Propostas de mudanças não salvarão Judiciário, diz Peluso

As mudanças legislativas que se processam no Congresso Nacional não salvarão o Judiciário. A afirmação é do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso. “Nem o Estatuto da Magistratura nem a reforma em curso vão resolver nossos problemas”, afirmou ele, durante o II Encontro Nacional de Juízes Estaduais, que terminou na segunda-feira (11/10), em São Paulo.

O decálogo de Peluso começou com fórmulas alternativas, como a Justiça itinerante e entrou pelo capítulo das verbas. “Não haverá reforma de verdade no Judiciário sem dinheiro”, disse o ministro, propondo que a retenção de verbas orçamentárias seja passível de enquadramento como crime de responsabilidade.

O fato de o Judiciário de São Paulo, o estado mais rico da Federação, só agora iniciar sua informatização, segundo o ministro, não se explica pela incompetência administrativa dos desembargadores, mas por falta de dinheiro. “Faltam verbas até para coisas muito mais simples”, afirmou.

Peluso defendeu também a vinculação das receitas oriundas de taxas judiciais ao custeio dos serviços judiciários. Politicamente, ele propôs a eleição de metade dos integrantes dos órgãos especiais dos Tribunais de Justiça com os votos dos juízes de primeira instância. Organicamente, a proposta é a proibição expressa e definitiva do nepotismo.

O ministro defendeu que a quarentena proposta para juizes que se aposentam para advogar seja rigorosamente aplicada para aliados dos governantes de plantão que se transferem do Executivo para a magistratura. Em relação ao Quinto Constitucional, Peluso propôs a elaboração de regras mais claras e definitivas.

Peluso sugeriu ainda que o vitaliciamento se subordine à freqüência e aprovação em avaliação de aproveitamento dos novos juízes nas escolas da magistratura e um mecanismo de distinção de aposentadoria para que não tenham o mesmo tratamento o juiz que vai para a inatividade regularmente com o que sai da ativa por punição. “Não podemos permitir que a indisponibilidade acabe funcionando como um prêmio”, disse. Em relação às prerrogativas alcançadas pelo Ministério Público propôs que sejam todas estendidas à magistratura.

A idéia de que as férias de 60 dias dos juízes sejam encurtadas ou descritas como privilégio foi rebatida por Peluso. Ainda que isso seja um problema, disse ele, “as alternativas não são boas”.

A burocratização e a transformação da rotina do juiz em algo parecido com a rotina dos demais servidores, segundo ele, não terão bons resultados porque o juiz não se desliga do trabalho fora do horário de expediente. As férias de 60 dias, disse, “é um imperativo de sanidade mental”. Caso as férias sejam reduzidas para 30 dias, desafiou, “quero ver quem vai obrigar o juiz a trabalhar mais que oito horas por dia”.

caiubi disse:
13 de outubro de 2004 às 21:32

Artigo no endereço eletronico-

http://www.espacovital.com.br/artigorobson.htmro

"""" Quem assina são os juízes, mas quem
julga muitas vezes são eles""".......

Quem tiver coragem que vá ao endereço eletrônico e depois comente sobre a mudança no jucidiário, talves o que tenha que mudar seje outra coisa.

só não publico o contido no endereço supra por não ter autorização do autor, entretanto posso lembra-los de alguns dados interessantes.
um dos cartório de cidade de 100.000 habitantes
10.000 processos, mas não considerado e podem ser apenso ou não;
1- processo falência pode gerar mais de 300 habilitações
2- execução de alimentos
3- divórcio após separação
4- recursos
5- embargos
6- impugnação ( ex. valor da causa).
etc etc etc - o Eleitoral, o Pequenas Causa, A Infância e Juventude, Correjedoria dos Presídios, o Anexo Fiscal, Correjedoria do Forum local, etc, etc, etc,
Agora vejamos, o dito cartório tem apenas um reitero um Juiz de Direito. Nem por milagre ele conseguiria estar em dia com leitura, despachos, sentenças etc etc etc. Vamos analisar, honestamente. é possível? 60 dias de férias para Juiz é muito pouco, servidor sim deveria ter férias de 60 dias.

caiubi disse:
13 de outubro de 2004 às 21:35

Desculpem CORREGEDORIA

advogadovirtual disse:
13 de outubro de 2004 às 21:49

Esses Juízes são muito é folgados...

O ano tem 365 dias.

Menos 60 dias de férias...

Menos 20 dias de recesso...

menos 96 dias do fim de semana... (trabalhadores tem que suar nos sábados)

Sobram apenas 189 dias, ou seja, míseros 06 Meses.

O pior não é isso, nesses parcos 06 meses, é muito difícil encontra-los, pois sempre estão participando de congressos, encontros ou eventos jurídicos diversos.

Sem falar nos feriados e "imprensados".

Além do mais é um verdadeiro pé de cobra encontrar um juiz fora do expediente fazendo um trabalho extra. O que eu vejo é que ao badalar da 18:00 o fórum se transforma numa pista de corrida, quem não sair da frente é atropelado.

Chegar na hora? Bem... Alguns chegam, mas o comum é ve-los chegar atrasados 1 ou 2 horas.

Aqui em Pernambuco as vezes eu pergunto pelo Juiz faltoso na secretaria da Vara, e recebo a seguinte resposta: ele está no tribunal. Tem dias que eu acho que o tribunal tem mais juízes do que desembargadores.

E depois ainda colocam a culpa nos advogados, que dizem ser protelatórios e que interpõem recursos desnecssários.

E fica a pergunta: Qual será a causa da morosidade da Justiça?

Com a palavra a sociedade.

caiubi disse:
13 de outubro de 2004 às 21:51

Por favor o endereço correto é
http://www.espacovital.com.br/artigorobson.htm

caiubi disse:
13 de outubro de 2004 às 21:54

Artigo no endereço eletronico-

http://www.espacovital.com.br/artigorobson.htm

"""" Quem assina são os juízes, mas quem
julga muitas vezes são eles""".......

Quem tiver coragem que vá ao endereço eletrônico e depois comente sobre a mudança no jucidiário, talves o que tenha que mudar seje outra coisa.

só não publico o contido no endereço supra por não ter autorização do autor, entretanto posso lembra-los de alguns dados interessantes.
um dos cartório de cidade de 100.000 habitantes
10.000 processos, mas não considerado e podem ser apenso ou não;
1- processo falência pode gerar mais de 300 habilitações
2- execução de alimentos
3- divórcio após separação
4- recursos
5- embargos
6- impugnação ( ex. valor da causa).
etc etc etc - o Eleitoral, o Pequenas Causa, A Infância e Juventude, Corregedoria dos Presídios, o Anexo Fiscal, Corregedoria do Forum local, etc, etc, etc,
Agora vejamos, o dito cartório tem apenas um reitero um Juiz de Direito. Nem por milagre ele conseguiria estar em dia com leitura, despachos, sentenças etc etc etc. Vamos analisar, honestamente. é possível? 60 dias de férias para Juiz é muito pouco, servidor sim deveria ter férias de 60 dias

Servidor disse:
14 de outubro de 2004 às 00:27

Paulo Perazzo,
Se você vier a São Paulo, no Palácio da Justiça onde ficam os Desembargadores, você constatará que eles chegam para trabalhar as 13:00 horas e por volta das 15:00 ou 17:00 começa a debandagem. Aqui sim quem não tomar cuidado acaba atropelado pelos Desembargadores trabalhadores.
O escândalo não é só aí não, crei ser em todo o país a mesma coisa.
Desse jeito o judiciário não tem salvação mesmo.

Henrique da Rosa Ziesemer disse:
14 de outubro de 2004 às 09:43

Olha, de tudo o que eu ouvi falar em reforma do Judiciário, as palavras do Ministro Peluso são sem dúvida, o que de mais sensato e ponderado que já foi dito. O problema está dos dois lados. De um, o Judiciário, com suas limitações, e assoberbado de trabalho e sem estrutura. De outro, os que querem colocar a culpa de tudo no Judiciário. Nenhum poder é perfeito. O Judiciário tem problemas, os juízes têm, todos são humanos. O Executivo tem vários defeitos, que eu nem perderia tempo em citar, pois todos sabem. O Legislativo está mais preocupado em fazer acordos políticos que outra coisa, além de ser muito lento também (mais de 20 anos pra aprovar o Código Civil - O antigo poderia vigorar por usucapião nesse lapso de tempo).

Partindo de que existem bons e maus profissionais em todas as áreas, vamos começar do ponto em que todos são bons, coerentes, e sérios. Fazer um Juiz presidir um júri por 10, 12, 14 horas seguidas e pensar que ele não estará cansado e esgotado para o próximo dia de trabalho é um absurdo. Há os Juízes que levam 2, 3, 4 meses ou um ano pra um simples despacho. Esses também merecem ser revistos. Outro ponto. A estrutura. Faltam servidores, micros, veículos, e muitas vezes, uma boa dose de boa vontade também, por parte do pessoal. Consigo ver os dois lados.

Quanto aos recursos, fala-se muito em excesso de recursos, que atravanca o processo e tal. Bem, quem recorre não é Juiz, e sim o advogado, que na MAIORIA das vezes quer levar tudo às últimas consequências. Os recursos são um direito e uma garantia do direito das partes. Se bem usados, da forma correta, são muito válidos. Talvez pudéssemos rever a maneira de usá-los e as consequências do uso indevido, e não simplesmente retirá-los ou ficar mudando prazo pra isso, prazo pra aquilo.

Wilson Andrade disse:
14 de outubro de 2004 às 11:27

Causa espécie o comentário do emin. min. César Peluzo, do STF, ao afirmar que, se o TJSP ainda não esta informatízado até hoje, tal se deve à absoluta ausência de recursos. É que talvez por falta de memória, o ministro não se recorde de que há alguns anos, o TJSP, ao invés de aplicar recursos disponíveis de grande monta na informatização do sistema, optou pela renovação de toda a frota de veículos oficiais luxuosos que servem aos desembargadores da corte paulista, o que traz bem à tona a real dimensão do problema, na medida em que revela as reais prioridades dos julgadores de segundo grau com assento no TJSP.

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