cão que vivem roubando dos pobres em nome de Deus, NÃO ESTARIAM CHAFURDANDO E GOZANDO COM CARA DA NAÇÃO IMPUNEMENTE COMO MUITOS FAZEM SEM SEREM PUNIDOS!

Observador.. disse:
10 de março de 2013 às 15:20

Achei interessante seu comentário. Apesar de preferir uma postura mais serena, o Brasil - e talvez, algumas autoridades - está estressado. Cansado de tantos desmandos em tantas áreas.
Sua última frase - em caixa alta - faz pensar.É o nosso câncer. A impunidade.

Juliano Pante disse:
10 de março de 2013 às 18:37

Gostaria de saber se o articulista é cordial, de forma inquebrantável e a todos os momentos, no trato com as pessoas que porventura cruzam seu caminho.
Que devemos exigir a melhor conduta dos integrantes do Poder Público, sobreduto dos magistrados, isso é indubitável. Porém não admitir pequenos deslizes, desculpe-me, é uma hipocrisia das mais gritantes.
A vossa proposição fica mais frágil ainda se levarmos em conta o medíocre papel que a mídia (em sua grande maioria de manifestações e intervenções) detém perante o Judiciário, em uma inquestionável chafurda que muito atrapalha os julgadores.
Ademais, através de vossa crítica podemos apenas perceber uma fração do ocorrido. Caso tenha intentado moldar a opinião de qualquer leitor, ressalto: o fez de forma totalmente parcial, não agindo de forma íntegra (o que exige do próprio magistrado, o que, sem dúvida, resultou em total insucesso.
Todavia, sobre a conduta do "juiz supremo" e no que se refere à posição do articulista, ambas dotadas de deslizes (pelo que me parece), já acertaria Nietzsche ao declarar: humano, demasiado humano.

Radar disse:
10 de março de 2013 às 21:10

Tá, ninguém está imune a erros. O sr. ministro não tem compromisso com a perfeição. Também é verdade que certos jornalistas sobrevivem de criar contrangimentos e, de certa forma, "chafurdam" até provocar a ira do entrevistado. Depois, sai uma reportagem editada, em que o jornalista sempre parecerá uma vítima indefesa. .
Um dia ou outro encontram alguém com o "egg" virado e dá nisso.
.
Todavia, membros do judiciário devem possuir um plus de elegância e autocontrole. Afinal, a ninguém interessa que o magistrado seja rotulado de troglodita.
.
Espero, todavia, que esse tipo de destempero não se torne rotina, nem contamine outras autoridades. Se todos começarem a responder assim, uma hora qualquer assistiremos a "vias de fato" entre ministros do STF, ao vivo, pela TV Justiça. Menos, senhor ministro, menos!

alvarojr disse:
10 de março de 2013 às 22:03

"O ministro Joaquim Barbosa, por força de sua atuação como relator no 'caso Mensalão', atraiu a atenção de toda a população brasileira. É, sem dúvida, o magistrado mais popular do Brasil. Identificado nos locais onde transita, tem o apoio e a admiração da sociedade brasileira.
Na referida Ação Penal, que é a mais famosa do Brasil, não se limitou a ser um juiz severo. Foi além. Lutou por seus pontos de vista, saiu da posição cômoda dos argumentos técnicos para entrar em discussões sobre a realidade social, penas, prisões e outros temas. Foi vencedor na maioria das teses e a população passou a vê-lo como uma pessoa idealista, lutadora, incorruptível.
É bom ser visto desta forma. Com certeza, o ministro sente orgulho de suas posições. A questão é saber se isto lhe dá uma capa de proteção absoluta, uma blindagem, permitindo-lhe que diga ou faça o que lhe vem à mente."
Imprensa boa, independente, que cumpre o seu dever de informar, é exatamente a que incomoda. E principalmente a que incomoda os poderosos.
Neste Conjur foi noticiado que uma das prováveis justificativas para esse episódio de destempero do ministro Joaquim Barbosa poderia ter sido um levantamento de "O Estado de São Paulo" sobre os gastos com reforma dos gabinetes e apartamentos dos membros do STF.
Como foi dito é notório que o ministro convive com dores no corpo. Se for ter um arroubo desses sempre que se deparar com alguma rejeição ou contrariedade (agravada pelas dores no corpo), inevitavelmente se revelará inapto para a função independentemente do legado já deixado.

Ramiro. disse:
10 de março de 2013 às 22:46

Foi o mesmo Ministro Joaquim Barbosa que se disse extremamente ofendido pelas palavras da defesa de um dos Réus do Mensalão e queria por que queria enviar peças à OAB contra um dos maiores criminalistas do Brasil, afirmando a alto e bom tom que se sentiu ofendido em sua pessoa por este.
O parágrafo segundo do art. 7º do Estatuto da OAB para ele não vale?
Os outros Ministros do STF colocaram panos quentes.
As pessoas esquecem.

Araújo disse:
11 de março de 2013 às 04:16

─ O humem é elemento do meio que nasce e que vive. Por isso, só é capaz de falar sobre aquilo que conhece, que vive ou que viveu e o lixo é um deles.

Zé Machado disse:
11 de março de 2013 às 07:03

Se um deizinho de última insância trata alguém dessa maneira, imagine o que fazem os deusinhos de primeira instância por esse Brasil afora. Está na hora do CNJ acabar com essa farra do Olimpo. Danou-se, o deuzinho é presidente do CNJ, tem jeito não!

Zé Machado disse:
11 de março de 2013 às 07:03

Se um deizinho de última insância trata alguém dessa maneira, imagine o que fazem os deusinhos de primeira instância por esse Brasil afora. Está na hora do CNJ acabar com essa farra do Olimpo. Danou-se, o deuzinho é presidente do CNJ, tem jeito não!

Museusp disse:
11 de março de 2013 às 07:09

Vem-me á cabeça a necessidade de perguntar: de que planeta vem ou se refere o autor desse texto?
De onde ele tira que de um julgamento montado e alardeado com grande pirotecnia pela Globo e seus comentaristas amestrados que tentou elevar á condição de herói o JB, por trocar o comportamento de Juíz pelo de Promotor, ao passo que tentava ridicularizar o Juiz que não seguia a linha definida pelo “inquisidor” o Joaquim Barbosa “tem o apoio e a admiração da sociedade brasileira.” ?
Em outro ponto diz que toda aquela agressividade do Torquemada escorada na grande mídia chantagista, nas suas teses o JB “Foi vencedor na maioria das teses e a população passou a vê-lo como uma pessoa idealista, lutadora, incorruptível.”
Cabe perguntar a que “sociedade” e a que “população” o nobre desembargador se refere?
Salta aos olhos de quem não se encanta com as manipulações da mídia alienante a insegurança do Ministro Joaquim Barbosa. O Ex Ministro Cezar Peluso confirmou essa faceta da personalidade do novo “herói” da Rede Globo em entrevista que deu logo após sua aposentadoria. Eu digo que ele é desequilibrado como já demonstrou em outras ocasiões e incoerente porque, entre outras tantas passagens, acaba de concordar com a ética de "30%" para os magistrados. Preste atenção, nobre magistrado. A sociedade brasileira é muito mais multiforme do que possa parecer ao incauto espectador do discurso monotonico da Rede Globo e seus asseclas.

sGFREITTAS disse:
11 de março de 2013 às 08:16

Todos são iguais não só perante a Lei, ele o (Joaquim) errou agora e vai errar outras vezes, a condição humana está acima da condição de funcionário público ou qualquer outro cargo, etc PRIMEIRO é HUMANO depois será outras coisas...
E HUMANO É ASSIM MESMO; TEM DIA QUE NADA ESTÁ BOM, QUANTOS DE NÓS JÁ ESCULACHAMOS COM ALGUÉM E DEPOIS NOS ARREPENDEMOS... PRA MIM NÃO É NORMAL QUE ISSO ACONTEÇA, MAS NÃO É NADA DE ESTRANHO.

pmsc disse:
11 de março de 2013 às 08:56

Doutor Vladimir, parabéns pelas bem lançadas palavras. É bem possível que a magistratura nacional sentir-se-ia em posição desagradável ao fazer comentário rigoroso em torno do evento que não deveria ter ocorrido, principalmente em se tratando de Min. (JB)da Corte suprema.
Todavia, a magistratura nacional não poderia ficar silente sobre esse episódio, e o seu artigo dá uma nota de bom juízo.

Rogério Aro. disse:
11 de março de 2013 às 09:12

Parabéns pelo ótimo artigo!

Citoyen disse:
11 de março de 2013 às 09:15

A reação do Ministro J.B. não tem nada de estranho e de inusitado.
Não assisto às seções do EG.STF., pela TV, mas tenho um amigo que assim o faz.
Sempre, eu disse sempre, até o MENSALÃO, falava-me das infelizes atuações do ÍNCLITO MIN. J.B. durante as seções.
Portanto, para mim foi um espanto sua atuação durante o MENSALÃO. Como a MÍDIA afirmou, foi uma agradável surpresa para os CIDADÃOS, que custearam a FARRA dos GOVERNOS que SUSTENTARAM o MENSALÃO.
Tenho outro amigo, que morava no mesmo prédio que o Eg. Min. J.B. mora (ou morava, pq não sei se ainda mora) no R.J. Sempre me disse que NÃO ERA uma pessoa simpática e afável. Ao contrário. Dizia dele um Cidadão de NARIZ EMPINADO e AR ARROGANTE!
Portanto, normal e coerente com seu EU normal, foi a atitude do DD. Min. J.B. ao expelir bolinhas de matéria orgânica mal cheirosas contra o jornalista, um dia depois de ter aparecido em vários saites, e na mídia, com uma namorada, morena bonita e, parece, ainda estudante de DIREITO, o que seria uma coisa normal, para um CIDADÃO NORMAL.
Mas o Douto Min. J.B. parece que não é, naturalmente, um Cidadão normal. Sua Vida, seus títulos, suas conquistas, a duras penas (SIMILARES ÀQUELAS QUE OS CIDADÃOS EUROASIÁTICOS COMUNS têm LUTAR para as conquistas sociais!) - mas que contradizem aquela história das dificuldades INSTRANSPONÍVEIS (ou quase)daqueles a quem chamamos Afro-brasileiros! - bem demonstram que ele se inclui nos que normalmente denominamos os PRIVILEGIADOS da nossa REPÚBLICA.
Tem méritos? Sim, e muitos, porque chegou lá.....!!!
E com MUITO MAIORES qualidades que outros COLEGAS, que, sem méritos INTELECTUAIS, usaram o oportunismo político para chegar onde o Douto Min. J.B. chegou.
Mas lhe faltou o CONTROLE. Foi isso!

ronevangelis disse:
11 de março de 2013 às 09:23

Acho extremamente sensata a resposta do Ministro. Tem repórteres e repórteres. Em vez de se ater ao que realmente traria algum benefício social, ficam buscando matérias sensacionalistas, que como eles mesmos dizem, "é o que vende jornal". Apoio o JB, o herói brasileiro que tanto precisávamos. Valeu Ministro, o povo está com V.Exa.

Riobaldo disse:
11 de março de 2013 às 09:39

O Ministro Joaquim Barbosa agride em público, para depois, desculpar-se no particular de seu gabinete. Por que não adota postura mais humilde e democrática, de chamar o pobre do foca do Estadão, e pedir-lhe pessoalmente desculpas.A ´dialética do oprimido` se reproduz infinitamente, de vítima para algoz, desde os tempos da Casa Grande...

Ademilson Pereira Diniz disse:
11 de março de 2013 às 11:38

Como foi visto à náusea o comentado incidente, o Ministro Barbosa já tinha respondido ao repóreter, educadamente, o quanto lhe fora perguntado...mas foi perseguido quale com o roçar de pele, uma coisa absolutamente indigna, para o JUIZ e para o repórter. Ora, se alguém diz que não quer falar sobre isto ou aquilo, É DEVER DA IMPRENSA RESPEITAR ESTE SILÊNCIO, não está escrito em nenhum lugar que se deve responder a jornalistas, sejamos ou não defensores da imprensa livre... Na verdade esses jornalistas são petulantes e querem, não só reprotar os fatos, como também virarem fatos noticiosos, eles próprios; e por isso trasnpõem a linha que divisa o profissionalismo do abuso. O min. Barbosa, antes de ser Ministro é um cidadão que não queria, no momento, ser assaltado pela imprensa para falar sobre qualquer coisa (além do mais um JUIZ só devia falar por escrito e em autos de processo) e NADA justificava o assédio que lhe fez o impertinente jornalista. O incidente, por outro lado e pedagogicamente prova que o HOMEM continua sendo um HOMEM, com seus humores e idiossincrasias, esteja em que posto estiver, e espero que o próprio Min. Barbosa (e os JUÍZES em geral) se lembre disso quando for julgar um outro HOMEM em situação similar.E, afinal, no mundo de hoje parece que os SEM EDUCAÇÃO usam o EXCESSO DE EDUCAÇÃO DOS OUTROS, para agir CONTRA ESSES OUTROS; ter BOA EDUCAÇÃO no trânsito, na escola, no trabalho É USADO CONTRA VOCÊ!Ter educação é um convite para ser VÍTIMA. Parabéns ao MINISTRO que respondeu à altura do incômodo sofrido.

incredulidade disse:
11 de março de 2013 às 12:55

A população brasileira anda tão carente de Justiça que se apega até aos injustos que pratiquem algum (eu disse algum) ato de "justiça".
Barbosa dá claros sinais de destempero, desequilíbrio e falta de urbanidade. Mas a turba vê nisso um sinal de "indignação por tudo que está errado aí fora" e o enaltece por seus gritos e vexames.
Mal sabe a turba que o destempero não é decorrente de arroubos de impaciência do santo homem que, cansado de esperar, resolve fazer "justiça" com as próprias mãos.
A História mostra que justiceiros, que gritam, berram e discursam de forma incisiva, prometendo mais "ação" e menos "enrolação" (exatamente como a turba deseja ouvir), invariavelmente terminam como ditadores.
A Revolução Francesa, a Russa, a Cubana, a Chinesa e até a recentíssima figura bolivariana que acabou de falecer, também contaram com seus timoneiros que prometeram, aos berros, mudar "tudo que aí está", mas que, invariavelmente, terminam por ultrapassar os limites da "justiça" para se voltar contra os que pensam de forma contrária a ele.
A turba aplaude os gritões porque, inconscientemente, deseja se revoltar, mas covardemente, espera líderes do grito para gritar por eles.
O interessante disso tudo é que o aplauso termina em lágrima e ranger de dentes pois, invariavelmente, o que grita, empolgado e sem caber dentro de si mesmo, estende sua voz agressiva também, a quem o aplaudia.
Aos que estão felizes com nosso "herói" torçam para que seu processo não vá ali cair, para ouvir uns gritos também, quando o Che Guevara brasileiro lhes responder aos berros, que estava ocupado demais fazendo justiça social para despachar seu feito, há mais de três anos concluso com ele para julgamento e que não tem "relevância social".

incredulidade disse:
11 de março de 2013 às 13:00

Relendo alguns comentários, fiquei impressionado com as desculpas.
"Você, articulista, nunca gritou com ninguém?"
Meu Deus... parece que o futebolista recém condenado por um crime de repercussão nacional e que, indagado sobre o caso do colega acusado de bater numa namorada, respondeu: "quem nunca saiu no braço com sua mulher"?
Então que seja liberada a gritaria e a balburdia, com vacatio legis de um ano, para que eu tenha tempo de aprender a atirar e fazer algum curso de defesa pessoal.

Sersilva disse:
11 de março de 2013 às 14:59

Parabéns! Exemplarmente sereno, equilíbrado, sensato, evidenciando sua origem na magistratura (diferença marcante com outras carreiras jurídicas, que são geralmente passionais, parte do problema).
Cair na benevolência do povo, de regra incautos, é fácil, “basta seguir a maré, que ate sem braço nada bonito”, vira exímio nadador.
O desavisado de hoje (mesma imprensa que ajudou a “dourar a pílula”, “criar a cobra” e vibrou com suas picadas), agora, prova do veneno que ajudou a destilar e se arrepia toda.
Equilíbrio e postura são necessários, antes, durante e depois, errou antes, erra agora e errará depois, basta esperar... (é questão de origem).

Malagoli disse:
11 de março de 2013 às 18:36

Não entendi, pensei que já estivesse chafurdando por lá! Enfim vale relembrar: "cave ne cadas...".

Ubiratã Sena Nunes disse:
11 de março de 2013 às 18:39

Não estava o meretíssimo magistrado em sua referida função. Estava ele depois de um exaustivo dia de trabalho e com dores fugindo daquele ambiente inóspito e cansativo como faz qualquer trabalhador. O jornalista não respeitou o momento como aliás é frequente em alguns elementos da imprensa. O Joaquim Barbosa já se desculpou formalmente, portanto estamos conversados.

Roberto Melo disse:
12 de março de 2013 às 11:35

Apenas para avivar pontos da leitura do fato, da interpretação proposta pelo autor, que, a meu ver, omitiu, não sei exatamente se por conveniência, desconhecimento ou estratégia, a referência à notícia publicada neste mesmo site no dia 6 de março:
"O motivo para o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, ter reagido a uma pergunta do jornalista Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo, dizendo que ele deveria "chafurdar no lixo", pode ter relação com levantamento sobre gastos com viagens e reformas em gabinetes e apartamentos dos ministros feito pelo jornal em que Recondo trabalha. De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, as informações relacionadas a Barbosa teriam chamado a atenção da reportagem."
Além disso, creio que a estrutura textual, em seus matizes eufemísticos, nos remete à ideia de que já estaríamos em plena Suécia. O que não se comprova ao confrontar a nossa triste realidade, em todos os seus aspectos. Neste sentido, NADA É POR MERO ACASO...

dimas germano disse:
12 de março de 2013 às 20:25

O exmo. min presidente equivocou-se com o local, o correto é a constituição de justiça da camara, com um já condenado genuino representante da vara, se bem que de cueca abonada por propina, assumindo sua presidencia, ou quem sabe a comissão de direitos humanos, onde jesus cristo deveria atuar urgentemente para expulsar as legioes de demonios e afins. Entrevistas devem ser dadas em local apropriado, com distancia apropriada e hora apropriada, respeitando qualquer pessoa ... e seu direito de se calar.

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