Com orçamento anual de cerca de R$ 2,2 bilhões, o Tribunal de Justiça de São Paulo gasta R$ 2,1 bilhões com salários de funcionários e magistrados. Ou seja, nada menos que 94,5% da verba orçamentária. Assim, falta dinheiro para contratar funcionários e instalar varas.
Com os braços cruzados há 87 dias, os servidores decidiram manter a greve na quarta-feira (22/9). Eles reclamam reajuste de 26,39% sobre seus salários. O TJ paulista oferece 14,58%. O menor salário no TJ-SP é o de auxiliar judiciário I — R$ 1.131,35.
Um diretor técnico de Departamento do Tribunal de Justiça de São Paulo ganha, atualmente, R$ 5.778,46. Se tiver aumento proposto pelo TJ paulista de 14,58%, essa remuneração mensal sobe para R$ 6,6 mil.
O Tribunal de Justiça paulista tem em seus quadros 49.686 funcionários, dos quais 8.383 são inativos. São 1.699 magistrados (juízes de desembargadores).
Há cerca de 12 milhões de processos que estão em tramitação na primeira instância do Judiciário de São Paulo. Existem 194.354 processos aguardando a distribuição, que leva em média três anos.
O TJ-SP referendou proposta para elevar em 14,58%, em média, os salários dos funcionários. Segundo os grevistas, no entanto, a reposição deveria ser, no mínimo, de 17,43%.
Conheça alguns dos salários dos servidores
Auxiliar Judiciário I — R$ 1.131,35
Auxiliar Judiciário VI — R$ 1.207,75
Escrevente Técnico Judiciário — R$ 1.963,39
Oficial de Justiça — R$ 2.222,48
Assessor Técnico de Gabinete — R$ 4.100,91
Diretor Técnico de Departamento — R$ 5.778,46
Diretor Técnico de Divisão — R$ 5.132,00
Fontes: Tribunal de Justiça, Diário Oficial – Poder Judiciário, Revista Serventuário de Justiça.
Se não estão contentes, procurem outro emprego, pois tenho certeza de que mesmo o menor salario possui nivel superior, podendo conquistar melhores salários.
É que na verdade acomodaram-se, e não querem dar a "cara à bater", procurando outro emprego, ou até mesmo advogar, (para aqueles que possue a inscrição na OAB) é que trabalhar para o Tribunal é uma moleza, regado de mordomias.
Sr. Edilson, por exemplo, vc entra através de concurso no cargo público com salário x, e após 11 anos, não há reajuste, mas tudo, tudo sobe. O que o Sr. faz? Nada? Queriamos 39,5%, o TJ ofereceu 26,5 % ( publicado no D.O), mas deu calote.E agora quer dar 14%? Tenho férias para receber dos anos 2000,2001 e 2002( se receber, não há correção nenhuma).Pimenta nos olhos dos outros é refresco!
Não sou funcionário público, nunca fui. Não sou advogado, nem tenho ações pendentes na Justiça. Sou jornalista. Não sou isento para comentar sobre uma greve. Não existe imparcialidade, conforme podemos observar na linha de apoio ao título e na pauta dessa matéria.
Num país onde o salário mínimo é de hediondos R$ 260, a informação de que o menor salário do Judiciário paulista é de R$ 1,2 mil, em manchete, é, no mínimo, sugestiva.
Sugere, no limite, a existência de um segmento privilegiado entre os brasileiros. Sabemos que existe um segmento privilegiado em nossa sociedade: não são os servidores da Justiça paulista.
Merecedoras de comentário também são as opções da enquete do site da Conjur: três alternativas compreendem ou concordam com a greve, ainda que não totalmente, mas o "sou totalmente contra" ganha isolado no resultado final.
Os favoráveis estão dividos, pela formulação da enquete, em três alternativas. Os contrários, concentrados em uma única opção. Se houvese um "segundo turno", os favoráveis à greve levariam vantagem. E essa enquete não tem valor científico, como salienta o próprio site.
Outra coisa: quem acredita que a informação da manchete não influencia o internauta na votação da enquete?
É preciso considerar que o funcionário público tem direito a greve. É verdade que esse direito não foi regulamentado, o que abre margem a abusos - mas a falta de regulamentação não é culpa dos funcionários públicos.
Por fim, o comentário "se não estão contentes, procurem outro emprego", assinado pelo o advogado Edilson Carlos Almeida, que ainda julga o trabalho dos servidores uma moleza e que esses não querem dar a "cara à bater" (sic), sai pela tangente e erra mais de uma vez.
É lugar comum desqualificar o sujeito (grevistas) e não buscar o foco do assunto (greve). É um artifício torpe, de quem não quer avaliar, por exemplo, uma informação publicada em Diário Oficial. Esse é o principal erro de avaliação do comentarista.
Por fim, a crase antes do verbo na expressão "cara à bater" revela que o causídico jamais seria aprovado em uma prova de língua portuguesa, sempre presente em concursos públicos. Só quem passa num concurso pode viver na moleza, ter estabilidade e ter um salário de, no mínimo, R$ 1,2 mil.
Sr. Edilson Carlos de Almeida,
O Senhor não está entendendo bem a situação.
Pense bem...
Analise:
O Sujeito, com segundo grau (para Auxiliar, no entanto, basta o primeiro grau), consegue aprovação em um concurso público "raspa-de-tacho", onde só se inscrevem semi-analfabetos, e entra para o Tribunal de Justiça como Funcionário Público.
Daí, o Sujeito, agora "Funcionário Público", passa a ganhar R$ 2.000,00 (dois mil reais) por mês, mais "extras", por 35 horas de trabalho semanal, pois eles vão almoçar em casa todos os dias (uma hora de almoço) e trabalham apenas 7 (SETE) horas por dia de segunda-feira à sexta-feira; com estabilidade funcional, que lhes garante a comodidade de poderem fazer um serviço DEFICIENTE e MEDÍOCRE, sem sofrerem punição (no máximo - quando raramente acontece - é uma advertênciazinha ou uma mudança de Cartório), maltratando Advogados e ao Pôvo em geral, fazendo turismo pelos corredores do Forum, fofocando abertamente na frente de todos, e furtando cafezinho na sala da OAB.
Portanto, o Sujeito "Funcionário Público" se sente uma espécie de "DEUS", um "INTOCÁVEL"...
Aí ele se transforma, num passe de mágica, no denominado "MARAJÁ PÚBLICO"!
O Sujeito passa a abominar o labor, passando o dia, no máximo, batendo carimbos e desaprendendo o que significa trabalhar de verdade.
Ora, Sr. Cristovam Pontes de Moura, agora, pense bem...
Como um Sujeito desses, se voltar ao mercado de trabalho, vai conseguir uma colocação profissional honesta, trabalhando 44 (quarenta e quatro) horas por semana, e recebendo um salário normal, sem a estabilidade funcional, que o obrigará a deixar de ser casca-grossa e a respeitar os seus Chefes e aos clientes da empresa?!?
Um Sujeito desses simplesmente não sobreviveria!
Viveria desempregado, pois qual Empregador iria querer um Sujeito desses como Empregado?
Eu JAMAIS empregaria um ex-funcionário público!
Já tive essa experiência ingrata, pois empreguei uma ex-funcionária pública que se aposentou e entrou para a Advocacia, e a coitada não aguentou um mês, pois, além de nada saber, queria entrar no escritório às 11 horas e sair às 17 horas, e queria ganhar dinheiro no mole, sem fazer nada!
Ora, VÁ VADIAR EM CASA!
ADVOCACIA É TRABALHO!
Essa experiência não quero ter NUNCA MAIS!
Entendeu, Sr. Cristovam Pontes de Moura, porque seria muito complicado para os MARAJÁS PÚBLICOS voltarem ao mercado de trabalho e tentarem conseguir um emprego honesto ou, mesmo, advogar?
Eles morreriam de fome...
Eu acho que o servidor paulista está ganhando muito pouco. Tá certo que o serviço público é uma bosta, a justiça é uma bosta maior ainda, o jurisdicionado não aguenta a demora. Nós advogados também somos culpados disto também, estamos dentro deste sistema e o mantemos. Mas não dá para querer nivelar por baixo. O salário desse pessoal de São Paulo é ridículo, vergonhoso, e agora estou até começando a simpatizar com alguma coisa, não gostei da postura do Presidente do STJ, aquele Tribunal não cumpre nem o Regimento Interno e vem falando em intervenção. Deveria sofrer intervenção também, Ministro pede vista e fica um ano com o processo embaixo do braço, não tem moral para falar nada. Sou contra greve no Judiciário. Fui eu quem entrei com a ação contra a greve dos Juízes no Brasil todo, peitei muita jente e paguei o preço, e me acho no direito de dar opinião. Sou radicalmente contra greves de autoridades, acho que não é cabível servidor e autoridade fazerem greve às custas do povo. Mas também quero dizer que não é possível querer serviço público decente pagando merda ao servidor. Minha solidariedade para os servidores paulistas da justiça. Advogados: se a justiça é ruim, se o serviço público é um lixo, isto não irá melhorar pagando miséria ao servidor. Não importa se, no meio deles, tenha um monte de vagabundo. O que importa é que não se pode fazer o melhor tratando os outros sem a dignidade que nós esperamos para nós mesmos.
Sr. Fábio Carvalho,
Sem ter a pretensão de bancar a advogada do Sr. Edilson Carlos Almeida, gostaria de dizer algumas palavrinhas.
Confesso que nunca fui muito fã de Jornalistas.
Mas isso não vem ao caso...
Muita gente, também, não gosta de advogados.
Acho muito engraçado, porém, o Senhor entrar aqui e ter a pretensão de bancar o Professor Pasqualle, corrigindo a outorgrafia do Sr Edilson, como a menospreza-lo, classificando-o de ignorante da língua portuguesa; de que o mesmo jamais seria aprovado em um exame do nosso iidioma, presente em qualquer concurso.
O Senhor julga com muito pouca base.
Melhor dizendo, o Senhor não chega a uma conclusão baseado em fatos concretos, mas sim em algumas insignicâncias.
Eu mesmo canso de cometer erros de ortografia neste Forum e em textos que escrevo, porque digito muito rápido e não faço revisão (ao menos aqui não me dou a esse trabalho).
O Senhor não comete erros de ortografia quando digita?
Estou cansada de ler excelentes textos em revistas e jornais com erros de ortografia.
E isso desmerece os escritores?
Mas eu compreendo o seu ponto de vista, pois muitos Jornalistas gostam mesmo de escrever, de criticar, de falar besteira, de criticar os outros, de falar mal, de criar polêmica,... mesmo que não tenha base alguma para sustentar as suas palavras.
Não vou recrimina-lo...
As suas próprias palavras já condenam os seus atos.
Quanto a mim, tudo o que digo é baseado em provas que estão na frente dos olhos de todos, basta querer ver.
Mas tenho total consciência que eu JAMAIS conseguiria ser uma boa Jornalista.
Até porque, mesmo que a minha ortografia fosse impecável, ainda assim, não sei falar besteiras vazias, apenas para aparecer.
Gosto de escrever a VERDADE!
Como diria o agente Fox Mulder (Arquivo-X), "A VERDADE ESTÁ LÁ FORA"...
Portanto, Sr. Fábio Carvalho, saia de casa e procure a Verdade!
E, por favor, deixe de julgar a cultura das pessoas, porque o Senhor não é bom nisso.
Quando falei que peitei muita gente com "j", deixei um ponto de reflexão, para que interpretem este "j".
Bem, a humildade e a sinceridade de uma advogada cujo nick é "doutora" (título concedido aos advogados em tempos imperiais) acabam de ler tudo aquilo que a manchete do site insinua: os servidores são marajás, fizeram um concurso raspa-de-tacho, maltratam o pôvo (sic), não sabem trabalhar, furtam cafezinho, fofocam nos corredores... e ainda tiram uma hora de almoço!
A "doutora" nem faz questão de relativizar: pelo seu texto, depreende-se que nenhum funcionário público presta, nem no serviço público, nem na iniciativa privada. A estabilidade é tão-somente nociva ao serviço público, porque transforma trabalhadores em deuses intocáveis.
Que tal o genocídio desses que acumulam a riqueza de R$ 2 mil por mês, hein?
Dr. LUÍS FERNANDO NOGUEIRA MOREIRA,
Com o devido respeito que o Senhor merece: R$ 2.000,00 (DOIS MIL REAIS) por mês, mais "extras", por 35 horas mensais de trabalho, é "merda"?
Desculpe, Dr. Luiz Fernando, mas acho que, então, o seu Estado do Espírito Santo deve estar com uma qualidade de vida maravilhosa!
O piso de um Policial Civil Paulista é de R$ 1.400,00.
A média que um Professor de escola pública estadual recebe, mensalmente, está em torno de R$ 1.000,00 (alguns nem isso ganham).
Há procuradores de municípios que ganham, em começo de carreira, R$ 1.300,00.
TODOS os casos, há a necessidade de curso superior e de concurso público; e trabalham mais de 35 horas por semana.
Em que pese a sua respeitável opinião, não considero "merda" o que os Funcionários Públicos do Judiciário Paulista estão ganhando.
Porque, se assim for, há muitos pais de família, desempregados, policiais civis, professores, procuradores etc., que ficariam gratos à Deus de ganhar essa "merda".
Iriam todos à "merda" com prazer!!!
É necessário acordar para a realidade de que não moramos em um País de Primeiro Mundo!
O aumento dos aposentados do INSS foi de 4% !!!
Os 4% de aumento para os velhinhos do INSS, sim, eu considero uma "merda".
Não é comum jornalista criticar a “forma” de se noticiar alguma coisa. Normalmente a classe considera sagrado o seu direito de informar (como realmente é) e o nosso direito de receber a informação, redigida com total liberdade e colocada nos jornais/TV’s/Rádios da forma como eles, os jornalistas, acharem melhor, sem nenhum conselho federal bisbilhotando as redações. Eu, por exemplo, considero-me no direito de saber qual é o menor salário pago pelo judiciário paulista, e posso até entender que R$ 1.200 é pouco, ou muito, ou razoável. Mas é meu direito ter a informação, no título, na capa, nos classificados, seja onde for, e formar o meu conceito, como cidadão. Ao colega Fábio, digo apenas que exerci o jornalismo por muitos anos (formei-me pela PUC-Pr) e optei mais tarde pelo exercício apenas da advocacia. O seu inteligente comentário, partindo de um jornalista, dá a entender que todo repórter, ao escolher o título da matéria, pode estar também sendo “indutivo”. Se assim for, até a pauta pode ser indutiva, bem como o tamanho da fonte utilizada no texto. Apenas uma referência final: se o TJ-SP gasta 94,5% do seu orçamento com salários, alguma coisa está errada, pois já ultrapassou há muito o limite fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O TJ nem poderia, a rigor, estar dando aumento para ninguém. Essa é a regra vigente, que pode ser alterada pelo Congresso, mas por enquanto é a que está em vigor. Quando o orçamento não permite, a lei PROIBE dar aumento de salários. E promete colocar na cadeia os que a transgredirem.
Fico feliz, em saber que, profissionais de outras áreas(Sr. Fábio Carvalho-Jornalista e Dr. Luis Fernando Nogueira Moreira-Procurador do Estado)compreendem a verdadeira situação do Judiciário SP.São pessoas sensatas e dignas de opnarem neste site.Obrigado.
Doutora,
Não havia lido seu comentário sobre mim antes de inserir meu último texto. Perdoe-me.
Eu apontei o erro no texto de ortografia no senhor Edílson, sim, mas antes mencionei qual seria, na minha avaliação, o seu principal erro. Colocar uma crase antes do verbo é um erro menor, bobo, que pincei para provocá-lo. Tanto ele como a senhora (ou senhorita) incorrem no erro da generalização, na minha modestíssima análise.
Percebe como é ruim fugir do foco e desqualificar alguém?
A "doutora" não discute um assunto no texto que dirige a mim, apenas tenta me desqualificar também. Não tenho nada contra advogados, pois a sociedade precisa deles. A "doutora" também precisa de jornalistas - caso contrário não freqüentaria um site cujas notícias são produzidas por eles.
A "doutora" não precisa gostar de mim, basta tratar-me com respeito, diferentemente da forma como se dirige aos funcionários públicos da Justiça paulista.
Sr. Fábio Carvalho,
Não, de forma alguma!!!
Genocídio daqueles que acumulam riquezas de R$ 2.000,00 por mês, de forma indiscriminada, me colocaria nesse rol!!!
Que seja ALGO MAIS RESTRITO: um genocídio de MARAJÁS PÚBLICOS e de PAPAGAIOS DA IMPRENSA SENSACIONALISTA.
Aí sim, eu bato palminhas!
Solto até rojão na Praça da Sé!
E eu não disse que os Funcionários Públicos não prestam.
Não coloque palavras na minha boca!
Penso que alguns prestam...
Claro, confesso que eu ainda não conheci nenhum que prestasse, mas eu sou uma mulher otimista e tenho esperança de que um dia eu encontrarei algum deles que sirva para alguma coisa, além de bater carimbos e furar papel com a caneta (pois ainda não aprenderam para que serve um furador de papéis).
Também tenho esperança de que algum dia eu consiga conhecer um Jornalista que escreva a verdade.
Mas, pensando bem, creio que neste último caso é um pouco mais difícil.
Paciência!
Mas, verdade seja dita, o Senhor, as vezes, tem algumas idéias interessantes, como a do tal genocídio (dentro daquelas limitações que escrevi acima).
Parabéns e continue assim!
Cara Doutora, permita-me, com todo respeito, tratá-la assim, na ausência de condições de dirigir-me à nobre debatedora de outra forma. Eu considero que dois mil reais é um salário indigno para nós que desejamos um Poder Judiciário operante. Fico imaginando uma pessoa que trabalha na Justiça, em um Estado cujo custo de vida é tão caro como São Paulo, ganhando somente 2 mil reais, e isto me dá arrepio. Sinceramente, diante do salário do magistrados e dos rendimentos dos advogados medianos, esta quantia é de dar dó. O servidor está ali, no dia a dia conosco, lidando com processos milionários ou de pequeno valor, mas preparando o destino da vida de pessoas para serem julgadas, e ganhando uma quantia ridícula, que mal dá para manter os seus estudos e um meio de transporte decente. Casa própria, nem pensar... Qual o incentivo que pode ter um ser humano com tantas limitações, inclusive proibido de advogar, e com o dever de honestidade exigido no dia a dia de forma intensa, pelos operadores do direito... Lamento que policiais ganhem tão pouco, assim como professores, e que colegas procuradores aceitem trabalhar por mil e poucos reais, o valor que um faxineiro recebe no poder judiciário federal. Mas, sinceramente, isto não justifica, um erro não justifica outro. Como já disse, fui o único que ingressei com ação contra greve dos juízes... Mas não vou defender jamais o sucateamento humano no judiciário. Não à greve, mas não à miséria do servidor!
Sr. Fábio Carvalho,
Obrigada por me desobrigar da penosa tarefa de gostar do Senhor, porque exigiria tamanha demagogia de minha parte que somente em um curso de Jornalismo eu conseguiria aprender.
Quanto a respeita-lo, basta o Senhor não apelar para as grosserias que eu não serei grossa com o Senhor.
Sou uma mulher muito razoável.
Tenho as minhas opiniões.
Sou convicta!
Mas como o Senhor, ao que parece, gosta de ser irônico, achei que não se ofenderia se também fosse irônica consigo.
Mas, também, se o Senhor se ofendeu, paciência.
Minha briga não é contra os Jornalistas.
Mas se os Jornalistas quiserem entrar aqui e tomarem partido, sejam bem-vindos e aguentem o "tranco" como eu aguento e todos aqui que expressam as suas opiniões aguentam.
Aqui, se já não percebeu, fala-se o que quer, ouve-se o que não quer, e todo mundo está feliz, Advogados, Marajás Públicos e respectivos simpatizantes.
E não se preocupem com os Marajás Públicos, porque vaso ruim não quebra e eles são todos masoquistas.
Quanto mais a gente bate, mais eles gostam e ainda entram aqui pedindo mais.
Com greve ou sem greve, somos todos uma Família Jurídica feliz.
Só faltou uma coisa nesses números aí em cima referente aos salários.
Uma coisinha de nada....os descontos.
É fácil tentar maquear a verdade, que creio ser especialidade deste consultor jurídico, principalmente quando é contra os servidores do judiciário.
Tentam induzir a população ao engano.
Não dizem que os seguintes cargos Assessor Técnico de Gabinete -- R$ 4.100,91, Diretor Técnico de Departamento -- R$ 5.778,46 e Diretor Técnico de Divisão -- R$ 5.132,00, são uma minoria ridícula em relação aos 42 mil funcionários.
Por exemplo, no Palácio da Justica onde eu trabalho, não conheço ninguém que exerça um destes três cargos, não estou dizendo que não tenha nenhum lá, mas eu trabalho lá há 13 anos e nunca conhecí alguém com esses cargos, e olha que trabalha muita gente lá.
Eu não sou Oficial de Justiça, mas eu não quero correr os riscos que eles correm para ganhar R$ 2.222,58, acho que minha vida vale muito mais que isso.
Faltou dizer também que dos salários dos Juízes e Desembargadores, que são uma minoria em relação aos 42 servidores, mas o salário deles consome uns 70% dos 2,1 bilhões citados acima, o percentual correto eu não sei, mas eu ví em uma planilha outro dia, se eu achar eu coloco os percentuais, mas sem dúvida os salários dos magistrados consomem a maior parte dos 2,1 bilhões.
Outro dia eu li não sei em que lugar, que o salário do Desembargador é de 25.000,00 sendo que chega a este valor com as gratificações que não entram no cálculo do teto.
Portanto, não adianta torcer a verdade, tentando colocar a população contra os servidores, procurem pela verdade que vocês (imprensa) encontrarão.
SOCIEDADE DA INVERSÃO DE VALORES.
É oportuno e pertinente o comentário do Jornalista Fabio Carvalho, com o qual concordo plenamente. O Oficial de Justiça Renato Carvalho, expressando-se também de maneira elegante, fazendo um comentário sintético, rebateu crítica injusta e desreispetosa. A realidade é que se instalou uma sórdida campanha de crucifixação contra os serventuários do Judiciário. Pessoas sem um mínimo de escrúpulos, algumas utilizando-se de expressões xulas, tentam enxovalhar a imagem desses valorosos a abnegados agentes públicos. Os funcionários do Judiciário paulista são pessoas dignas e competentes. Ali estão graças a um concurso público que eferiu a sua plena capacidade para o exercício dos cargos dos quais são titulares. Foram contratados para receber um determinado salário. Portanto, não há como compará-los com aqueles que, sem qualquer qualificação profissional, recebem salários inferiores. Também, não é admissível que seus proventos sejam alvo de injustas defasagens embasadas no maquiavélico pretexto de que o Estado não tem dinheiro.
Estamos vivendo numa sociedade em que predomina a inversão de valores, com honrosas excessões. É inadmissível essa campanha crucificatória hipócrita, criada e alimentada pelos legítimos sucessores dos que crucifixaram Jesus Cristo há dois mil anos atrás. Ora, segundo a matéria publicada pelo Conjur, 94,5% da verba orçamentária é consumida pelos funcionários e magistrados. Permito-me contestar esse percentual e, com o devido respeito, gostaria ter provas irrefutáveis e convinventes. Por outro lado, caso os 94,5% sejam reais, é de se concluir que o erro não está contido nos salários, mas numa dotação de verba propositadamente insuficiente. O Estado de São Paulo é o maior cliente, no polo passivo do Judiciário, o que me faz lembrar das palavras do Presidente do STJ de que há gente interessada na continuidade do movimento.
Parabéns ao colega Francisco Gildenor Rodrigues, um advogado que não possui o medo de dar seu nome e sua opinião. Muito apropriado, muito correto dizer que o servidor público não deve ser o Cristo. É isso mesmo, não dá para fazer da exceção à regra, e se há um erro no sistema não é o servidor quem comanda o mesmo, já que eles são subordinados e não dirigentes. Se o judiciário é ruim, a culpa é dos juízes sim, e também de nós advogados que precisamos responder por isto. Somos nós que toleramos que um processo dure dez anos, e continuamos mantendo o sistema sem nos insurgir, alguns babando os juízes e outros conchavados na OAB. Eu vou dizer e repetir, e faço isso assinando embaixo e dando meu nome, já que não sou cidadão de me esconder atrás de pseudônimos ou do cargo público que ocupo: um servidor concursado da justiça ganhar mil e poucos reais é uma merda de salário. Se alguém ganha mal assim, deve se revoltar também. Sou contra a população pagar por isto, e daí o motivo que abomino greve. Mas não vou defender hipocrisia, não é possível querer justiça operante pagando titica ao servidor.
Realmente, deveria haver algum meio de impedir um ente jornalístico de publicar uma matéria totalmente falsa, sem dados completos, criticando o lado mais fraco que não pode se defender.
E pior de tudo sem assinatura ou nome do repórter se é que isso pode ser chamado de repórter.
Não passa de uma pessoa sem moral, sem dignidade, sem honra, covarde.
Identifique-se repórter de meia tigela, tenha a decência de publicar uma matéria verdadeira, com as planilhas completas das despesas do TJ, com o percentual que é gasto com os salários dos magistrados em comparação com os dos servidores.
Por que não diz que no salário aí em cima não estão computados os descontos, e por outro lado estão computados os auxílio condução, alimentação, saúde.
Desonesto, tenha pelo menos a decência de se identificar.
Olha só ! O Servidor (Funcionário público - — São Paulo, SP) voltou ! Estava tão quieto.
Provavelmente pensando em sua defesa no processo disciplinar que sofrerá.
Seja bem vindo !
Só não vale perder a boa e chingar a "Doutora" !
Abraços,
Prezado José Alberto,
Infelizmente, parece não ser comum um jornalista criticar a forma como matérias são produzidas. Mas é mais comum do que podemos imaginar.
Existe um site, ótimo, tão bom quanto a revista eletrônica Consultor Jurídico, que se dedica a isso. Trata-se do Observatório da Imprensa (Oi), cujo editor é radicalmente contrário ao Conselho Federal de Jornalismo. O pessoal do Oi tem um programa na TVE. O que faz um ombudsman? Critica o jornal. Não é inapropriado criticar a imprensa.
Considero sagrado o direito de informar, assim como o direito de informar corretamente, com o maior número de ângulos possíveis, bem como o direito de discordar de uma determinada forma de publicar uma informação - espaço que a Conjur me dá.
Ao bater o olho na matéria, no título, pensei: pronto, é a deixa para alguém falar que trata-se de um bando de marajás. Não deu outra... Quando foi o último reajuste? Quando a greve começou, qual era a proposta das partes? Como transcorreram as tentativas de negociação? Quantos sofrem com a greve, incluindo advogados, mas não só eles? Qual a diferença entre o maior e o menor salário do Judiciário paulista (todos, inclusive juízes e desembargadores)? Quanto ganha, em média, um trabalhador brasileiro? São tantas as respostas que poderiam ajudar o leitor a interpretar melhor o cenário, ao invés de uma informação isolada, inocente...
Deus é inocente, a imprensa não. Um título e uma matéria informam que o menor salário é de R$ 1,2 mil, sem qualquer interpretação. Isso quer dizer o quê? O que essa informação quer dizer? Só o valor do salário? Só isso?
Jornalistas não têm solução para conflitos. Devem estimular o debate, é isso que procurei fazer.
Sobre a LRF e suas limitações, penso que, infelizmente, não temos uma Lei de Responsabilidade Social. E é preciso regulamentar o direito de greve.
Mas tenho algumas perguntas: o que fez o TJ/SP para evitar atingir os limites prudenciais da LRF? Esse limite foi atingido assim, de uma hora para outra? Não havia limite quando se publicou, em Diário Oficial, o índice reivindicado pelos grevistas? Por que a culpa de se atingir os limites prudenciais não é dividida, com seus respectivos pesos, entre trabalhadores e gestores?
Xiiii falei que não voltava mais nesse site porque os comentários não levam a lugar nenhum, ou seja, nem para o fim da greve ou alguma idéia para agilizar o funcionamento da Justiça, pelo jeito continua a mesma coisa.
O trinchão do viagra continua por ai (hehehe)
O Observador desatento também.
O Robson louco para ingressar no funcionalismo público pela porta do fundo porque não tem capacidade para passar em um concurso.
Eita agora tem até uma doutora com seus comentários construtivos. O que eu posso falar para ela é VÁ DI RETRO SATANÁS.
Agora é sério não volta mais nesse site.
FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
1.Uma coisa não se pode negar: essa greve colocou a justiça paulista no debate.
2.As mazelas do Poder Judiciário surgiram e foram discutidas com veemência, às vezes até mesmo rudemente, posições contrárias e favoráveis aos servidores foram expostas de maneira clara.
3.Da discussão, nasce a luz.
4.Fiat lux, portanto.
A minha posição com relação a greve já é conhecida por todos, ainda mais porque não posso ser contrário a quem recebe uma proposta de um aumento de 26%, e depois é surpreendido com apenas 8% na folha. E aqueles colegas que se manifestam dizendo que os salários deles é de marajá, acredito que isso se deve a inveja do salários dos funcionários públicos.
Alias, isso é um problema do brasileiro como um todo, que, para ter o quintal mais bonito, ao invés de querer melhorá-lo, quer é que destruam o do vizinho.Porém, quero fazer um pequeno desabafo aos advogados, meus colegas, que estão se manifestando nas notícias sobre a greve.
A muito se vê que a advocacia está em crise. Não cumpre aqui uma discussão sobre as origens disso, mas sim as conseqüências. Cada vez mais, uma classe que era considerada a elite da sociedade hoje muito mais se aproxima da mediocridade (tecnicamente falando). Colegas, saibam que da forma que vocês escrevem aqui muito provavelmente sejam da mesma forma que vocês estão se manifestando no mundo ao seu redor. E esse tipo de conduta demonstra o nível profissional e pessoal que a advocacia está atuando e o nome da classe.
Ocorre que, ao ver colegas e futuros colegas com apelidos ridículos, de gente famosa ou de forma anônima, estou, como membro da advocacia, sendo exposto ao ridículo. Se um funcionário público faz isso, isso é um problema dele com os demais membros de sua classe. Se eles escrevem as piores asneiras, ameaçam retaliação, isso é problema deles. Alias, destaco que, na justiça estadual, ao menos para se ingressar nos cargos de auxiliares diretos ao poder judiciário, não há necessidade de ter ensino superior, permitindo o acesso de pessoas com menos acesso a informação. Porém, mesmo com essa deficiência (que muitas vezes é só teórica, pois muitos tem grau superior completo), me atrevo a dizer que me sentiria menos envergonhado ao ler os comentários que cercam a greve se eu fosse funcionário público.
Ao ler "a batata tá assando", "tem que dar porretada neles, além de outras manifestações juvenis e de baixo calão, VINDAS DE ADVOGADOS, tenho a impressão que essas pessoas deveriam pensar antes de falar. Vocês não estão expondo só vcs ao vexame público. Vcs estão me expondo como membro da classe. Por favor, rogo-lhes educação e moderação.
Tenho orguloho de ser advogado, trato minha profissão no maior grau de consideração possível. por favor, sou jovem advogado, o futuro é meu, não de vcs. Permitam que eu tenha futuro nessa carreira.
Só concluindo o comentário.
Nós podemos ser contra ou a favor. Isso é opinião de cada um. Mas urbanidade é dever ético do Advogado. O Advogado, ao contrário do funcionário público, é advogado quando está na labuta e quando não está. Até no banheiro ele é advogado.
Por favor, manifestações que não estão de acordo com o dever de urbanidade ataca a classe, não a defende.
SOCIEDADE DA INVERSÃO DE VALORES.
É oportuno e pertinente o comentário do Jornalista Fabio Carvalho, com o qual concordo plenamente. O Oficial de Justiça Renato Carvalho, expressando-se também de maneira elegante, fazendo um comentário sintético, rebateu crítica injusta e desreispetosa. A realidade é que se instalou uma sórdida campanha de crucifixação contra os serventuários do Judiciário. Pessoas sem um mínimo de escrúpulos, algumas, escondidas atrás de pseudônimos e utilizando-se de expressões xulas, tentam enxovalhar a imagem desses valorosos a abnegados agentes públicos. Os funcionários do Judiciário paulista são pessoas dignas e competentes. Ali estão graças a um concurso público que aferiu a sua plena capacidade para o exercício dos cargos dos quais são titulares. Foram contratados para receber um determinado salário. Portanto, não há como compará-los àqueles que, sem qualquer qualificação profissional, recebem salários inferiores. Também, não é admissível que seus proventos sejam alvo de injustas defasagens embasadas no maquiavélico pretexto de que o Estado não tem dinheiro.
Estamos vivendo numa sociedade em que predomina a inversão de valores, com honrosas excessões. É inadmissível essa campanha crucificatória hipócrita, criada e alimentada pelos legítimos sucessores dos que crucifixaram Jesus Cristo há dois mil anos atrás. Ora, segundo a matéria publicada pelo Conjur, 94,5% da verba orçamentária é consumida pelos funcionários e magistrados. Permito-me contestar esse percentual e, com o devido respeito, gostaria ter provas irrefutáveis e convinventes. Por outro lado, caso os 94,5% sejam reais, é de se concluir que o erro não está contido nos salários, mas numa dotação de verba propositadamente insuficiente. O Estado de São Paulo é o maior cliente, no polo passivo, do Judiciário paulista, o que me faz lembrar das palavras do Presidente do STJ de que há gente interessada na continuidade do movimento.
A liberdade de manifestações, restrições aos apócrifos, fazem desse espaço um ótimo debate. Consultor Jurídico vai bem, permite a crítica. Àqueles que acreditam que a falta de assinatura é dolosa, aviso: não é. A lei de imprensa veda o anonimato. Um jornalista responsável endossa.
É importante esclarecer aqui que o percentual de 14,5% "oferecido" através de resolução pelo Tribunal de Justiça foi "aceito". Ou seja, nos foi imposto através de Resolução 189/04 do Órgão Especial do Tribunal de Justiça. Não houve negociação, que se estendeu até terça-feira. Houve uma decisão unilateral. É isso, ou nada.
Não há mais o que reivindicar nesse sentido.
O que buscamos nesse momento é a negociação das punições.
Não me refiro ao desconto dos dias parados, pois acredito que isso seja consequência da greve. Os dias não foram trabalhados e não seria justo recebermos por isso.
Mas é preciso ponderar que o desconto é uma medida que não beneficiará a ninguém (a não ser a "Doutora", que se manifesta costumeiramente nesse site pedindo providências e nos chamando de "marajás").
Não havendo compensação dos dias parados haverá uma maior demora para a colocação dos serviços em ordem. Ou seja, o Tribunal de Justiça não está pensando nos advogados ou na população prejudicada.
E, quanto à instauração de processo administrativo, é providência que foi determinada em comunicado publicado hoje no Diário Oficial. Só nos resta a defesa. E, tenho certeza, não faltarão advogados para nos defender.
Quem está em greve está ciente de todas as punições.
Mas a indignação nos alimenta. É da conduta imoral do Tribunal de Justiça que nós tiramos força para continuarmos lutando. Vamos lutar para que o exagero nas punições seja revertido.
Mas se isso não acontecer e formos todos demitidos, sairemos com nossa cabeça erguida e com a certeza de que fizemos nossa parte.
A propósito, vale a pena ler a matéria publicada na Folha de São Paulo de hoje, do jornalista Luís Nassif, intitulada "A greve da Justiça."
O texto sequer disfarça a intenção de colocar a opinião pública contra os grevistas. Ocupo o cargo de Assistente Técnico de Gabinete no 2TACivSP há quase sete anos, recebo três quinquênios e tenho verbas incorporadas e meu salário não atinge os R$ 4.100,91 anunciados.
Acabem com a greve para que eu possa ingressar com uma ação e cobrar essa diferença e, depois dos prazos em quádruplo e em dobro em favor da Fazenda do Estado, caso vença a demanda, aguarde cinco anos para o julgamento da apelção que certamente será interposta; depois um recurso especial e, após, um extraordinário. Aí virá a execução com os embargos de praxe e novas sentença e apelação; novos recursos especial e extraordinário e, enfim, após 15 ou 20 anos, o famoso PRECATÓRIO. Aí o Estado paga como e quando puder, já que mesmo equiparados aos trabalhadores da iniciativa privada pelo "puxadinho" da previdência aos funcionários públicos não foi franqueado o acesso à justiça especializada com possibilidade de penhora do Palácio da Justiça.
Reclama-se sobre o que é de direito e de justiça; nada mais!!!
1.Quero parabenizar o Dr. Francisco Gildenor. Anteriormente, neste mesmo Fórum, tive o prazer de declarar que alguns de meus melhores amigos são advogados. Sou funcionário público do Poder Judiciário do Estado de São Paulo há 26 anos. Neste tempo, tive oportunidade de conhecer milhares de advogados. A imensa maioria dos causídicos com quem tive o prazer de trabalhar são pessoas honestas, bem humoradas, compreensivas e principalmente inteligentes. Em assim sendo, manifestei aqui a opinião de que algumas das pessoas que aqui deixam suas opiniões (todas respeitáveis) não são advogados. E esta singela opinião se deve ao simples fato de que o palavreado, o rancor demonstrado, a maneira chula de escrever, a falta de inteligência demonstrada, a repetição indigente de conceitos sem se basear em argumentação válida, os erros ortográficos crassos (chegaram a escrever certa vez: "não me coloco no ---holl--- dessas pessoas" querendo dizer "rol") e felizmente tal personagem recentemente escreveu a palavra corretamente, na minha modesta interpretação PROVAM que alguns que aqui escrevem não são advogados.
2.Não se preocupe portanto o Dr. Francisco Gildenor. Saberemos distinguir os advogados dos farsantes que se declaram como tal. Mas principalmente (e falo apenas em meu próprio nome, não tenho procuração dos colegas), venho declarar em alto e bom som: NÃO PERDEREI A AMIZADE QUE TENHO COM VERDADEIROS ADVOGADOS por causa do ódio manifestado por alguns, caso específico da autodenominada "doutora" (assumo a minúscula). Sei que sou apenas um funcionário público sem importância, mas no meio em que trabalho, quem me conhece sabe o quanto vale uma amizade verdadeira.
3.Os verdadeiros amigos não permitem que fases passageiras tenham o condão de fazer abalar a fraternidade que reina entre seres que se compreendem e admiram.
4.Conforme CERVANTES:
"quem perde seus bens, perde muito
quem perde seus amigos PERDE MUITO MAIS
mas quem perde a coragem, perde tudo".
5.Não perderei meus amigos. Apesar da greve. Apesar da "doutora".
6.Um abraço.
Roberto Silveira - Oficial de Justiça.
1.Simples informação: Súmula n.o 316 - STF Decisão 16/12/1963 Publicação SUDIN Vol 00001-01 Pg 000140 - Texto: "A SIMPLES ADESÃO À GREVE NÃO CONSTITUI FALTA GRAVE".
2.Assim, penso ser difícil demitir qualquer funcionário público qeu aderiu à greve, principalmente se levando em conta o direito de ampla defesa e ao disposto na CF88 art. 37, VI e VII.
3.Não obstante, o TJ informa à sociedade que irá demitir cerca de 25.000 funcionários em greve, como se tal coisa fosse fácil como estalar os dedos. Se por insanidade total isso realmente se efetivasse, seria o caos. Assim, somente como fator de pressão se admite a propalação pela imprensa de tal sandice.
4.Um abraço a todos. Felicidades aos advogados em sua manifestação democrática recentemente anunciada.
ISSO NÃO É VERDADE!!
SÓ QUERO DEIXAR CLARO PELA MILÉSIMA VEZ QUE A CATEGORIA ACEITOU OS 14,58% DESDE SEGUNDA FEIRA. ÍNDICE QUE, EMBORA BAIXO, FOI ACEITO PARA SE NEGOCIAR O RESTANTE EM 2005. ESSA REVISTA ESTÁ MAL INFORMADA OU É TENDENCIOSA. O MOTIVO DA CONTINUAÇÃO DA GREVE É O TJ QUERER CONFISCAR DIREITOS DOS QUAIS SOMOS CREDORES COMO FÉRIAS ATRASADAS, LICENÇA-PRÊMIO PARA PAGAR OS DIAS PARADOS, ENQUANTO QUE NÓS QUEREMOS TRABALHAR EM MUTIRÃO PARA POR A CASA EM ORDEM!
OU VOCES SÃO SURDOS, OU CEGOS OU PARCIAIS NA DIVULGAÇÃO DA VERDADE...
Lendo esse fórum, nota-se claramente que os advogados e funcionários da justiça parecem viver em um mundo, ou realidade, particular, paralelo ao da maioria da população. Quantas pessoas são servidoras do judiciário em São Paulo? Quantas pessoas são profissionais da advocacia em São Paulo?
Qual a porcentagem destes profissionais em relação ao restante da população do Estado?
Digo isso porque quem não é nem advogado nem servidor do judiciário não sabem, não tem a mínima idéia. E quando alguém que não é nem advogado e nem servidor do judiciário precisa da justiça, obrigatoriamente precisa dos dois profissionais, ou seja, o cidadão comum não tem autonomia para ir a justiça sem a presença obrigatória destas duas categorias, não é verdade?
Eu, por exemplo, preciso resolver um processo de inventário, preciso mesmo, mas pelo visto, ainda vai demorar um bom tempo, e ninguém está preocupado com isso, nem os servidores, nem os advogados (exceto o meu, mas este também, enquanto não receber, não está muito preocupado), não é verdade?
Pelo nível dos bizarros "embates",com xingamentos e ofensas dignas do meu tempo de segundo grau, neste e nos outros tópicos relacionados ao assunto, o diálogo é ridículo, imbecil e não vai levar a resolução alguma rapidamente. Se a maioria dos advogados, bem como os servidores, se comporta como as pessoas que escrevem aqui, eu e os demais cidadãos comuns estamos literalmente perdidos, visto que profissionais que supostamente deveriam zelar pelo estado de direito, justiça etc na realidade só estão mesmo preocupados com o estado dos direitos deles próprios.
Aproveitando, por favor, respondam a algumas perguntas que eu sempre quis fazer:
O que são "férias forenses" (não são férias normais, de 30 dias por ano?)?
O que é licença-prêmio?
O que é abonação?
Por que um advogado é chamado de "doutor" mesmo sem fazer doutorado?
Por que uma pessoa que se forma em Direito tem que fazer uma prova para exercer a profissão? Quero dizer, o exame da OAB vale mais que o diploma da faculdade?
Por que o juiz é Sua Excelência? (vi isso na TV Justiça, todo mundo se chamando de Excelência)
As perguntas podem parecer ridículas, ou mesmo provocações ou ironias, mas garanto que não, e tenho certeza que tem muita gente que sempre quis saber a mesma coisa. Perdoem-me a ignorância.
Quanto ao pseudônimo, usá-lo é válido, é um recurso bem afeito ao ridículo de toda essa situação, não acham?
Lembrem-se de Voltaire
Boa noite a todos
Sr. Karnak,
Como ninguém, até agora, se deu ao trabalho de lhe responder, tentarei lhe dirimir algumas de suas dúvidas.
Se não conseguir ser clara, desde já, por favor me desculpe, mas o espaço para escrever é limitado.
01) Advogados, Magistrados, Promotores e Funcionários, não vivem em um mundo a parte, como o Senhor disse, mas em um meio profissional próprio;
02) Há mais de 200.000 advogados só no Estado de São Paulo. E Funcionários Públicos do TJ, nem faço idéia do número exato, mas é um verdadeiro exército, lhe garanto;
03) Também tenho 34 processos de Inventário (como o seu) e estou preocupada com cada um deles; até porque alguns de meus clientes estão sendo altamenente prejudicados pela não solução do processo;
04) Quanto ao nível dos "embates" que chegam aos insultos, isso e comum em debates acalorados, mas especialmente nesse meio, até porque Servidores e Advogados há muito que não se entendem. As vezes, não nos entendemos nem entre nós mesmos: Advogados entre Advogados e Servidores entre Servidores. Prova disso são as divisões ocorridas nesta paralisação dos Servidores em que uma parte deles voltou a trabalhar nesta quinta-feira porque não concordou com a outra parte. Isso é normal, não se espante;
05) Férias forenses é quando o Funcionário Público do Judiciário entra de férias entre 01 a 30 de janeiro, quando o Forum entra em recesso;
06) Licença-Prêmio é quando um Servidor, após 5 anos de trabalho, tem direito a um tempo de 3 meses de licença com vencimentos pagos (coisa de Marajá,não?);
07) Abonar, é quando o Servidor não trabalha em um dia e abona essa falta com trabalho em horário extraordinário depois - assim ele não é descontado;
08) O Advogado é chamado de Doutor por causa de uma tradição que vem dos tempos imperiais, pois a Lei que instituiu os cursos jurídicos no Brasil nos concedia esse título (pra mim "honorário") de Doutor. Mas eu tenho Mestrado, sou "Mestra", e curso Doutorado, aí serei "Doutora";
09) O Exame da OAB é necessário para averiguar a capacidade profissional do formado em Direito, haja vista até a péssima qualidade das Faculdades de Direito brasileiras (se bem que é exigido, tambem, nos Estados Unidos e em países Europeus, como Portugal e Itália) pois sem isso ele não pode requerer a inscrição na OAB de seu Estado e trabalhar como Advogado;
10) "Excelência" é uma forma de tratamento normal que é dedicada ao tratamento com Magistrados (Juizes) e demais Autoridades.
Mais alguma dúvida?
A Doutora explica!
Caro karnak.
Deixe de ser panglossiano e releia Voltaire. A coisa está brava e só se resolve com muita luta. O resto é ilusão.
"O bem e o mal confinam muitas vezes. Nossas paixões confundem-nos. Quem nos há de esclarecer? Nós mesmos, nos momentos de tranquilidade".
Adivinha de onde tirei isso?
Quando você estiver tranquilo e puder falar sem que a sua necessidade o influencie, pergunte novamente e você mesmo se responderá.
Um abraço.
Roberto Silveira - Oficial de Justiça
Em Tempo: Se você acha ridícula (cômica, risível) uma situação que está lhe causando tantos transtornos, merece os transtornos pelos quais passa. Para mim, a situação é séria.
Escrevente Infeliz,
Você está muito nervoso!
O quê aconteceu com você?
Tentou voltar a trabalhar hoje e não conseguiu, porque depois de 3 meses de vadiagem se esqueceu onde ficava o Forum?
Calma!!!
Relax!!!
A palhaçada, digo paralisação, está terminando!
Em breve, é só você seguir um monte de pessoas com cara e nariz de palhaço, todos chateados como se o circo tivesse pegando fogo, que serão os seus colegas Marajás Públicos andando humildemente em direção ao Forum, de volta aos Cartórios.
Fale a verdade, Escrevente: aposto que, nestes últimos dias, você não anda tão feliz assim, não é?...
Francano,
Você, simplesmente, é a síntese mais clara do Funcionário Público do Poder Judiciário Paulista que se imagina um "Deus" e que se acha no direito de maltratar o cidadão comum, o humilde jurisdicionado que busca a Justiça.
Tenha mais respeito com os seus PATRÕES , os seus SENHORES, àqueles que PAGAM OS SEUS EXCESSIVOS SALÁRIOS!
Francano, você e os demais MARAJÁS PÚBLICOS não passam de SERVOS do Pôvo Paulista!
Coloque-se em seu devido lugar, que é o de réles SERVIDOR, o de mais insignificante SERVO!
Trate o Pôvo com o devido respeito!
E não fará mais nada do que a sua OBRIGAÇÃO!
Os salários são bons? Mérito de quem prestou concurso público e foi aprovado para essa árdua tarefa. Houve um concurso este ano, aberto a todos os cidadãos...
Todavia, isso assegura aos poderes estaduais o direito de negar à categoria que se cumpra o reajuste salarial anual pelas perdas inflacionárias? Somos cidadãos de segunda categoria? Somos, como disse a infeliz advogda no post acima "MARAJÁS PÚBLICOS" que "não passam de SERVOS do Pôvo Paulista" ? "Reles servidores"? " Servos"?
Triste isso...
Sr. Paulo Giovanni de Carvalho,
Os salários são bons?
São sim, para o pouco que vocês, MARAJÁS PÚBLICOS fazem, R$ 2.000,00 está até que EXAGERADO!
Mas isso nada tem a ver com mérito de ser aprovado nesse concursinho público de "raspa-de-tacho" que até a minha empregada, a Benedita, que acabou de terminar o supletivo de primeiro grau, conseguiria aprovação.
Creio que foi pura BENEVOLÊNCIA dos Ilustres Desembargadores Paulistas que, com seus corações repletos de bontade e sempre piedosos, toleraram até hoje essa MAMATA de vocês, MARAJÁS PÚBLICOS.
E me diga qual direito vocês querem mais?
O de reajustar seus salários ASTRONÔMICOS, que já estrapolam as fronteiras deste sistema solar?
MAS QUE CARA-DE-PAU, Sr. Paulo!
Só falta vocês também exigirem o direito de gozar férias de 60 dias...
E SIM, como eu já disse abaixo, o Funcionário Público do Poder Judiciário Paulista é um SERVIDOR DO PÔVO, PORQUE É PAGO PELO DINHEIRO DO PÔVO!
Portanto O PÔVO PAULISTA é o vosso PATRÃO!
Não gostou de saber disso?
Achou isso triste?
Pôxa, então me desculpe,... mas alguém precisava abrir os seus olhinhos: essa é a verdade!
ACRIMESP
Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo
Assessoria de Imprensa
GREVE DO JUDICIÁRIO
CONVITE
ADVOGADAS E ADVOGADOS
A Acrimesp - Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo e a Ordem dos Advogados do Brasil – Secção São Paulo farão realizar segunda-feira próxima, dia 27 às 10 horas da manhã, em frente a Sede da OAB na Praça da Sé, Ato de Protesto Contra a continuação da Greve do Judiciário portanto, a Acrimesp e a OAB convidam todos os advogados, advogadas e a população em geral para este ato.
Compareçam, segunda-feira, dia 27, às 10 horas da manhã na OAB Central para manifestar o seu repúdio a continuação da greve.
A greve do judiciário vem causando prejuízos irreparáveis aos advogados, advogadas e a população em geral. A sua presença neste ato de protesto é muito importante, portanto a sua presença é indispensável.
Agradeço o convite da ACRIMESP, mas não comparecerei.
Doutora (Civil - Advogada — São Paulo, SP)
Galera nao se preocupe nem se irrite com a Doutora. Eu parei de comer o botaozinho dela, mas neste fim de semana vou voltar a fazer o sacrificio. Ela vai se acalmar a voltar a pensar, ta bom??????
Aguardem.
Bom, a principio parece mesmo um grande numero. Mas, o reporte não soube deixar claro que destes 2,2 bi, 80% seguem para o bolso dos tais juizes e desembargadores, com ou sem razão.
Nem tudo que reluz é ouro.
Prezada advogada.
Entendo a dificuldade que alguns advogados tem em entender o posicionamento grevista.
Poucos advogados, pelo menos em minha comarca, conseguem hoje em dia manter um rendimento médio mensal equivalente ao salário de um servidor judiciário.
Há um número excessivo de advogados que mantém seus escritórios exclusivamente com as certidões que conseguem na assistência judiciária gratuita. Estes estão sofrendo muito com a greve e é compreensível que se enfureçam contra a greve. Afinal, é o sustento deles que está em jogo!
Quando houve a ameaça de cortar o nosso sustento, o nosso salário, isso também nos feriu os brios.
A Doutora, todavia, parece desnecessariamente afoita. Considerando que a Doutora já está realizando Mestrado, considerando que tem tantas ações de inventário (os honorários são muito bons nesse tipo de ação), e considerando que está até altas horas da madrugada disperdiçando tempo valioso para ofender trabalhadores, presumo que a greve em nada afetou seu bolso.
Toda essa raiva, todo esse rancor deve ser solidariedade aos demais que estão sofrendo perdas financeiras. Será que eles querem solidariedade assim?
Aliás, se a Doutora me der a honra de ler meus posts em outras notícias deste mesmo tema, verá que passei não só num concurso " raspa de tacho", mas também passei no concurso da OAB que me habilita a ser um nobre advogado.
Meus olhos estão bem abertos. Mas minhas mãos se recusarão, a partir deste momento, a digitar qualquer resposta a posts mal-educados e sem ética.
Existe uma enorme difenrença entre DEBATE e BATE-BOCA. Acho que até a sua empregada, a BENEDITA, sabe disso. Aliás, parabens para ela pelo esforço em concluir o supletivo... Assim ela consegue arranjar um emprego melhor, porque aguentar a senhora, ata mxima venia, deve ser um saco...
PS: Olha lá em cima! Um trabalhador honrado não se esconde atrás de pseudônimos.
Mais uma observação:
férias com 60 dias são exclusividade dos altos cargos do Judiciário. Eu teria que prestar novo concurso...
Estou contente com 30 dias. Melhor que não ter nenhuma férias, como acontecia na época em que eu era estagiário ou na época em que eu advogava.
Aliás, que mal pergunte: faz muito tempo que a Doutora não tira férias? Ela me parece tão estressada...
Enquanto os servidores lutam pela REPOSIÇÃO SALARIAL, a Doutora vai começar a lutar pela REPOSIÇÃO HORMONAL!
Cruel,
Os únicos "botãozinhos" que você "come" são os botões das calças dos seus coleguinhas MARAJÁS PÚBLICOS, que você faz questão de abrir com a boca (até engole os botões) para poder estar com os seus lábios mais perto do objeto sexual fálico que faz a sua vida mais feliz e prazeirosa.
Não dê uma de machão, "Kruela", porque todos já sabem o quanto você é "entendido" no assunto.
Os 101 Dalmantas te aguardam...
Doutora (Civil - Advogada — São Paulo, SP)
Ahh ta sabendo, né? Realmente eu to preferindo comer os marajas, colegas, a ter de sofre no seu. Que é sujo, ruim, e ainda aidética.
OH VAELU PELA IDEIA, QUE ALIVIO.
Doutora (Civil - Advogada — São Paulo, SP)
REPOSIÇÃO HORMONAL JÁ.
E KIT PARA TRATAR DOENTE DE AIDS TAMBEM...
Sr. Majará Paulo Giovanni de Carvalho,
Deixe seu endereço que, em janeiro próximo, quando estarei de férias, terei o máximo prazer em lhe enviar um postal de Sidney - Austrália, onde permanecerei por um mês, relaxando da difícil arte de Advogar em terra de MÁRAJÁS PÚBLICOS, que emprerram nossos processos ou com seus serviços suínos ou com paralisações ilegais.
Já dei os seus Parabéns para a minha empregada, a Benedita.
Confesso que estava tentando convence-la a estudar mais, completar o segundo grau, e tentar o concurso público para Escrevente Técnico do Judiciário Paulista, pois eu tenho absoluta certeza de que a Benedita passaria sem a menor dificuldade.
Mas a Benedita me respondeu que até deseja completar o segundo grau, mas que não quer fazer nenhum concurso para Funcionário Público do Poder Judiciário paulista, porque ela gosta de trabalhar e não conseguiria ser vadia e ficar mamando nas tetas dos cofres públicos...
Fazer o quê, né?
O Nordestino é um pôvo trabalhador, honesto e que não gosta de ganhar no mole...
E Anta: eu estou cursando Doutorado.
Mestrado eu já concluí.
Quando você chegar nesse nível, a gente conversa de novo, tá?
Será que nesse site não tem um moderador?
Ou pelo menos um psicólogo de plantão?
Solicito aos responsáveis pelo site que criem mecanismos para coibir o anonimato, como forma de cessar com as injúrias, calúnias e difamações daqueles que se ocultam sob pseudonimos.
Uma fórmula simples seria publicar o IP de quem posta mensagens, a fim de serem tomadas as providências policiais.
Liberdade de expressão não significa liberdade de ofender!
Os ânimos se exaltaram... A vida do servidor é dura. O sujeito faz o concurso, depois precisa aturar o juiz, fica à mercê de aumentos salariais que não vem, leva bronca no balcão da parte e dos advogados, que não se conformam com a morosidade, uma vez que o juiz se esconde no gabinete e não é quem ouve as reclamações. O advogado não aguenta mais aturar a morosidade da justiça, o humor de certos servidores, a bagunça de certas escrivanias, e ainda precisa engolir a greve, seus processos parados, os clientes cobrando, o dinheiro lá agarrado, um inferno. Há servidor que trabalha muito e ganha pouco, há também o inverso, embora seja menos comum. Há advogado matando cachorro a grito, principalmente em comarca do interior, onde depende daquela secretaria que está em greve. Para estes, que não possuem salário fixo, é um ultraje a greve. Todos possuem razões conforme o ângulo que se olhe. Mas nós, advogados e servidores, estamos errados em somente radicalizarmos quando nossas prerrogativas estão em jogo, ou quando o arrocho salarial é insuportável. Perdemos todos a razão quando nos esquecemos que a razão de tudo isto existir é o jurisdicionado. Sou advogado a quase quinze anos, e desde que comecei a advogar, a justiça sempre foi lenta e ineficiente, os mesmos caras que mandavam na OAB estão aí -aqui no ES o Presidente tá a 15 anos na OAB- e tudo continua a mesma droga. Os servidores jamais pararam para discutir a qualidade do serviço judiciário, para acuar os juízes que não gostam de trabalhar, que jogam todo o serviço, inclusive as sentenças, para cima deles. Nós todos somos culpados disso estar do jeito que está, e, por outro lado, possuímos também razão ao não tolerarmos o arrocho do servidor ou a greve.
Sou advogado e respeito muito este site, porém achei a manchete e a conclusão sugerida pelo Consultor Jurídico parcial demais.
Também não gosto da greve e torço para que acabe logo, mas não cabe a este site CONJUR delinear-se parcial contra a greve.
Pouco importa quanto ganham os serventuários. O que se discute é o reajuste que é de direito a todos.
Pouco cabe também a nós advogados achar que tal salário é baixo ou alto, pois todos fazem por merecer o que conquistam, ou não? Inveja nunca leva a lugar nenhum.
Aqui fica, portanto, minha indignação por este Site, pois mostra-se parcial e contra a greve do Judiciário.
E que cheguem à conclusão que desejarem aqueles que inteligentemente obtiverem apenas informações, e não comentários parciais sobre salários altos ou não.
Será que aqui, um bom advogado, gostaria de ter seu salário discutido?
Enalteço as palavras do colega Luiz Fernando Nogueira Moreira, a quem rendo minha homenagem. Não só as deles como as de tantos outros que, de maneira serena e sábia manifestam neste fórum público suas indignação contra a injustiça que vem sendo praticada contra os serventuários da Justiça de São Paulo. Apoio na sua íntegra os termos do comentário e solicitação do Escrevente Paulo Giovanni de Carvalho.
Em contrapartida, abomino os comentários feitos por crápulas covardes que, escondendo se atrás de pseudônimos, alguns se passando por advogados outros por profissionais de outras áreas, utilizam-se deste meio de comunicação para dar vazão a surtos de má índole, atacando a honra e a dignidade dos valorosos e abnegados serventuários da Justiça.
Assim, faço um veemente apelo ao Márcio Chaer, um dos expoentes da cultura nacional e, se não me engano, representante do Conjur, para que pratique os mecanismos disponíveis no site para indentificar tais farsantes a fim de que saibamos quem são realmente essas pessoas. Estou certo de que a medida solicitada, sendo atendida, irá coibir os abusos, enriquecendo cada vez mais este fórum, o que reverterá em um benefício geral, da Advocacia em si, dos Serventuários da Justiça e da Sociedade como um todo.
Jornalista Márcio Chaer:
Peço-lhe que me honre lendo meus comentários e solicitação abaixo. Apresento-lhe meus respeitosos cumprimentos.
Francisco Gildenor Rodrigues
Advogado em São Paulo-SP
Gostaria de parabenizar o autor da matéria acima por expor a população o valor dos salários dos servidores, não sei se é bom ou não, mas certamente está muito acima da média da população.A verdade é que serviço essencial não pode parar, fico imaginado se os trabalhadores da saúde,da segurança , do saneamento básico também se revoltarem com seus salários muito menores que os dos serventuarios.Apreendi que o direito de uma classe corporativa não está acima do direito de toda sociedade.Não vi neste site nenhuma manifestação de solidariedade para aquele que espera uma ação de alimentos,para os funcionários que foram demitidos pelo fechamento dos escritórios,para os advogados em dificuldade financeira,estes não possuem direito e não tem palanque.Que há mazelas no judiciario todos sabemos,mas se achar no direito de parar a justiça é abuso,recebr depois de 90 dias parados é imoral e ilegal,o advogado que concordar com esta posição faça o mesmo com os funcionários dos seus escritórios.
Uma folha de pagamento de 94% do orçamento é a morte anunciada da justiça,é um crime porque fere a lei de responsabilidade fiscal,como os juizes irão punir os prefeitos já que cometem o mesmo delito.Com os outros 6% é impossível contratar novos funcionários,dotar os foruns de computadores e móveis,repito a justiça de são paulo está falida,a morte é lenta e gradual,cada um passando a batata quente para o outro. Pagar um salário de 3000 reais a um oficial de justiça é loucura,nenhum orgão público aguenta,basta lembrar que o salário de um delegado em começo de carreira é de 2500,00.O salário dos serventuários podem não ser magnifico mas está acima da maioria dos servidores,não há como negar que são uma casta privilegiadas.O dever de urbanidade não foi feito para tornar o advogado um fazedor de média com juizes,autoridades e serventuários, o dever de urbanidade caracteriza-se por expressar sua opinião com educaçação,medo, bajulação e murismo é outra estória.
Bom dia a todos,gostaria que as opinioes divergentes fossem escritas com o mínimo de educação
É digna de aplauso a matéria.
Eu só não consigo entender poque tanta discussão com esse pessoal. Já deveriam ter sido colocados na rua. Vão catar papel e ver se conseguem ganhar R$1.200,00 por mês.
Srs. Advogados, em vez de acusarem os Funcionários do Judiciário SP, por que não, se informar melhor, o por quê da greve.Queriamos 39,5%, oTJ ofereceu 26,5%(publicado no D.O), aceitamos.O TJ deu o calote.Iniciamos a greve, o TJ ofereceu 4%( alegando falta de verba), recusamos.Após a declaração do Pres. do STJ, o TJ ofereceu 17-18%, e depois voltou atrás dando 14%. Estamos sem reposição e aumento faz anos, condições precárias de trabalho e falta de funcionários( não tirei férias nos anos de 2000,2001e 2002,por excesso de trabalho, e ainda não recebi um centavo, e se receber não vem corrigido).Agora os Juízes e Desembargadores recebem todos os atrasados e reposições em dia(por sinal, não ganham pouco.Será, que necessitam mais que nós?).Não gostamos de greve, mas é o único instrumento que temos, para conquistar nossos direitos.Srs. em vez de fazerem pressão contra os Funcionários, por que não, contra o TJ e o Gov. Estadual? Unidos Funcionários, Advogados e a População, venceremos essas "autoridades"prepotentes.Vamos ESCLARECER e dizer a VERDADE!!!E vamos parar de atacar, pois, trabalhamos no dia a dia, e dependemos uns dos outros.Abraços.
Faltou ao repórter anônimo (covarde) que escreveu esta matéria, citar que os Desembargadores do TJ, dos quais faz parte o Tâmbara que diz não ter dinheiro, que os mesmos desfrutam de férias forenses e recessos do judiciário em janeiro, julho e dezembro, recebendo por não fazer nada seus salários integrais, e quando trabalham nesses meses (podem crer que eles trabalham nesses meses, apesar de ser em casa), recebem seus holleriths com salário em dobro.
Calcule R$ 25.000,00 ao mês, janeiro, julho e dezembro ganhando em dobro = míseros R$ 150.000,00 por Desembargador, só nestes 3 meses de férias por ano. Multiplicado por aproximadamente 140 Desembargadores = R$ 21.000.000,00 é isto mesmo 21 milhões por 3 meses para as excelências, isto sem falar nos salários normais dos outros meses, férias normais regulamentares, 13º salário, FAM, diferença disso, diferença daquilo e por aí vai.
Este site embora seja jurídico também é um meio de comunicação, logo pode se dizer que é um veículo jornalístico, e como tal, no mínimo deveria buscar a imparcialiade.
Esta matéria, somente pelo tìtulo: Menor salário no Tribunal de Justiça paulista é de R$ 1.200, já não respeita nenhum dos príncipios jornalísticos, se fosse uma matéria sobre a greve e no meio da matéria citasse os salários, ainda seria compreensível. Ademais, por que não cita os salários dos Juízes e desembargadores?
Nunca se viu um massacre tão grande contra uma classe de trabalhadores, como em esta greve, parece até que estamos no regime militar, a impresa de maneira geral não se interessa em fazer uma cobertura isenta e realística da greve, verdades como estas, a imprensa e o conjur fingem desconhecer:
1) O direito de greve dos servidores públicos está garantido na constituição, se não está regulamentado não é culpa dos servidores. Se há vários julgados que consideram que o direito de greve no setor público não poderia ser exercido por falta de regulamentação, também há vários outros, incluse do STF, que considera que a falta de regulamentação não pode impedir o exercício de um direito.
2) A greve dos servidores públicos não foi considerada ilegal por nenhum juiz, a não ser por juízes que fazem julgamentos sem Processo, julgamento pela imprensa.
3) Em nenhuma outra greve a OAB se interessou tanto em defender a sociedade como nesta greve,deve ser porque greves no INSS, ou da Saúde, por exemplo, certamente não prejudicam a sociedade, ao menos a OAB.
4) Que o TJ havia feito um acordo com os servidores, em que seria concedido uma reposição de 26% , e que posteriormente o proprio TJ rompeu o acordo.
5) Que o que impediu que a greve se encerrace na última quarta feira, dia 22, foi o fato de que o TJ ter alterado o acordo que havia selado com os servidores quanto a reposição dos dias parados, querendo impor aos servidores que os dias parados sejam repostos com o "confisco" de indenizações que o TJ deve aos servidores, e que há anos não paga.
6) Que se o movimento de paralização não encerrou até o momento, não é por radicalismo dos servidores e sim do TJ que rompeu o acordo selado no dia 20, acordo este noticiado pelos meios de comunicação.
Concluindo, uma matéria com este título parece até matéria paga, ainda há tempo para este site fazer uma cobertura isenta e verdadeira sobre está greve, que envolve trabalhadores, não vagabundos, que só estão lutando por seus direitos constitucionais.
Gostaria de parabenizar o autor da matéria acima por expor a população o valor dos salários dos servidores, não sei se é bom ou não, mas certamente está muito acima da média da população.A verdade é que serviço essencial não pode parar, fico imaginado se os trabalhadores da saúde,da segurança , do saneamento básico também se revoltarem com seus salários muito menores que os dos serventuarios.Apreendi que o direito de uma classe corporativa não está acima do direito de toda sociedade.Não vi neste site nenhuma manifestação de solidariedade para aquele que espera uma ação de alimentos,para os funcionários que foram demitidos pelo fechamento dos escritórios,para os advogados em dificuldade financeira,estes não possuem direito e não tem palanque.Que há mazelas no judiciario todos sabemos,mas se achar no direito de parar a justiça é abuso,recebr depois de 90 dias parados é imoral e ilegal,o advogado que concordar com esta posição faça o mesmo com os funcionários dos seus escritórios.
Uma folha de pagamento de 94% do orçamento é a morte anunciada da justiça,é um crime porque fere a lei de responsabilidade fiscal,como os juizes irão punir os prefeitos já que cometem o mesmo delito.Com os outros 6% é impossível contratar novos funcionários,dotar os foruns de computadores e móveis,repito a justiça de são paulo está falida,a morte é lenta e gradual,cada um passando a batata quente para o outro. Pagar um salário de 3000 reais a um oficial de justiça é loucura,nenhum orgão público aguenta,basta lembrar que o salário de um delegado em começo de carreira é de 2500,00.O salário dos serventuários podem não ser magnifico mas está acima da maioria dos servidores,não há como negar que são uma casta privilegiadas.O dever de urbanidade não foi feito para tornar o advogado um fazedor de média com juizes,autoridades e serventuários, o dever de urbanidade caracteriza-se por expressar sua opinião com educaçação,medo, bajulação e murismo é outra estória.Qualquer opinião ou matéria que possa parecer uma critica aos serventuários é combatida com falta de educação e ataques pessoais contra os missivistas e os jornalistas,já vi isto no fascismo e no nazismo,tenho direito de discordar da opinião dos servidores e vou exercer plenamente este direito.
Bom dia a todos,gostaria que as opinioes divergentes fossem escritas com o mínimo de educação
Sempre fui contrário à greve no serviço público e reputo o movimento paredista ora em curso totalmente ilegal e abusivo. Todavia, se o objetivo da matéria é demonstrar que os funcionários do Judiciário recebem salários faraônicos, ficou patente exatamente o contrário. Pelas responsabilidades confiadas aos servidores em tela, os vencimentos são ridículos. Se parte ou muitos não dão a atenção devida aos seus encargos, este é um problema que engloba a administração pública como um todo.
Gilberto Aparecido Américo
advogado
Concordo com o colega Antonio Cesar de Souza, de Jundiaí, a respeito da necessidade de se tomar alguma providência a fim de de manter um certo nível dos debates, sob pena, com a devida vênia, do comprometimento dos mesmos e, por reflexo, quiçá do próprio site. Afinal , o dever de urbanidade está na lei , e aqui se trata de um fórum onde se veiculam matérias de cunho basicamente jurídico.
Alguém ai sabe quando vai ser o próximo jogo da seleção?
Lamentávela matéria que o jornalista publicou.
Visivelmente ficou claro que a intenção não foi informar, mas dar armas a sociedade para se colocar contra os funcionários do Poder Judiciário.
Pior, alguns comentários aqui do forum percebeu e logo fez uso deste "gancho", muitos julgam realmente altos os sálarios destes trabalhadores.
PERGUNTO: ELES GANHAM BEM, OU O RESTANTE DA POPULAÇÃO BRASILEIRA GANHA MAL?
Eu, particularmente nao acho R$ 1.200, R$ 2.200, salário alto. Acho sim que todo trabalhador deveria ganhar isto, no mínimo.
Pensar que quem recebe, (digo recebe, quem trabalha nao ganha nada, enfim vende sua força de trabalho) R$2.200 de salário por mês é marajá, quem assim pensar, ou está mal intencionado ou é muito pobre ou nao conhece o valor do dinheiro no Brasil.
Agora eu desafio o jornalista a publicar neste site alguns salários dos juizes, desembargadores e outros benefícios que eles recebem, merecidamente, todo ano. A matéria ficou parcial, logo num momento tão delicado pelo qual passa a classe de funcionários.
Alias os tais 2.2 bi, guardadas as devidas proporções, não são despeijados nas contas dos funcionários.
Lúcido e equilibrado , o radiográfico comentário do Doutor Luiz Fernando Nogueira , de Vitória , ES, abaixo inserido, nos faz refletir sobre a triste , desgastante e complexa realidade , enfrentada cotidianamente pelos que participam dos trabalhos judiciários, interna ou externamente.
Gostaria de parabenizar o autor da matéria acima por expor a população o valor dos salários dos servidores, não sei se é bom ou não, mas certamente está muito acima da média da população.A verdade é que serviço essencial não pode parar, fico imaginado se os trabalhadores da saúde,da segurança , do saneamento básico também se revoltarem com seus salários muito menores que os dos serventuarios.Apreendi que o direito de uma classe corporativa não está acima do direito de toda sociedade.Não vi neste site nenhuma manifestação de solidariedade para aquele que espera uma ação de alimentos,para os funcionários que foram demitidos pelo fechamento dos escritórios,para os advogados em dificuldade financeira,estes não possuem direito e não tem palanque.Que há mazelas no judiciario todos sabemos,mas se achar no direito de parar a justiça é abuso,recebr depois de 90 dias parados é imoral e ilegal,o advogado que concordar com esta posição faça o mesmo com os funcionários dos seus escritórios.
Uma folha de pagamento de 94% do orçamento é a morte anunciada da justiça,é um crime porque fere a lei de responsabilidade fiscal,como os juizes irão punir os prefeitos já que cometem o mesmo delito.Com os outros 6% é impossível contratar novos funcionários,dotar os foruns de computadores e móveis,repito a justiça de são paulo está falida,a morte é lenta e gradual,cada um passando a batata quente para o outro. Pagar um salário de 3000 reais a um oficial de justiça é loucura,nenhum orgão público aguenta,basta lembrar que o salário de um delegado em começo de carreira é de 2500,00.O salário dos serventuários podem não ser magnifico mas está acima da maioria dos servidores,não há como negar que são uma casta privilegiadas.O dever de urbanidade não foi feito para tornar o advogado um fazedor de média com juizes,autoridades e serventuários, o dever de urbanidade caracteriza-se por expressar sua opinião com educaçação,medo, bajulação e murismo é outra estória.Qualquer opinião ou matéria que possa parecer uma critica aos serventuários é combatida com falta de educação e ataques pessoais contra os missivistas e os jornalistas,já vi isto no fascismo e no nazismo,tenho direito de discordar da opinião dos servidores e vou exercer plenamente este direito.
Bom dia a todos,gostaria que as opinioes divergentes fossem escritas com o mínimo de educação
(texto corrigido)
Lamentávela matéria que o jornalista publicou.
Visivelmente ficou claro que a intenção não foi informar, mas dar armas a sociedade para se colocar contra os funcionários do Poder Judiciário.
Pior, alguns comentários aqui do forum percebeu e logo fez uso deste "gancho", muitos julgam realmente altos os sálarios destes trabalhadores.
PERGUNTO: ELES GANHAM BEM, OU O RESTANTE DA POPULAÇÃO BRASILEIRA GANHA MAL?
Eu, particularmente nao acho R$ 1.200, R$ 2.200, salário alto. Acho sim que todo trabalhador deveria ganhar isto, no mínimo.
Pensar que quem recebe, (digo recebe, quem trabalha nao ganha nada, enfim vende sua força de trabalho) R$2.200 de salário por mês é marajá, quem assim pensar, ou está mal intencionado ou é muito pobre ou nao conhece o valor do dinheiro no Brasil.
Agora eu desafio o jornalista a publicar neste site alguns salários dos juizes, desembargadores e outros benefícios que eles recebem, merecidamente, todo ano. A matéria ficou parcial, logo num momento tão delicado pelo qual passa a classe de funcionários.
Alias os tais 2.2 bi, guardadas as devidas proporções, não são despejados nas contas dos funcionários.
Continuo pensando que o funcionário do poder judiciário não ganha muito, nem ganha bem: o restante da população e funcionários de outras secretarias que ganham mal. E muito mal mesmo.
Lí num comentário queo delegado ganha, inicialmente, R$ 2.500 por mês; sei também que os profissionais da saúde (médico, enfermeiras...etc) ganham ainda menos.
Será que estes outros também não poderiam ganhar um salariozinho de R$ 2.200 por mês???
O fato de alguém ganhar muito mal não será resolvido rebaixando o salário de quem supostamente ganha bem.
Os caras ainda fazem greve !
Brincadeira !
O jornalista informou o que todos queriam saber e o que era negado pelos grevistas, ou seja, o valor dos salários. Duvido que na iniciativa privada terão esse salário e as mordomias que só os cargos públicos proporcionam. Mordomias essas que permite que fiquem tantos dias sem trabalhar, infernizando a população e sem que nada lhes aconteça ou vá acontecer. Não é justo que a população fique refém de uma categoria e não lhes aconteça nada.
Gostaria de parabenizar o autor da matéria acima por expor a população o valor dos salários dos servidores, não sei se é bom ou não, mas certamente está muito acima da média da população.A verdade é que serviço essencial não pode parar, fico imaginado se os trabalhadores da saúde,da segurança , do saneamento básico também se revoltarem com seus salários muito menores que os dos serventuarios.Apreendi que o direito de uma classe corporativa não está acima do direito de toda sociedade.Não vi neste site nenhuma manifestação de solidariedade para aquele que espera uma ação de alimentos,para os funcionários que foram demitidos pelo fechamento dos escritórios,para os advogados em dificuldade financeira,estes não possuem direito e não tem palanque.Que há mazelas no judiciario todos sabemos,mas se achar no direito de parar a justiça é abuso,recebr depois de 90 dias parados é imoral e ilegal,o advogado que concordar com esta posição faça o mesmo com os funcionários dos seus escritórios.
Uma folha de pagamento de 94% do orçamento é a morte anunciada da justiça,é um crime porque fere a lei de responsabilidade fiscal,como os juizes irão punir os prefeitos já que cometem o mesmo delito.Com os outros 6% é impossível contratar novos funcionários,dotar os foruns de computadores e móveis,repito a justiça de são paulo está falida,a morte é lenta e gradual,cada um passando a batata quente para o outro. Pagar um salário de 3000 reais a um oficial de justiça é loucura,nenhum orgão público aguenta,basta lembrar que o salário de um delegado em começo de carreira é de 2500,00.O salário dos serventuários podem não ser magnifico mas está acima da maioria dos servidores,não há como negar que são uma casta privilegiadas.O dever de urbanidade não foi feito para tornar o advogado um fazedor de média com juizes,autoridades e serventuários, o dever de urbanidade caracteriza-se por expressar sua opinião com educaçação,medo, bajulação e murismo é outra estória.Qualquer opinião ou matéria que possa parecer uma critica aos serventuários é combatida com falta de educação e ataques pessoais contra os missivistas e os jornalistas,já vi isto no fascismo e no nazismo,tenho direito de discordar da opinião dos servidores e vou exercer plenamente este direito.
Bom dia a todos,gostaria que as opinioes divergentes fossem escritas com o mínimo de educação
Greve é um direito que está inserido nas principais democracias do mundo. É uma atitude louvável.
Após o site divulgar os salários dos servidores do judiciário paulista, dá para desaprovar esta greve em SP.
São altíssimos os salários, e os servidores querem mais e mais. Isso é lamentável, qual advogado em início de carreira ganha R$ 1.200,00 por mês? 99% dos servidores da justiça trabalham com muito pouca eficiência, os atendimentos em balcão são péssimos diga-se de passagem, muitos tem a praxe viciosa de ver que o advogado está no balcão de pé aguardando para ser atentido e deixam o advogado esperando as vezes por mais de 5 minutos para depois atenderem, muitas vezes são mal educados, têem preguiça de procurar o processo, e vêem sempre com aquela conversa que o processo está concluso, etc. Como disse 99% são ineficientes e ganham muito para isso, para serem ineficientes. Agora o restante 1% são muito eficientes, tratam os advogados e o público com zelo e atenção, mas isso é minoria.
Contudo, concluo que esses servidores ganham até muito pelo péssimo trabalho que eles oferecem e que a greve é injusta. Sou a favor ainda da demissão dos servidores grevistas que estão atravancando a Justiça Paulista
Chegou o momento de fazer cumprir a lei. Num país em que o salário mínimo é de R$ 260,00, onde a maioria dos pisos salariais não é maior que R$ 300,00 ou R$ 350,00, e considerando-se ainda a situação orçamentária do Tribunal, em que quase 100% das verbas são destinadas à folha de pagamento, o salário mais baixo do Tribunal, de R$ 1.200,00, é bem razoável. Também é preciso lembrar o tratamento que os advogados e a população recebe nos balcões da Justiça Paulista. Com algumas exceções, o atendimento deixa muito a desejar. É hora de cumprir a lei, instaurando os competentes processos administrativos, apurando-se responsabilidades e contratando novos serventuários.
Greve é um direito que está inserido nas principais democracias do mundo. É uma atitude louvável.
Após o site divulgar os salários dos servidores do judiciário paulista, dá para desaprovar esta greve em SP.
São altíssimos os salários, e os servidores querem mais e mais. Isso é lamentável, qual advogado em início de carreira ganha R$ 1.200,00 por mês? 99% dos servidores da justiça trabalham com muito pouca eficiência, os atendimentos em balcão são péssimos diga-se de passagem, muitos tem a praxe viciosa de ver que o advogado está no balcão de pé aguardando para ser atentido e deixam o advogado esperando as vezes por mais de 5 minutos para depois atenderem, muitas vezes são mal educados, têem preguiça de procurar o processo, e vêem sempre com aquela conversa que o processo está concluso, etc. Como disse 99% são ineficientes e ganham muito para isso, para serem ineficientes. Agora o restante 1% são muito eficientes, tratam os advogados e o público com zelo e atenção, mas isso é minoria.
Contudo, concluo que esses servidores ganham até muito pelo péssimo trabalho que eles oferecem e que a greve é injusta. Sou a favor ainda da demissão dos servidores grevistas que estão atravancando a Justiça Paulista
SOCIEDADE DOS VALORES INVERTIDOS.
A realidade é que se instalou uma sórdida campanha de crucifixação contra os serventuários do Judiciário. A ordem é enxovalhar a imagem desses valorosos e abnegados agentes públicos.
Estamos vivendo numa sociedade em que predomina a inversão de valores, com honrosas excessões.
O Estado de São Paulo é o maior cliente, no polo passivo, do Judiciário paulista. O Presidente do STJ dissse que há gente interessada na continuidade do movimento.
A questão da reposição das perdas salariais é fruto de mais um calote aplicado pelo Estado de São Paulo (quase tão desumano quanto o aplicado contra os credores dos precatórios alimentares - ordens judiciais definitivas de pagamento).
Para ilustrar, transcrevo abaixo notícia da OAB-SP a respeito do que, com certeza, é o mais desumano calote oficial:
"O Estado de São Paulo possui um estoque de R$ 6 bilhões de precatórios alimentares em inadimplência, sendo que o número de credores chega a meio milhão, a maioria de servidores públicos idosos. Cerca de 35 mil desses credores já morreram sem receber os seus direitos, por conta da morosidade e o descaso com o pagamento de precatórios. A OAB-SP encaminhou, por meio do Conselho Federal da Ordem, proposta de representação à Corte Interamericana de Direitos Humanos (OEA) por descumprimento de ordens judiciais, o que compromete os direitos humanos de milhares de cidadãos, uma vez que as receitas do Poder Público estão sendo empregadas para outras finalidades, que não as designadas pela Justiça." (Fonte: Assessoria de Imprensa da OAB-SP - 02/09/2004.)
É injusto enfatizar a ilegalidade do movimento, atacando os mais fracos, ou seja, os servidores grevistas, sem antes cobrar energicamente do Poder Público o cumprimento da Lei.
É a pura verdade !
Os escreventes se acham importantes. Os advogados são atendidos com menosprezo, má vontade dentre outros adjetivos negativos.
Trabalho em quase todo o Estado e dá para contar nos dedos os serventuários simpáticos, dispostos, eficientes e educados.
É a hora de renovar o funcionalismo no Judiciário Paulista.
DEMISSÃO ... GENTE NOVA ... VONTADE DE TRABALHAR ... EDUCAÇÃO ... EFICIÊNCIA.
Quais as professoras de escolas públicas, com curso superior que ganham R$1200 ao mês??? Esses vagabundos ganham muito. Quero ver o TJ/SP pôr ordem nessa putaria.
Concordo com o comentário do amigo Flávio, "esses escreventes" são o câncer do judiciário, ineficientes, mal educados e preguiçosos.
Se a reportagem estiver certa o Tribunal de Justiça de São Paulo está gastando 95% de seu orçamento com folha de pagamento,ou seja,está totalmente fora dos limites da LRF.Qualquer julgamento a respeito da LRF irá causar impedimento aos desembargadores,já que estão fora da lei. O aumento oferecido aos servidores é totalmente ilegal,já que o tribunal teria que reduzir e não aumentar suas despesas.Isto é um escândalo nacional,cadê a imprensa,cadê o MP.Meus Deus como o judiciário pode condenar um prefeito que extrapolou nos gastos,se o pr´prio órgão não cumpri a lei.Repito se for verdade a matéria o aumento de 15% concedido aos servidores é ilegal e cabe a qualquer cidadão ingressar com ação popular no STJ contra os Tribunal de Justiça
Chega, nós advogados precisamos dar um basta nessa desordem. Quando esses marajás voltarem ao trabalho, vamos certamente cobrar com rigor esse prejuízo que eles nos causaram e causaram a sociedade.
É impressionante ... a reclamação é geral.
O triste é saber que o TJ ainda poderá fazer um acordo com estes palhaços. Aí será o fim do judiciário paulista.
Eu torço pela renovação do quadro.
Eu já presenciei escreventes maltratarem sábios advogados, com palavras ríspidas. É o fim. Chega.
DEMISSÃO JÁ - RENOVAÇÃO -
É a chance do TJ/SP se acertar.
Falar do descaso, má vontade e grosseria com que os cartorários atendem os advogados é chover no molhado. Não sei se já aconteceu com algum de vocês, mas parecem que eles tem uma espécie de prazer mórbido quando algo dá errado para os advogados. A maioria dos processos que cuido tratam-se de antecipações de tutela. Quando o cartorário vai me passar o processo com o despacho inicial do juiz, ele dá uma olhada para ver o teor do despacho, e quando vê que a liminar foi negada, parece que está tendo um "orgasmo mental". Folgados, preguiçosos, ineficientes...tudo isso é pouco para retratar com veracidade a personalidade desses agentes do serviço público. Evidente que há exceções, mas são raras. Se os serventuários, de fato, estão sendo prejudicados, com pagamento de férias em atraso, etc, tem todo direito de reclamar. Mas não podem defender o seu direito impedindo o direito do restante da população.
Como advogado trabalhista, vendo clientes trabalhando de sol a sol, outros em pé, outros como movimentos repetitivos e sujeito a doenças profissionais, fico indignado com os salários pagos pelo Poder Judiciário a servidores, como se fossemos um país rico.
Um serventuário é melhor remunerado do que um bancário cujo abastado empregador cobra produção e vive sob o risco de demissão.
Se o Estado não pode conceder reajuste sem previsão orçamentária não se pode admitir greve postulando aquilo que a lei não permite seja concedido.
O ministério Público do Estado e a AOB tem a obrigação que ingressar com ação contra o reajuste de 15% dado para os servidores pois segundo a matéria jornalistica está fora dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.O Tribunal de Contas tem a obrigação de anular este gasto indevido,mas é absurdo a farra com o dinheiro público,conceder reajuste indevido,a Lei de Responsabilidade se não é cumprida pelos juízes,também não devem ser cumprida por ninguém,o triibunal de justiça não poderá julgar nenhum prefeito por este motivo já que também deverá estar sendo julgado,eu não acredito mais no Brasil!!!
Senhores do MP,Imprensa,advogados,OAB se esta reportagem estiver certa estamos vendo o descuprimento da lei na cara dura,o Estado de Direito está acabando..A Lei de Responsabilidade não pode ser descumprida,quem tem 95% comprometido em folha não pode pensar em conceder reajuste,quem atinge os limites deve começar a demitir segundo a lei os cargos de confiança, os contratados e depois os estavéis por ordem. Este reajuste é ilegal,não é possível,rasga-se a lei,rasga-se a Constituição.Repito ninguém,nenhum prefeito,nenhum presidente de camara deve aceitar ser denunciado por descumprimento da lei de responsabilidade fiscal,o Estado de direito acabou...
Eu concordo com o Dr. Rodrigo de Oliveira. É fato notório que os servidores públicos(salvo raras exceções, é claro) atendem mal, com descaso, como se nos estivessem fazendo um favor.
Esquecem que são pagos (pelo que fazem ganham muito bem) para atender a população com eficiência e cortesia.
Depois não sabem por que funcionário público no Brasil tem a pecha de "vagabundo".
Já que tão é tão difícil acabar com a estabilidade de servidor público, pelo menos que se imponha a avaliação períodica de desempenho, prevista na CF, mas que até hoje nunca saiu do papel.
Senhores Membros do Ministerio Público,Representantes da Ordem,Senhores Membros dos Tribunais Superiores,Jornalistas
A matéria acima aponta que o tribunal está gastando 95% de sua receita com folha de pagamento,limite muito acima do que prevê a LRF.Qualquer reajuste é ilegal,já que o Tribunal deveria estar reduzindo gastos como preescreve a lei,portanto ilegal o ato de reajuste por parte do Tribunal.
Se a LEi de Responsabilidade Fiscal não for cumprida pelo judicário e houver omissão por parte do MP, vossas excelências estarão impedidos de julgarem qualquer político que extrapolar nos limites de gastos previstos pela lei, tornando-se impedidos.O MP é fiscal da lei, e há uma lei vigente que está sendo descumprida.O que está ocorrendo em São Paulo é uma afronta ao Estado de Direito, qualquer cidadão é parte legitima para anular este reajuste por meio de ação popular, ficando os membros dos tribunais paulistas impedidos de julgar o feito,devendo o stj se manifestar. Senhores jornalistas,senhores deputados esta informação da matéria é um escandalo nacional, vale a pena entrar na pauta das redações,a LRF descumprida pelo próprio Tribunal,o Tribunal não poderia negociar nenhum reajuste!não acredito mais no Brasil
RENOVAÇÃO JÁ !!!!!!
CABERIA O TJ ABRIR NOVOS CONCURSOS PARA RENOVAR ESSE AMBIENTE DOENTE, POIS QUASE TODOS OS SERVIDORES TRATAM OS ADVOGADOS E O POVO EM GERAL COMO SE FOSSEM INIMIGOS, COM MÁ VONTADE, DESPREZO E ACIMA DE TUDO COM RAIVA...PARECE QUE ESTÃO FAZENDO UM FAVOR.
RENOVAÇÃO JÁ !!!!!
MUDANÇA NESSA ESTRUTURA VICIADA. QUEM NÃO GOSTARIA DE GANHAR R$1.200,00 ??????????
O Tribunal não pode abrir novos concursos, deve reduzir o quadro para se adequar a lei de responsabilidade fiscal,este reajuste de 15% é ilegal já que o tribunal está com sua folha de pagamento em 95% da receita.Repito ninguém poderá mais ser julgado em São Paulo por descumprir a lei de responsabilidade fiscal,isto é gravíssimo!
É gente, depois de 90 dias, os engomadinhos de gel no cabelo, decidiram marcar um "Ato Público" para protestar contra a greve. Será que só agora, que os reflexos da greve, começaram a balançar o faturamento das suas bancas de advocacia? Enquanto isso centenas de colegas estão passando necessidades, e a mídia somente se preocupa, em mostrar os pobrezinhos dos servidores em greve, tadinhos.
Tem muita gente inocente no mundo...
Alguém aqui acredita mesmo que o Tribunal se utiliza desse percentual para pagar funcionários?
Esclareço ao nick Karnak que férias forenses são 5 dias, que podem ser concedidos ou não pelo tribunal, nos meses de recesso (janeiro e julho). Lembro que férias forenses são concessão do Tribunal, não direito adquirido.
A licença-prêmio é concedida ao funcionário que, num período de 5 anos, teve até 30 faltas. São 90 dias de férias forenses.
Funcionários públicos podem abonar 6 faltas por ano, mediante a apresentação de atestado médico ou de outro atestado, por motivo relevante.
Advogado é chamado de doutor apenas por cortesia. Se fez doutorado, é doutor.
O exame da OAB serve apenas para exercer a advocacia.
Mas um diploma de Direito serve para prestar o exame da OAB ou para prestar concursos públicos. Ou, também, para colocar na parede (não é ironia, amigo. Muita gente faz isso.)
Excelência é forma de tratamento para juiz, assim como rei é Majestade e papa é Santidade. Ou seja, são equivalentes.
Espero ter esclarecido fielmente suas dúvidas!!
Duas greves tÊm chamado a atenção da mídia no momento: a dos sevidores do Judiciário paulista e a dos bancários. A primeira já dura 90 dias e a segunda 10.
Ocorre que a segunda, diferentemente da primeira, já está próxima do fim, certamente porque os grevistas são empregados de empresas privadas e correm o risco de demissão.
Além disso, decisão judicial, logo no começo da greve, determinou que os grevistas (bancários) mantivessem 70% dos serviços em funcionamento, o que foi atendido.
Do outro lado temos a greve dos servidores. Essa, de funcionários do setor público, não tem data para acabar. Já dura 90 dias, mas pode durar muito mais.
Ocorre que nesta a paralisaçãoé de 100% (na maioria das comarcas).
Ou seja, há quase 100 dias a população não tem acesso ao Poder Jurisdicional.
Trata-se de serviço essencial, QUE NÃO PODE PARAR, mas o engraçado é que ninguém fez nada para impedir esse ato CRIMINOSO.
Nesse passo, cumpre indagar: onde está o MP nessa história toda. Ora se o MP tem legitimidade para defender os interesses difusos e coletivos da sociedade, por que não moveu uma palha nesse caso
Quando digo ato criminoso, o faço no sentido literal da palavra, pois os prejuízos causados por essa "quadrilha" só pode ser classificada de crime.
FIM DA ESTABILIDADE DO SERVIDOR PÚBLICO!
PUNIÇÃO RIGOSA DAS GREVES COM DEMISSÃO E DESCONTO DOS DIAS PARADOS!
AVALIAÇÃO PERIÓDICA DE DESEMPENHO!.
COM ISSO, NÃO TENHA DÚVIDA NOSSA JUSTIÇA SERÁ MUITO MELHOR.
Muitos advogados se perguntam e alegam ser mal atendidos pelos serventuários da Justiça. Acho que pelos comentários jocozos que fazem desses serventuários está esclarecido o recíproco e merecido tratamento que nós devemos ter por parte deles.
Caros amigos advogados. Respeito se dá a quem merece. Criticando os serventuários desta forma como queremos ser bem atendidos?
Partindo de um raciocínio lógico, cheguei à seguinte conclusão: houve um grave erro na informação sobre o percentual de 94,5%, dada a sua incoerência. A verdade é que, de uma verba de R$ 2.200 milhões destinada ao pagamento de salários, já foram gastos 94,5%, ou seja 2.100 milhões. Tal cifra, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, inviabiliza o reajuste a que têm direito os servidores.
Resta ponderar o seguinte:
I - O Conjur, que dispõe de credibilidade como importante formador de opinião, foi induzido em erro ao divulgar notícia inverídica sem antes verificar a sua seriedade. O que é grave, principalmente num momento tão delicado como o atual.
II - O TJ deve uma satisfação à Sociedade, prestando os devidos esclarecimentos sobre quais os critérios adotados para distribuição desses recursos, inclusive divulgando os valores dos maiores salários. Por exemplo, os salários dos Srs. Desembargadores, incluídas as vantagens indiretas, tais como carro oficial com motorista à disposição etc.
III - À primeira vista, o valor de R$ 2.200 milhões parece elevado. No entanto, é de se considerar que é proporcional ao porte do maior tribunal de justiça estadual do Brasil.
Com esses esclarecimentos, é certo que, aqueles que se colocam contra os serventuários da Justiça, hão de rever suas posições.
Maravaiiiiiiiilha.
Eu quero é mais; aumento de salario, regalia, benefícios pra não fazer nada. E quando fazer fazer muuuuuuuito mal: destratar advogado chato no balcão, deixar de ajudar os burros que não sabem preencher o formulário...etc.
Tratem de pagar mais imposto porque eu preciso de um pouco mais de dinheiro. A maioria de vocês não servem pra mais nada a não ser sustentar o Estado; e a mim também (risos).
FUNCIONÁRIOS DO TJ, VOU DAR O TROCO DIREITINHO NOS MEMBROS INÚTEIS DESTA CLASSE QUANDO OS TRBALHOS VOLTAREM AO NORMAL. VAMOS DAR O QUE ELES MERECEM E PEDIRAM PRA TER.
FUNCIONARIO QUE TEM ESPIRITO DE VINGANÇA ESTA CONCLAMADO A ADERIR À MINHA ATITUDE.
NINGUÉM TEM CULPA SE ELES SÃO INCOMPETENTES, GANHAM POUCO, DEPENDE DE NÓS, E PRECISAM MARCAR PONTO NA PORTA DA CADEIA.
Juntos os humilharemos...
Obaaaaaaaaaaaa
Republico aqui meu manifesto, feito em outro tópico, que já não é mais visitado pelos leitores:
Paulo Giovanni de Carvalho (Funcionário público - escrevente judiciário — Itu, SP) — 24/09/04 · 04:06
Senhores advogados e usuários da Justiça bandeirante.
Assim como vocês, cursei a faculdade de Direito. Penei frente aos livros para conquistar minha carteira da OAB, mas também para conquistar o cargo público para o qual fui chamado, aos 6 meses de exercício da advocacia. Não parei de estudar. Estou concluindo minha pós-graduação e continuo investindo em conhecimento.
Estive numa encruzilhada: deveria abrir meu próprio consultório e, no começo, mantê-lo às custas dos honorários miseráveis conquistados na justiça gratuita? Deveria aceitar o cargo e receber mensalmente um bom salário? Já que, no início de minha vida profissional, teria que me manter com as verbas do Estado (convênio PGE/OAB), OPTEI pelo cargo público. Na época, 5 anos passados, foi bom negócio tornar-me escrevente. Hoje meu salário se perdeu.
O custo de vida subiu com as perdas inflacionárias que nunca foram repassadas ao nosso salário. Enquanto TODOS os trabalhadores do país têm um reajuste salarial anual, os servidores do judiciário são privados desse direito.
Somos trabalhadores, cidadãos. Somos gente. Nossa greve é justa, como reconheceram proeminentes figuras públicas, como o próprio Presidente do TJ.
Lutamos pelos nossos direitos, pelo direito de nossos cônjuges, filhos e dependentes de levarem uma vida digna. Que luta é mais honesta e pura que esta?
Então, porque nossa luta não é respeitada e apoiada? Como serventuário, aconselho aos advogados que respeitem os servidores, pois somos peças indispensáveis do trâmite processual. Em homenagem aos tempos de advogado, lembro-lhes que o bom trato garante reciprocidade! Como bacharel e pós-graduando, aconselho aos bacharelandos que não perpetuem o pensamento arcaico de uma parcela da comunidade advocatícia, que desrespeita a dignidade dos servidores.
Muitos advogados nos apóiam, porque cumprem seu juramento da faculdade: VIVER HONESTAMENTE, NÃO LESAR A NINGUÉM E DAR A QUEM DE DIREITO O QUE LHE PERTENCE!
Sugiro a todos que conheçam nossa causa antes de criticar. Há sites de associações como Serventuários, ASSOJURIS, ASSETJ, entre outros, com atualizações diárias.
Obrigado pela atenção!
mais uma republicação e um chamado à consciência:
Paulo Giovanni de Carvalho (Funcionário público - escrevente judiciário — Itu, SP) — 24/09/04 · 04:04
Por que não voltamos ao trabalho? O site dos Serventuários bem definiu uma posição:
"Quando transmitido o que se decidiu na Resolução 189/2004, os membros da Comissão de Negociação presentes no Tribunal de Justiça, alardearam e comentaram itens que, segundo a cópia tinham em mãos, dizia exatamente no item que cuidava da forma de compensação dos dias parados, causando repúdio generalizado, já que o Pleno não vislumbrou com esse ato a normalização dos serviços, mas, sim, o corte de mais direitos pecuniários dos Servidores. É que se todos trabalhassem em regime de mutirão (conforme acordo com Comissão de Desembargadores e representantes do Presidente), os processos ficariam “em dia” até o final deste ano. Da forma como “resolvida” pelo Pleno, a finalidade não foi a de atender aos anseios da população e dos advogados, pois com compensação de férias, licença-prêmio devida ou créditos pecuniários (FAM) também devidos, o “caos” nos Cartórios e atrasos em audiências ficariam perpetuados por anos a fio.
Esse foi o fator determinante para que os Servidores votassem pela continuidade da Greve, mesmo conscientes das sanções e perdas que enfrentarão, esperando conscientizar também a população para o que ocorre no Poder Judiciário Estadual de São Paulo!!!"
http://www.serventuarios.org.br/not/view.asp?id=not2004092218432123&tipo=not
Maravaiiiiiiiilha.
Eu quero é mais; aumento de salario, regalia, benefícios pra não fazer nada. E quando fazer fazer muuuuuuuito mal: destratar advogado chato no balcão, deixar de ajudar os burros que não sabem preencher o formulário...etc.
Tratem de pagar mais imposto porque eu preciso de um pouco mais de dinheiro. A maioria de vocês não servem pra mais nada a não ser sustentar o Estado; e a mim também (risos).
FUNCIONÁRIOS DO TJ, VOU DAR O TROCO DIREITINHO NOS MEMBROS INÚTEIS DESTA CLASSE QUANDO OS TRBALHOS VOLTAREM AO NORMAL. VAMOS DAR O QUE ELES MERECEM E PEDIRAM PRA TER.
FUNCIONARIO QUE TEM ESPIRITO DE VINGANÇA ESTA CONCLAMADO A ADERIR À MINHA ATITUDE.
NINGUÉM TEM CULPA SE ELES SÃO INCOMPETENTES, GANHAM POUCO, DEPENDE DE NÓS, E PRECISAM MARCAR PONTO NA PORTA DA CADEIA.
Juntos os humilharemos...
Obaaaaaaaaaaaa
Maravaiiiiiiiilha.
Eu quero é mais; aumento de salario, regalia, benefícios pra não fazer nada. E quando fazer fazer muuuuuuuito mal: destratar advogado chato no balcão, deixar de ajudar os burros que não sabem preencher o formulário...etc.
Tratem de pagar mais imposto porque eu preciso de um pouco mais de dinheiro. A maioria de vocês não servem pra mais nada a não ser sustentar o Estado; e a mim também (risos).
FUNCIONÁRIOS DO TJ, VOU DAR O TROCO DIREITINHO NOS MEMBROS INÚTEIS DESTA CLASSE QUANDO OS TRBALHOS VOLTAREM AO NORMAL. VAMOS DAR O QUE ELES MERECEM E PEDIRAM PRA TER.
FUNCIONARIO QUE TEM ESPIRITO DE VINGANÇA ESTA CONCLAMADO A ADERIR À MINHA ATITUDE.
NINGUÉM TEM CULPA SE ELES SÃO INCOMPETENTES, GANHAM POUCO, DEPENDE DE NÓS, E PRECISAM MARCAR PONTO NA PORTA DA CADEIA.
Juntos os humilharemos...
Obaaaaaaaaaaaa
Faço minhas as palavras daqueles que clamam por uma melhora de serviços no Judiciário.
Sou a favor da demissão de funcionários ineficientes, mas também sou a favor da valorização dos eficientes, criando-se um plano de carreira que permita o crescimento individual de cada servidor, conforme seu empenho e qualificação.
Sou a favor da avaliação periódica de qualidade de serviço. E sou a favor também, de que se faça uma triagem de advogados que prestam assistência judiciária gratuita, porque muitos apresentam desempenho sofrível em busca das certidões de honorários.
Sou a favor da abertura das contas públicas, explicando a destinação das verbas milionárias. Porque a minha parte da mamata, eu não estou recebendo, apesar de tacharem aqui muitas vezes os servidores de "marajás"e "vagabundos".
Sou a favor da contratação de mão de obra. Mas quero que eles venham ao Poder Judiciário ganhando dignamente, pois se depender dos advogados, um salário mínimo ainda é muito para um servidor! Quem vai prestar concurso por R$ 200, 300?
Há muito a ser feito no Judiciário para melhorá-lo. E o primeiro passo é reconhecer-nos como uma CATEGORIA, QUE TEM DEVERES, MAS TAMBÉM DIREITOS!
E não guardo mágoa de ninguém. Temos servidores bons e servidores ruins. E estes comentários que li hoje, mostram que existem advogados excelentes, e advogados de péssimo caráter. Na vida tudo é assim. Se não existisse luz, não se faria sombra.
A minha posição com relação a greve já é conhecida por todos, ainda mais porque não posso ser contrário a quem recebe uma proposta de um aumento de 26%, e depois é surpreendido com apenas 8% na folha. E aqueles colegas que se manifestam dizendo que os salários deles é de marajá, acredito que isso se deve a inveja do salários dos funcionários públicos.
Alias, isso é um problema do brasileiro como um todo, que, para ter o quintal mais bonito, ao invés de querer melhorá-lo, quer é que destruam o do vizinho.Porém, quero fazer um pequeno desabafo aos advogados, meus colegas, que estão se manifestando nas notícias sobre a greve.
A muito se vê que a advocacia está em crise. Não cumpre aqui uma discussão sobre as origens disso, mas sim as conseqüências. Cada vez mais, uma classe que era considerada a elite da sociedade hoje muito mais se aproxima da mediocridade (tecnicamente falando). Colegas, saibam que da forma que vocês escrevem aqui muito provavelmente sejam da mesma forma que vocês estão se manifestando no mundo ao seu redor. E esse tipo de conduta demonstra o nível profissional e pessoal que a advocacia está atuando e o nome da classe.
Ocorre que, ao ver colegas e futuros colegas com apelidos ridículos, de gente famosa ou de forma anônima, estou, como membro da advocacia, sendo exposto ao ridículo. Se um funcionário público faz isso, isso é um problema dele com os demais membros de sua classe. Se eles escrevem as piores asneiras, ameaçam retaliação, isso é problema deles. Alias, destaco que, na justiça estadual, ao menos para se ingressar nos cargos de auxiliares diretos ao poder judiciário, não há necessidade de ter ensino superior, permitindo o acesso de pessoas com menos acesso a informação. Porém, mesmo com essa deficiência (que muitas vezes é só teórica, pois muitos tem grau superior completo), me atrevo a dizer que me sentiria menos envergonhado ao ler os comentários que cercam a greve se eu fosse funcionário público.
Ao ler "a batata tá assando", "vão catar papel", além de outras manifestações juvenis e de baixo calão, VINDAS DE ADVOGADOS, tenho a impressão que essas pessoas deveriam pensar antes de falar. Vocês não estão expondo só vcs ao vexame público. Vcs estão me expondo como membro da classe. Por favor, rogo-lhes educação e moderação.
Tenho orguloho de ser advogado, trato minha profissão no maior grau de consideração possível. por favor, sou jovem advogado, o futuro é meu, não de vcs. Permitam que eu tenha futuro nessa carreira.
RENOVAÇÃO JÁ !!!!!!
CABERIA AO TJ ABRIR NOVOS CONCURSOS PARA RENOVAR ESSE AMBIENTE DOENTE.
QUASE TODOS OS SERVIDORES TRATAM OS ADVOGADOS E O POVO EM GERAL COMO SE FOSSEM INIMIGOS, COM MÁ VONTADE, DESPREZO E ACIMA DE TUDO COM RAIVA...PARECE QUE ESTÃO FAZENDO UM FAVOR.
Sra.MARCIA MARINS, tenho certeza que seus colegas servidores estão com vergonha dessa sua atitude.
RENOVAÇÃO JÁ !!!!!
MUDANÇA NESSA ESTRUTURA VICIADA. QUEM NÃO GOSTARIA DE GANHAR R$1.200,00 ??????????
Sr Membros do Ministério Público,Senhores Jornalistas,Senhores Advogados e editores da Conjur
Sendo verdade que o Tribunal gasta 95% do orçamento em salários,qualquer reajuste é ilegal,já que o percentual não pode variar de 70%,se esta situação não for esclarecida creio ser impossível qualquer julgamento por parte dos juizes paulista dos políticos que extrapolarem os indices de endividamento permitido pela lei.Conceder reajuste de salário estando fora dos limites da lei configura crime comum e de responsabilidade.Ou o conjur enganou-se na reportagem(peço esclarecimentos) ou estamos diante da falência e da ilegalidade da justiça paulista!
Partindo de um raciocínio lógico, cheguei à seguinte conclusão: houve um grave erro na informação sobre o percentual de 94,5%, dada a sua incoerência. A verdade é que, de uma verba de R$ 2.200 milhões destinada ao pagamento de salários, já foram gastos 94,5%, ou seja 2.100 milhões. Tal cifra, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, inviabiliza o reajuste a que têm direito os servidores.
Resta ponderar o seguinte:
I - O Conjur, que dispõe de credibilidade como importante veículo formador de opinião, foi induzido em erro ao divulgar notícia inverídica sem antes verificar a sua seriedade. O que é grave, principalmente num momento tão delicado como o atual.
II - O TJ deve uma satisfação à Sociedade, prestando os devidos esclarecimentos sobre quais os critérios adotados para distribuição desses recursos, inclusive divulgando os valores dos maiores salários. Por exemplo, os salários dos Srs. Desembargadores, incluídas as vantagens indiretas, tais como carro oficial com motorista à disposição etc.
III - À primeira vista, o valor de R$ 2.200 milhões parece elevado. No entanto, é de se considerar que é proporcional ao porte do maior tribunal de justiça estadual do Brasil.
Com esses esclarecimentos, é certo que, aqueles que se colocam contra os serventuários da Justiça, hão de rever suas posições.
É isso aí, Dr. Francisco.
Algum advogado que também está interessado em ver o outro lado !
Isso eu venho tentando dizer há muito tempo.
Os sapatos de pelica e os ternos de microfibra feitos sob medida aos Srs. Magistrados também devem estar incluídos nos gastos !!!
E depois os Servidores é que são os vilões !!!
RESPOSTA À PESSOA QUE SE IDENTIFCA COMO EDUARDO FERNANDES E SER ADVOGADO AUTÔNOMO EM BRASÍLIA-DF
Sem querer alimentar embates vazios, nem querendo polemizar, em resposta à pessoa supra citada, cumpre-me, na defesa da minha dignidade e da Advocacia, apresentar a minha contradita aos comentários debochados desse senhor, que bem demonstram o seu sofrível nível profissional.
Antes, porém, permito-me transcrever abaixo os termos grosseiros de seus comentários:
"Eduardo Fernandes (Consumidor - advogado autônomo — Brasília, DF) — 24/09/04 · 12:23
Francisco Gildenor,
A língua portuguesa é o cartão de visita do advogado. se vc não sabe nem português, escrevendo exceção com dois " S" , é claro que tinha mesmo, de, contrariando a maioria, puxar o saco dos serventuários.
Gildenor, vc é advogado mesmo? ASSIM A GENTE NÃO QUEREMOS !!!!!"
O certo é que, repito, não conheço nem nunca vi tal pessoa, o que não o autoriza e me tratar por "vc".
Devido a um erro meu de digitação, esse Sr. Eduardo Fernandes, demonstrando um baixo nível incompatível com a advocacia, tenta colocar em dúvida a minha condição profissional de Advogado, perguntando: "Gildenor, vc é advogado mesmo?".
Pois respondo a esse tal de Eduardo Fernandes : sou advogado, honro-me da minha profissão e respeito a sagrada ética na Advocacia, respeitando os colegas, sem jamais dirigir-lhes palavras ofensivas.
Além do mais, esse tal de Eduardo Fernandes, no seu ataque gratuito à minha pessoa, utiliza-se de expressão xula e de termos incompatíveis com o decoro que deve sempre nortear
o bom profissional do Direito, tais como: "...tinha mesmo, de, contrariando a maioria, puxar o saco dos serventuários." e
"ASSIM A GENTE NÃO QUEREMOS".
Existem bons e maus advogados. Existem também os que se passam por advogados. Esse tal de Eduardo Fernandes, se for realmente advogado - com base na sua forma xula e debochada de se expressar, é de se colocar dúvidas quanto a ser ou não ser - apresenta-se como o exemplo vivo do profissional, no mínimo, sofrível.
Coitados de seus clientes - se é que os tem.
Fiz o meu desagravo e não pretendo me referir mais a esse senhor, nem levar a sério outras eventuais provocações que venha a assacar contra mim.
Na verdade, passo a nutrir um profundo sentimento de compaixão por tal pessoa que, como afirmei atrás, não a conheço nem nunca a vi.
Boa tarde pessoal. Tem um cidadão com o nome de CAIO que enviou-me um e-mail perguntando se eu confirmo minhas declarações dadas neste fórum.
A primeira coisa que vou dizer é o seguinte, eu acho que antes de mais nada o Sr. Caio deveria se identificar quando mandar e-mail, deixar seu nome completo e endereço para quaisquer esclrecimentos, viver no anonimato para mim não siginifica nada. Agora parece que este cidadão quer que eu diga que confirmo as declarações para breve o mesmo tentar ingressar com alguma medida judicial contra a minha pessoa.
Gostaria de discutir esse assunto com você senhor Caio, mas para isso por favor se identifique, saia do anonimato.
E outra coisa se você for processar todo mundo que fez críticas neste fórum, você terá que processar muita gente, eu e já copiei todos os comentários deste fórum, e 90% possuem críticas corrosivas contras os servidores do judiciário paulista, portanto você terá que processar mais de 50 pessoas + ou -. É isso, saia do anonimato, tome atitudes de gente descente.
Dr. Francisco :
Não há como não lhe dar razão no seu desagravo.
Devo lhe dizer que foram muitas as vezes em que fiquei chocada com o comportamento mesquinho de pessoas que se dizem advogadas.
Eu também tenho orgulho de ser advogada, mas lhe digo com toda sinceridade, acompanhando as discussões abertas a cada notícia sobre a greve dos servidores, tive vergonha.
Depois de tudo isso, fica um certo temor de como nós advogados seremos tratados, pois foram tantas as acusações e ofensas que é inevitável que os servidores nutram um certo ódio da nossa classe.
Por isso, aos senhores servidores peço que não se esqueçam que existem inúmeros advogados bons, éticos e com muito bom senso, a exemplo do Dr. Francisco.
Se tais advogados fossem convidados a sentar com os representantes dos servidores, a greve já teria acabado e todos teriam como prêmio, uma prestação jurisdicional mais célere.
Dr. Francisco, um abraço.
De acordo com o IBGE, a renda média brasileira é de R$ 893,10, bem inferior à de dois anos atrás. Em agosto de 2002, o valor era de R$ 1.045,52. Não disponho de dados, mas acredito que a renda média paulista seja maior que a brasileira.
Portanto, um salário bruto de R$ 1,2 mil não dissona da média nacional e paulista. A média é mais alta, há salários maiores no Judiciário, notadamente os que não foram publicados. É o preço por uma carreira exclusiva de Estado, uma discussão mais cara, que remunera excelências.
O abismo entre o maior e o menor salário da Justiça paulista parece indicar a necessidade de uma matriz salarial única, onde não houvesse linearidade de reajustes. É preciso atuar no sentido de diminuir essa diferença. Salários incorporados, quanto menos penduricalhos melhor.
Outro dado de repercussão futura é a política de renúncia fiscal agressiva anunciada recentemente pelo governo estadual. Com vocação exportadora, São Paulo tem compensação a menor de perdas com desonerações. Ao reduzir alíquotas de ICMS, o Estado ainda abre mão de uma fatia de sua principal fonte de receita. É uma aposta ousada.
Isso pode significar atração de investimentos, que traz ganhos indiretos, dizem os economistas entusiastas da idéia. O problema é que costuma vir acompanhado de um efeito colateral: um mau desempenho na arrecadação tributária.
Com o bolo tributário menor (os impostos são muitos, mas concentrados para a União, o ICMS costuma representar 80% da arrecadação de tributos estaduais), duodécimos para o Judiciário e o Legislativo ficam constrangidos e também dimunuem, em valores reais, as obrigações constitucionais com Educação (25%).
Para quem acha que o negócio público é caro, não custa lembrar que telefonia e energia elétricam acumulam reajustes superiores a 300% cada. Quanto à ineficiência sempre reclamada por quem usa o serviço público, mecanismos de preparo, controle e avaliação precisam ser desenvolvidos.
Eu acho que as pessoas que se manifestam neste fórum de discussão (advogados e servidores) estão fugindo do núcleo da contróversia.
Realmente, ninguém dúvida que os servidores do judiciário têm direito ao reajuste pleiteado; ninguém dúvida que a situação da justiça paulista é precária; ninguém dúvida também que os servidores têm o direito de reivindicar melhores condiçôes de trabalho.
Tudo isso é verdade. Ocorre que serviço essencial NÃO PODE PARAR. Vou repetir devido a importância da afirmação: SERVIÇO ESSENCIAL NÃO PARAR.
Trata-se do princípio da continuidade dos serviços públicos. É que no confronto entre interesse individual (dos servidores) e interesse público (da sociedade) não há dúvidas de que prevalece este último. É o princípio da SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO.
ESTA É UMA VERDADE TÃO INCONTESTE QUE ATÉ AGORA NÃO VI NENHUM SERVIDOR REFUTÁ-LA.
Com relação aos advogados que censuram os colegas contrários à greve por medo de represália, tenho a dizer o seguinte:
Eu tenho amigos servidores e não tenho nehum desconforto em manifestar minha posição contrária à greve; eles, ao seu turno, também não tem nenhum constrangimento em defender a greve.
Temos opinôes dissonantes, o que é natural, pois temos interesses divergentes, e nem por isso somos inimigos, nem tampouco vou sofrer represálias. Continuamos a beber nossa cerveja normalmente, como pessoas civilizadas.
Os bons servidores sabem disso, e é por isso que a maoria deles entendem nossa posição, e não ficam fazendo ameaças estúpidas.
Nossa posição contrária à greve é mais do que natural e eu duvido que algum servidor esperasse que nós apoiássemos a paralisação (apoiamos a causa, mas não a interrupção dos serviços) Afinal, dependemos de honorários para viver, e com o Fórum parado não os recebemos.
É bem verdade que há advogados aqui manifestando seu irrestrito apoio aos grevistas. Certamente estes são advogados de empresas, que recebem seu salário no fim do mês, quer haja greve ou não.
Com o salário no fim do mês é fácil filosofar.
Dra. Carolina,
Movido pela emoção que me causaram suas generosas palavras, lembro-lhe que não estamos sós. Como nós existem milhares de outros colegas que fazem da advocacia um verdadeiro sacerdócio.
A Advocacia consiste, no meu modesto entender, em, acima de tudo, defender os injustiçados e, como indispensáveis à administração da Justiça que somos, fazer com que a prestação jurisdicional reconheça e faça valer o direito daqueles.
Com relação aos serventuários da Justiça, o sentimento ético-profissional que move minhas ações, me inispira a defendê-los, utilizando os instrumentos legais de que disponho, até as últimas consequências.
Ao longo de minha vida nunca vi tanta injustiça praticada contra esses valorosos e abnegados servidores públicos.
Aqueles que estão confortavelmente instalados na Casa da Justiça são omissos, preferindo o caminho mais cômodo, que é
o de crucifixar tais trabalhadores, expondo-os à execração pública.
Alguns colegas que deveriam insurgir-se contra tal estado de coisas, preferem descumprir o nobre dever de defender direitos, optando por ataques ofensivos cujos efeitos são um maior acirramento dos ânimos.
Acredito que, a esta altura, deveria ser buscado um ponto de conciliação entre o Judiciário e os serventuários, a fim de que a prestação jurisdicional seja devolvida à Sociedade. Significa, no meu entender, que estaria aí embutida a cessação da ameaça de demissões, a concessão dos direitos que defendem e a restauração do tratamento respeitoso devidos a esses servidores. Para que isso aconteça, é necessário que o Administrador Público utilize, além de sentimentos humanos, os critérios de humildade que devem estar latentes em sua consciência.
Aceite, cara Dra. Carolina, o fraternal abraço deste seu novo amigo!
A temperatura neste fórum está altíssima.
Eu queria dar minha opinião, com todo o respeito a todos os que pensam diferentemente:
1 - Os trabalhadores e funcionários públicos que se sentirem mal remunerados têm o direito de se manifestar em prol de seus direitos como categoria profissional.
2 - A greve é um tipo de manifestação profissional legítima. Muitos morreram por este direito.
3 - O direito de greve está na CF.
4 - Os usuários de serviço público não podem ser prejudicados pela intransigência da administração e pela inconsequência dos manifestantes.
5 - O grande culpado de todo este imbróglio é o CONGRESSO NACIONAL que deixou de regulamentar um direito previsto há 16 anos na CF.
6 - A categoria profissional não pode ser prejudicada pela inficiência do Congresso Nacional.
CONCLUSÃO:
Ao invés de demitir os trabalhadores em greve, vamos demitir os Deputados e Senadores.
Abraços a todos.
.
Srs. Advogados, vamos nos juntar aos Funcionários do judiciário nessa luta por direitos e melhorias.Vamos falar a VERDADE, para que a população entenda.Juntos poderemos cobrar do TJ e do Gov. do Estado.Com certeza a greve acabará e os Advogados terão melhores condições de trabalho também.Estamos atacando o lado errado.Vamos exigir que apareça os valores gastos com sala´rios no TJ, incluindo de Juízes e Desembargadores( e lógico, os gastos com regalias).Segunda-feira,27/09/2004.Abraços e boa sorte à todos.Autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, a justiça de DEUS nunca falha!!!
Estava lendo os comentários deste texto, alguns imbecis, outros apenas ridículos, e poucos realmente dignos de atenção, quando li um que me obrigou a escrever. Foi o do Sr. Rodrigo (Civil - Advogado — sp, SP) — 24/09/04 · 20:15. Diz ele, em certo momento, que os grevistas estão errados por que SERVIÇO ESSENCIAL NÃO PODE PARAR, e que essa é uma verdade tão grande que nenhum servidor sequer refutou.
Nem li o resto.
Pois bem, Sr. Rodrigo (Civil - Advogado — sp, SP) — 24/09/04 · 20:15 (Nem nome o cara tem...), vou refutar:
Como o Sr. deve saber, já que é advogado, os serviços essenciais são assim definidos, taxativamente, por lei. E os serviços judiciários não o são. Portanto, não são considerados, ao menos legalmente, Serviços Essenciais. Pronto. Mais alguma brilhante intervenção?
E, aproveitando o ensejo, vou, também, expor minha opinião pessoal sobre os acontecimentos: A Justiça está morta. O TJ de São Paulo está enterrado. As últimas decisões tomadas contra o movimento, todas de orientação exclusivamente política, selaram o destino da Justiça Bandeirante. Agora é ladeira abaixo. Vamos, realmente, aceitar os "conselhos" dos nobres causídicos: o último que sair deverá apagar a luz.
Vamos fazer um exercício de futurologia: se desenvolvermos os fatos, o que poderíamos esperar? A greve será sufocada, e, dentro de 3 ou 4 anos, nada mudará, nem o salário dos funcionários e, até lá, nova greve eclodirá. Começará tudo de novo. Se Deus quiser e eu conseguir cumprir minha metas pessoais, até lá já terei enfiado minha viola no saco.
Mas, se nossos direitos fossem reconhecidos, o que poderia acontecer? Bem digamos que se o episódio servisse para colocar vergonha na cara da cúpula do TJ, veríamos um maior cuidado para com a qualidade do serviço prestado, com maior investimento na estrutura e no pessoal (sem que isso signifique MAIS pessoal, mas talvez pessoal MAIS qualificado), e uma revisão anual aí de uns 4 ou 5%, ou menos, por ano, que manteria todo mundo de bico fechado. Iria demorar muito tempo para um movimento desses, e não como da última vez: 2001- 81 dias, média de 60 a 70%. 3 anos depois, 2004, mais de 90 dias, média que chegou a mais de 90% de adesão.
Quanto tempo para a próxima?
Ah: Quanto à preocupação do TJ com a população, os advogados e o serviço prestado:
Sequer querem a presidência ou o pleno colocarem em discussão a forma de pagamento dessas horas. Achou-se a saída que, para o TJ, é MARAVILHOSA: Serão compensadas contabilmente, com os créditos que os funcionários têm, em pecúnia, de férias e licenças-prêmio, alguns com mais de 4 anos de aquisição. Trabalhar a mais para por o serviço em dia, pra quê? Quem quer saber do serviço é o povo e os advogados. O TJ quer DINHEIRO.
Inclusive, isso vem de encontro ao interesse de muitos dos que aqui se manifestaram: TEM É QUE DESCONTAR. Então boa. Só eu vou perder aí uns 8.000 na brincadeira. Mas não vou precisar trabalhar nem um minuto a mais, aliás, coisa que sempre fiz e nunca cobrei por isso. Agora, foda-se. É das 9:00 às 17:30 e, depois, tchau, Dr. Se quiser o serviço pronto, volta amanhã.
E depois somos nós que não estamos nem aí para a sociedade.
1.Cara "doutora" (assumo mais uma vez a minúscula).
2.Espero que a sr.a me perdoe, mas mesmo sendo citado pela sr.a em um dos seus "textos" não vou lhe responder.
3.Por favor, não se chateie, é apenas uma questão de princípios.
4.Um abraço.
5.Roberto Silveira, Oficial de Justiça.
Não poderia deixar de responder aos comentários feitos pelo Sr. Paulo Giovani de Carvalho, escrevente técnico de Itu, sobre seu ponto de vista a respeito do direito de greve. Para tanto, peço vênia para reproduzir parte de seu escrito postado hoje neste fórum: "Somos trabalhadores, cidadãos. Somos gente. Nossa greve é justa, como reconheceram proeminentes figuras públicas, como o próprio Presidente do TJ. Lutamos pelos nossos direitos, pelo direito de nossos cônjuges, filhos e dependentes de levarem uma vida digna. Que luta é mais honesta e pura que esta? Então, porque nossa luta não é respeitada e apoiada?" Senhor Paulo, serei doravante o maior e mais fervoroso defensor de seu questionável direito de greve se o senhor me responder convincentemente a seguinte pergunta:por que o SEU direito, o direito de SEU cônjuge, de SEUS filhos e de SEUS dependentes é maior, ou mais importante que os os direitos da POPULAÇÃO, os mesmo que os MEUS direitos? Se o senhor tem contas para pagar, eu também tenho. Aliás, dê-se por satisfeito se o senhor tiver prestação do carro para pagar, pois isso, eu sequer tenho. Pretendia ter, caso não estivesse com quase R$ 10 mil referente a honorários de sucumbência represados, posto que seus colegas de trabalho sequer me dão acesso ao processo, já que só atendem medidas urgentes. Com isso, a MINHA prestação do carro terá que esperar um pouco. Reponda-me também, Sr. Paulo (caso consiga), onde ficam os direitos dos locadores que nada podem fazer contra seus inquilinos inadimplentes? Só para vosso conhecimento, tenho um cliente que é locador e está nesta situação. E sabe qual a profissão do inquilino? Advinha. Bingo: escrevente técnico judiciário. (Não, Sr. Paulo, não é o senhor). Pois bem, meu cliente entrou em contato com seu inquilino, e o mesmo assim o respondeu: "aguarde a nossa boa vontade de retornarmos ao trabalho. E lhe aviso: no que depender de mim, vou ficar mais um ano sem pagar aluguel." Ainda, senhor Paulo, responda-me se puder. Por que sou tão mal tratado por seus convivas de serviço público? Posso lhe afirmnar que nunca, NUNCA MESMO, destratei ou desrespeitei qualquer cartorário. Muitas vezes tenho que fazer papel de bobo, dar uma de "tonto", de inocente, tipo débil mental, para ser atendido com o mínimo, (eu disse O MÍNIMO) de respeito e cordialidade. Reitero o que eu disse anteriormente: o direito de SUA categoria não pode passar por cima do direito dos jurisdicionados. Há outros caminhos além da greve.
Não poderia deixar de responder aos comentários feitos pelo Sr. Paulo Giovani de Carvalho, escrevente técnico de Itu, sobre seu ponto de vista a respeito do direito de greve. Para tanto, peço vênia para reproduzir parte de seu escrito postado hoje neste fórum: "Somos trabalhadores, cidadãos. Somos gente. Nossa greve é justa, como reconheceram proeminentes figuras públicas, como o próprio Presidente do TJ. Lutamos pelos nossos direitos, pelo direito de nossos cônjuges, filhos e dependentes de levarem uma vida digna. Que luta é mais honesta e pura que esta? Então, porque nossa luta não é respeitada e apoiada?" Senhor Paulo, serei doravante o maior e mais fervoroso defensor de seu questionável direito de greve se o senhor me responder convincentemente a seguinte pergunta:por que o SEU direito, o direito de SEU cônjuge, de SEUS filhos e de SEUS dependentes é maior, ou mais importante que os os direitos da POPULAÇÃO, os mesmo que os MEUS direitos? Se o senhor tem contas para pagar, eu também tenho. Aliás, dê-se por satisfeito se o senhor tiver prestação do carro para pagar, pois isso, eu sequer tenho. Pretendia ter, caso não estivesse com quase R$ 10 mil referente a honorários de sucumbência represados, posto que seus colegas de trabalho sequer me dão acesso ao processo, já que só atendem medidas urgentes. Com isso, a MINHA prestação do carro terá que esperar um pouco. Reponda-me também, Sr. Paulo (caso consiga), onde ficam os direitos dos locadores que nada podem fazer contra seus inquilinos inadimplentes? Só para vosso conhecimento, tenho um cliente que é locador e está nesta situação. E sabe qual a profissão do inquilino? Advinha. Bingo: escrevente técnico judiciário. (Não, Sr. Paulo, não é o senhor). Pois bem, meu cliente entrou em contato com seu inquilino, e o mesmo assim o respondeu: "aguarde a nossa boa vontade de retornarmos ao trabalho. E lhe aviso: no que depender de mim, vou ficar mais um ano sem pagar aluguel." Ainda, senhor Paulo, responda-me se puder. Por que sou tão mal tratado por seus convivas de serviço público? Posso lhe afirmnar que nunca, NUNCA MESMO, destratei ou desrespeitei qualquer cartorário. Muitas vezes tenho que fazer papel de bobo, dar uma de "tonto", de inocente, tipo débil mental, para ser atendido com o mínimo, (eu disse O MÍNIMO) de respeito e cordialidade. A greve dos serventuários não conta com o apoio da população porque é um movimento, antes de tudo, antipático, feito da pior maneira possível. Pensem a respeito.
Em resposta a Rodrigo de Oliveira
O colega questiona-me sobre um ponto crucial, que divide advogados e servidores. Deveria responder-lhe por que os MEUS direitos são mais importantes do que os SEUS direitos e os direitos da POPULAÇÃO. Não é fácil responder.
Devolvo-lhe a pergunta: porque SEUS direitos são mais importantes que os meus? No seu cotidiano, são SUAS próprias dívidas que vê acumulando sobre a mesa. O Sr. não sabe, nems e interessa pelas minhas. A menos que fosse SEU cliente, pagando-lhe honorários para cuidar dos meus problemas, o Sr. sequer me daria um Oi na rua.
Natural. É necessário cada um cuidar dos seus problemas. Eu estou cuidando dos meus, por isso, optei pela greve. Não quis aderir de começo, mas depois refleti que seria a única forma de pressão. Ora, sabemos que a greve causou problemas à sociedade. Mas não fomos nós que causamos a greve. Tem muito mais nos bastidores, e o Sr. nem deve imaginar.
Mas não se aflija mais. Nós, que acompanhamos diariamente os movimentos nesse tabuleiro de xadrez, já sabemos que a greve tem data certa pra terminar. Ela não mais interessa. As mãos poderosas vibraram seus cajados sobre as cabeças de nossas lideranças e determinaram o regresso ao trabalho a partir de terça-feira. Essa é a herança do Estado totalitário: quem pode, manda; quem tem juízo, obedece.
Compre pipocas e abra seu guaraná preferido. No noticiário vespertino de segunda-feira, o Sr. verá, decerto muito contente, que os servidores judiciários vão votar pelo fim da greve em assembléia pública. Muitos aqui, certamente terão orgasmos com a notícia e será realmente insuportável aguentar seus sorrisos sarcásticos nos corredores dos fóruns.
Todavia, creiam-me: muita coisa mudou nessa greve. A sociedade e a classe dos advogados sentirão isso, pois os cidadãos de segunda classe vão voltar ao trabalho, mas NADA SATISFEITOS. Servidores conscientes como eu saberão distinguir uma coisa da outra. Mas muita gente vai estar voltando apenas com um terrível gosto do rancor na garganta.
Estarei lá, à sua disposição, atrás do balcão, cumprindo meu dever fielmente, como sempre. Mas por favor, não venha me fazer cara de bobo ou de débil mental, porque já tem muuuuuita gente fazendo isso... Seja original!
Ainda para Rodrigo de Oliveira:
Por favor, suplico-lhe. Quando falar em POPULAÇÃO, em SOCIEDADE, não exclua desse contexto a figura do SERVIDOR. Falam que causamos problemas à sociedade. Por acaso, NÓS não integramos a sociedade? Não somos cidadãos?
Quando há greve de condutores de ônibus e metrô, nós também sofremos. Quando há greve de INSS, nós também sofremos. Quando há greve de bancários, nós também sofremos. Então, quando NÓS fazemos greves, algumas pessoas vão sofrer. infelizmente. Um acordo célere com o governo, impediria tantas perdas. Nunca pedimos NADA A MAIS que o reconhecimento de direitos constitucionais.
Percebo então, por que o senhor nos exclui quando fala em SOCIEDADE. Nós, servidores, não temos reconhecidos nossos direitos constitucionais (reajuste salarial e direito de greve, por exemplo). Se a Constituição não nos abriga, logo, não somos cidadãos, ou somos cidadãos de segunda classe. Assim, o senhor entende por bem nos excluir do contexto de sociedade. Entendi seu raciocínio?
Caro Sr. Paulo.
Em primeiro lugar, as perguntas que fiz ao senhor não obtiveram respostas. Portanto, continuo, como dantes, contrário ao movimento de greve.
Em segundo, muito se engana o senhor ao dizer que sequer lhe daria um OI na rua caso não fosse meu cliente. Cumprimento todos os cartorários que encontro pelos fóruns, óbvio, aqueles que evidentemente que me tratam com respeito e dignidade, devolvendo o tratamento que a eles dispensei.
Em terceiro, se a greve tem data para acabar, acho que o senhor deveria voltar suas angústias aos representantes de suas associações de servidores, que não foram hábeis o suficiente para encerrar a negociação de forma que todos perdessem o mínimo possível, inclusive sua valorosa classe.
E, finalizando, acredito que o senhor seja uma grata exceção neste mar de cartorários grossos, mal educados e preguiçosos. Espero de fato vê-lo do outro lado do balcão desenvolvendo suas funções fielmente, devolvendo com respeito e decência o tratamento assim também dispensado ao senhor pelos advogados e demais usuários da justiça.
E, quanto a cara de tonto e de débil mental, se já tem muuuuuuiiiiiita gente fazendo isso, parece que é porque é a única maneira de sermos tratados com o mínimo de respeito. Não leve tudo isso de forma pessoal, Sr. Paulo, em momento algum questionei a sua conduta como servidor do judiciário, até porque não lhe conheço. Mas, vamos e venhamos, e cá entre nós, todos sabemos e sabíamos que existiam outros caminhos além da greve.
Srs. por que, continuam a atacar uns aos outros(Funcionários do JudiciárioXAdvogados e Outros)? Seria mais coerente e justo, se unirem e cobrarem dos que realmente tem culpa nessa angustiante greve,o TJ SP e o Gov. Estadual.Aposto que, se estivessem unidos, essa greve já teria acabado faz muito tempo, e os Funcionários, Advogados e Cidadãos estariam todos satisfeitos, nenhum lado seria sacrificado.Mas queria saber, por que, ninguém fala um "A" do TJ, e doGov. Estadual?Será que eles estão sempre certos? Pensem, segunda-feira é a chance de acabar com isso, e com as futuras greves que poderão vir.Estamos lutando contra pessoas erradas.ACORDEM PARA A VIDA!!! NÃO PODEMOS CONTINUAR ACEITANDO ISSO!!!ABRAÇOS Á TODOS.FUNCIONÁRIOS DO JUDICIÁRIO, ADVOGADOS E CIDADÃOS, UNIDOS VENCEREMOS!!!
Estou curiosa para saber porque da tabela acima não constam os vencimentos dos juízes, desembargadores, presidente do tribunal, inclusive com seus auxílios gravata e etc... porque não foi divulgado quanto é gasto com os lanchinhos dos desembargadores, seus carrões, etc.,etc....
Nunca dissemos que somos miseráveis, mas lembrem-se bem que se conseguimos equipar e informatizar nossos locais de trabalho é porque um dia tivemos condições para isto, mas os anos se passaram e nossos vencimentos foram congelados, por 3 longos anos (após a greve de 2001), esperamos a boa vontade do tribunal em repor as perdas e nem ao menos foi feita previsão orçamentária para tal. Precisou a greve. E eu pergunto se podia atualizar o salário em 14,5%, porque esperou 86 dias para propor? Pensem nisto e depois avaliem e raciocinem se não há muita coisa podre daquele lado do palácio.
Quero só dizer a "doutora" e ao robson que ambos se tiverem capacidade e competência, podem fazer concurso público (que é aberto a todos), muitas vezes mais concorridos que muito vestibular de algumas faculdades de direito e, podem correr o risco de serem aprovados (se fosse fácil, já teriam conseguido) e aí sim estariam ganhando o nosso salário, comprando seus equipamentos pessoais (além de computadores, cadeiras e mesas para não virem a sofrer doenças profissionais) e quem sabes felizes engrossariam os 15% que não aderiram ao movimento, mas ficaram fazendo contas para ver qual seria o seu novo salário. Tentem no próximo concurso , existem muitos cursinhos por aí , é só ter capacidade!!!!!
Para Sergio Eduardo R. Souza (Funcionário público - Escrevente Técnico-Judiciário — José Bonifácio, SP) —
Li o comentário abaixo e fiquei imaginando como o Sr. atende as pessoas no balcão e trata os seus colegas de trabalho! Credo!!!É melhor passar sabão na boa.
Sergio Eduardo R. Souza (Funcionário público - Escrevente Técnico-Judiciário — José Bonifácio, SP) — 25/09/04 · 00:21
Ah: Quanto à preocupação do TJ com a população, os advogados e o serviço prestado:
Sequer querem a presidência ou o pleno colocarem em discussão a forma de pagamento dessas horas. Achou-se a saída que, para o TJ, é MARAVILHOSA: Serão compensadas contabilmente, com os créditos que os funcionários têm, em pecúnia, de férias e licenças-prêmio, alguns com mais de 4 anos de aquisição. Trabalhar a mais para por o serviço em dia, pra quê? Quem quer saber do serviço é o povo e os advogados. O TJ quer DINHEIRO.
Inclusive, isso vem de encontro ao interesse de muitos dos que aqui se manifestaram: TEM É QUE DESCONTAR. Então boa. Só eu vou perder aí uns 8.000 na brincadeira. Mas não vou precisar trabalhar nem um minuto a mais, aliás, coisa que sempre fiz e nunca cobrei por isso. Agora, foda-se. É das 9:00 às 17:30 e, depois, tchau, Dr. Se quiser o serviço pronto, volta amanhã.
E depois somos nós que não estamos nem aí para a sociedade.
Márcia Marins ou seja quem quem for, você é patética.
MARCIA MARINS (Outra - ESCREVENTE — Ubatuba, SP) — 24/09/04 · 14:37
Maravaiiiiiiiilha.
Eu quero é mais; aumento de salario, regalia, benefícios pra não fazer nada. E quando fazer fazer muuuuuuuito mal: destratar advogado chato no balcão, deixar de ajudar os burros que não sabem preencher o formulário...etc.
Tratem de pagar mais imposto porque eu preciso de um pouco mais de dinheiro. A maioria de vocês não servem pra mais nada a não ser sustentar o Estado; e a mim também (risos).
FUNCIONÁRIOS DO TJ, VOU DAR O TROCO DIREITINHO NOS MEMBROS INÚTEIS DESTA CLASSE QUANDO OS TRBALHOS VOLTAREM AO NORMAL. VAMOS DAR O QUE ELES MERECEM E PEDIRAM PRA TER.
FUNCIONARIO QUE TEM ESPIRITO DE VINGANÇA ESTA CONCLAMADO A ADERIR À MINHA ATITUDE.
NINGUÉM TEM CULPA SE ELES SÃO INCOMPETENTES, GANHAM POUCO, DEPENDE DE NÓS, E PRECISAM MARCAR PONTO NA PORTA DA CADEIA.
Juntos os humilharemos...
Obaaaaaaaaaaaa
Senhor Curioso
Se o senhor fosse um funcionário do TJ, e tivesse sofrido a série de injustiças que temos sofrido por parte da direção do TJ, o senhor certamente estaria proferindo palavras muito piores do o nosso colega Sergio Eduardo.
É aquilo.... pimenta nos olhos dos outros não arde....
CONHEÇA UM POUCO SOBRE O SR. EDISON VIDIGAL
Matéria exibida na Revista Veja, datada de 02 de junho de 2004, página 48.
Vagas abertas.
No STJ, ex-nora de Sarney ganhou duas nomeações.
O Ministro Edson Vidigal, recentemente empossado na presidência do Superior Tribunal de Justiça(STJ), já bateu um recorde. Em dois meses, fez 39 nomeações de não concursados, que passaram a ganhar salários que variam de 5.300 reais a 7.800 reais. Deles, 28 estão no próprio STJ e onze foram nomeados para o Conselho da Justiça Federal, órgão que exerce uma espécie de controle administrativo sobre os cinco tribunais federais. A cota de nomeações de Vidigal é mais polpuda que a dos antecessores, mas não é uma surpresa. Ao assumir, o novo presidente do STJ encarregou-se até de revogar portaria de dois anos atrás para desbloquear a contratação de não concursados pelo Conselho de Justiça Federal – e, com isso, abriu caminho a suas nomeações.
A assessoria do presidente garante que os 39 foram nomeados em virtude de sua vasta experiência profissional, mas, entre eles, há graduados em pedagogia, letras, psicologia e matemática, cursos que não dão habilitação especial para lidar com a burocracia jurídica. Um deles, José Dion, indicado para diretor-geral do STJ, é engenheiro eletrônico, embora o regimento interno determine que o ocupante do cargo seja graduado em direito, administração ou economia. Membro do STJ há dezesseis anos por nomeação do então presidente José Sarney, Vidigal fez questão de retribuir a honraria e nomeou Maria Beatriz Sarney, neta de Sarney, e Lucialice Cordeiro, ex-nora de Sarney. Aliás, o entusiasmo na hora de empregar Lucialice foi tanto que Vidigal chegou a brindá-la com duas nomeações no mesmo dia – uma para o STJ e outra para o conselho, que acabou anulada.
E DEPOIS VEM METER O BEDELHO NA GREVE DO JUDICIÁRIO DE SÃO PAULO
Em resposta ao Senhor Curioso, que ficou extremamente chocado com uma palavra de baixo calão utilizado em uma de minhas manifestações anteriores:
Não se preocupe com meus colegas. Eles gostam de mim. Gostam por que eu digo o que penso, e sem meias palavras. Mas também por que sou uma pessoa normalmente justa e conciliadora. Em casos de conflitos, não fico procurando culpados, como todos fizeram no nosso caso: costumo levar todos a buscar uma solução. E, se vc quer saber, digo muitos "foda-se", sim, normalmente. E é exatamente o que estão dizendo muitos de nós, funcionários, que SEMPRE tivemos comprometimento com o serviço dos cartórios, e SEMPRE fomos atrapalhados pelos desencontros de Juízes, Promotores e até da Douta Corregedoria, que sempre que faz uma alteração nas normas para o "aperfeiçoamento" dos serviços, cria um enorme problema e se esquece de oferecer os meios necessários para que se encontrem as soluções.
E por que estamos dizendo? Por que cansamos de ver esse exemplo vir de cima. Eu mesmo já ouvi, da boca de Juízes (mais de um), quando questionados ao darem ordens que contrariavam as normas da corregedoria, a mesma expressão por mim escrita. Era assim, exatamente: "Fodam-se as normas. Faça o que eu mandei." E aí? Vai dizer que estou mentindo? Ou é por que a palavra escrita choca mais seus olhos sensíveis?
E, nesse ponto, temos até que ressalvar a classe dos advogados. Eles, ao tumultuarem alguns processos, estão utilizando os recursos que possuem para fazer o seu trabalho. E estão certos. Esse é o seu objetivo.
Mas eu não consigo entender o que estão fazendo Juízes, Promotores e a própria Corregedoria quando tumultuam os serviços.
Por fim, utilizei a chocante, horrível, absurda, e tremendamente impressionante expressão "foda-se", a qual, inclusive, inventei, e nem sei como o Sr. Curioso sabe o que siginifica, para ilustrar exatamente o que está acontecendo: Se nem a Presidência do TJ está muito preocupada com o atraso causado pela greve, preferindo resolver seus problemas de caixa a exigir a compensação das horas para a minimização do atraso, NÓS É QUE VAMOS ESTAR????? Pense, Sr. Curioso.
E, só para ficar consignado: Eu escrevi o que penso, com todas as letras e sem meias palavras, e pus aqui o meu nome, o meu cargo e a comarca em que trabalho. E o Sr.?
Só isso já o desqualifica completamente.
E se o Sr. Curioso, ou qualquer outra pessoa, quiser, meu e-mail está à vossa disposição.
(É o envelopinho azul depois do nome, ô!!! Dãããããã.....)
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no meio do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no meio do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se.
Millôr Fernandes
AINDA PARA O SR. CURIOSO, e para outros "chocados" de plantão.
TEXTO DO MILLOR FERNANDES - Os Palavrões
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o susto escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
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