Governo fixa redutor para IR de Pessoa Física de 2004

Um acordo estabelecido entre o governo federal e centrais sindicais, nesta terça-feira (1º/6), estabeleceu um redutor para a tabela do Imposto de Renda de Pessoas Físicas de 2004, que está congelada desde 2002.

Ficou acertada a adoção de redutor da base de cálculo do IR retido na Fonte no valor de R$ 100 mensais, a vigorar de agosto a dezembro, mais o décimo-terceiro salário. A faixa de isenção incluirá salários de até R$ 1.158.

Os demais contribuintes terão o mesmo redutor de R$ 100, independentemente da faixa salarial. Assim, quem ganha R$ 1.200, será tributado sobre R$ 1.100. O valor descontado cai, assim, de R$ 21,30 para R$ 6,30. A correção diminui na mesma proporção que aumenta o salário. O objetivo é beneficiar os contribuintes com renda próxima da faixa de isenção.

Na reunião, feita na residência oficial do presidente da Câmara João Paulo Cunha, o governo se comprometeu a encaminhar ao Congresso uma proposta de correção na tabela do Imposto de Renda para 2005.

rubens disse:
02 de junho de 2004 às 09:51

Agora sim ! Com este enorme redutor, e mais R$ 8,00 de aumento do salário mínimo, em novembro, acabou-se a miséria...

O Martini disse:
02 de junho de 2004 às 09:53

Que micharia pro povão! Certamente para os banqueiros a generosidade seria maior. Afinal, quando o governo vai começar (não finalizar por que não é Deus) a minorar a desigualdade pornográfica da distribuição de renda no país? Teve mais uma oportunidade perdida. Pois certamente não será com o demagógico FOME ZERO. Os salários estão achatados(mais achatados !) e o povo não compra. Como criar empregos? Não precisa ser o Dr. Mercadante(lídimo economista) para saber que a classe dos muito ricos não cria empregos (perdão, criam no exterior onde gastam sua fortuna). Temos (o Brasil) dinheiro, mas não temos consumidores (povo sem poder de compra) - pois o $$$$ está na mão de poucos. Distribuir renda COM POLÍTICAS ECONÔMICAS E FISCAIS não é comunismo não. Vide como fizeram e fazem paises como Alemanha, Inglaterra, países nórticos, França, Itália, Espanha....até Portugal, etc. etc....Lula, não foi pra isso que foi eleito, não!

Gesiel de Souza Rodrigues disse:
02 de junho de 2004 às 12:27

Atitude patética e risível desse Desgoverno Federal. Certamente se aplicássemos a lição de Thoreau o Brasil estaria muito melhor...."O melhor governo é aquele que não governa".

Todas as vezes que se metem a querer governar da nisso. Posturas vazias, afrontatórias e totalmente inócuas.

Só falta assistir ao Jornal Nacional e ouvir a explicação de um dos economistas (sumidades em dizer o óbvio ululante ou fazer projeções para os próximos 5 minutos), sobre o acerto da medida...Agora vai...Agora vai...

O Governo mais parece um carro velho que vive se tentando fazer pegar no tranco...Agora vai...

Dizem que cada povo tem o Governo que merece. Se essa regra for verdadeira a conclusão é que merecemos nada.

Fabrício Alex de Lima Silva disse:
02 de junho de 2004 às 13:03

Sr. Rubens Vasques, ESSA FOI BOA !

Ricardo Moreira disse:
02 de junho de 2004 às 13:40

Vejam só que absurdo. O trabalhador vem perdendo o poder de compra ano após ano. Se a tabela do imposto de renda estivesse sendo atualizado todos os anos estaria da seguinte forma:
BASE DE CALCULO ALIQUOTA PARCELA A DEDUZIR
Até 17.718,53 Isento --
De 17.718,54
Até 35.420,32 15% 2.657,18
Acima de
35.420,32 27,5% 7.085,32

Até os aposentados com mais de 65 anos de idade estão perdendo. O limite especial a que esse contribuintes tem direito continua estacionado em 12.696,00 ao ano, quando pela adoção de uma tabela corrigida poderia saltar para 17.718,53. Só para se ter uma idéia, para este ano a perda da correção chega a 53,33%.

Célio Diniz disse:
02 de junho de 2004 às 18:06

Não se deixem enganar: a notícia pode não representar redução no imposto. Se o governo apenas criar um redutor na base de cálculo do imposto retido na fonte, mas não mexer na tabela de descontos ou nas alíquotas, a soma total anual do imposto continuará sendo a mesma; aquilo que o contribuinte deixar de pagar na fonte, será apurado e pago na tabela de ajuste. Assim, o governo não está sendo "bonzinho", mas continua com sua política implacável de tributar ao máximo o trabalhador. Olho no projeto de lei: o governo não vai abrir mão dessa receita, vai apenas postergá-la.

O Martini disse:
02 de junho de 2004 às 19:52

Respondendo ao sr. F. Lima: os profissionais liberais, principalmente os advogados. PL em elaboração prevê que nas procurações apresentadas em juizo, o sejam em duas vias, uma sendo encaminhada para a RECEITA FEDERAL. Da procuração deverá constar os valores contratados - sobre o que incidirá o IR por estimativa, na alíquota máxima. Além, é obvio, do recolhimento na Fonte, também pela alíquota máxima, quando cliente for pessoa jurídica. Satisfeito?

JA Advogado disse:
04 de junho de 2004 às 17:23

É uma imoralidade não corrigir a tabela (estamos falando em corrigir e não aumentar o valor). A voracidade estatal não tem limites. Exemplo clássico dessa fome fiscal é a tributação indireta sobre o ensino, quando nos limitam a descontar apenas R$ 160,00 mensais por dependente com educação, quando todos sabem que a mensalidade média das Universidades particulares no Brasil está em torno de R$ 800,00 (média, porque há escolas cobrando R$ 3.200,00 mensais nos cursos de Medicina). Logicamente a diferença entre um valor e outro é tributação indireta sobre o ensino.

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