Julgamento de ministro acusado de assédio será público

O julgamento do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Paulo Medina, acusado de assédio sexual, será aberto ao público. O Supremo Tribunal Federal deve decidir na próxima quarta-feira (9/6) se acata a denúncia impetrada por Glória Pádua Ribeiro Portella, ex-funcionária do gabinete de Medina e filha do ministro do STJ, Pádua Ribeiro.

Em agosto de 2003, Glória Maria encaminhou ao STF — tribunal responsável por analisar e julgar ações criminais contra ministros do STJ — a queixa-crime contra o ministro Medina. Em resposta à acusação, ainda em agosto de 2003, os servidores do gabinete do ministro Paulo Medina, elaboraram uma nota de desagravo e encaminharam para todos os servidores da Corte.

Glória Maria arrolou como suas testemunhas para o processo as ministras Eliana Calmon Alves, Nancy Andrighi, o ministro Francisco Falcão, o médico do Tribunal, Bonfim Abrahão Tobias e a servidora Mariza Zita Leite de Souza.

Cristina Morgado disse:
03 de junho de 2004 às 11:17

Já é um bom sinal. Por que fechar o julgamento? Quem sairia ganhando com a coisa escondida? Tomara que o Supremo tome uma atitude digna, dessas que todos nós afinal, temos dificuldade de acreditar... o Judiciário brasileiro anda fedendo.

Magda Aparecida da Silva disse:
03 de junho de 2004 às 11:29

Imagine se todas as advogadas e estagiárias que fossem assediadas por Ministros, Juízes e correlatos promovessem ação de Assédio Sexual, no meu entender os Tribunais estariam um pouco mais vazio...
Magda- advogada

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