“O melhor momento de negociar é antes da assinatura da procuração. Até esse instante, o advogado age com seu natural instinto de vendedor, procurando seduzir o cliente. Acontece como no amor: para conquistar a mulher, o homem promete desde um bom jantar até um anel de casamento (ou, com um pouco mais de entusiasmo, os anéis de Saturno…), mas depois de tudo consumado, talvez esteja cansado para ir buscar um copo de água na geladeira… Assim, antes de assinar o contrato, negocie descontos e condições especiais, beneficiando-se do excesso de advogado no mercado. Sua condição de negociar ficará pior depois de começado o processo”.
A afirmação é do advogado Ernesto Lippmann, que ensina como negociar honorários com advogados no livro Você tem todo direito! Como escolher um bom advogado e garantir seus direitos”. Publicado pela Editora Futura, a obra oferece ao leitor um passaporte para o mundo do Direito. Ele mostra aspectos que muitos preferem deixar embaixo do tapete e esclarece a relação entre cliente e advogado.
Lippmann não só explica os procedimentos corretos como também utiliza exemplos concretos baseados em sua própria experiência e em entrevistas com outros advogados, juízes, promotores, procuradores e clientes.
O advogado diz como deve ser a busca e a escolha por um bom profissional do Direito, revela os passos para se entrar com uma ação, mostra a forma de como o cliente pode se proteger da má prestação de serviços de um advogado e como recorrer à Justiça sem a necessidade do profissional, além de dicas simples de como economizar até 20% em honorários advocatícios. (Veja as dicas abaixo).
Ernesto Lippmann aborda ainda: Como preparar o primeiro encontro com o advogado. O que perguntar. Como descobrir o bom profissional; Como negociar os honorários com o advogado; O que fazer quando você não está satisfeito com seu advogado; Avaliar quando está na hora de trocar de advogado e como fazê-lo; Saber quando o advogado pode ser responsabilizado pela perda do seu processo; A quem recorrer se não puder pagar um advogado.
A obra deve ser lançada nas próximas semanas. O preço sugerido é de R$ 29. Clique aqui para obter outras informações
Leia as dicas de negociação de honorários
O melhor momento de negociar é antes da assinatura da procuração. Até esse instante, o advogado age com seu natural instinto de vendedor, procurando seduzir os clientes. Acontece como no amor: para conquistar a mulher, o homem promete desde um bom jantar até um anel de casamento (ou, com um pouco mais de entusiasmo, os anéis de Saturno…), mas depois de tudo consumado, talvez esteja cansado para ir buscar um copo de água na geladeira… Assim, antes de assinar o contrato, negocie descontos e condições especiais, beneficiando-se do excesso de advogado no mercado. Sua condição de negociar ficará pior depois de começado o processo.
Procure um segundo orçamento. Especialmente em causas de grande valor, você pode — e deve — consultar um segundo advogado e verificar quando cobrará pelo serviço. É sempre um balizamento. Como em qualquer outro serviço, ter um segundo orçamento é trunfo importante para a negociação.
Não aceite pagar tudo antes do fim do processo. Você não deve assinar um contrato que o obrigue a pagar o valor total dos honorários mesmo que você decida mudar de advogado nomeio da ação. É justo que o advogado se resguarde e queira receber uma parte proporcional ao serviço prestado, mas não é razoável que exija receber todo o pagamento antes de terminado o processo.
Negocie uma parte do pagamento à base do êxito da causa. Se você estiver entrando com o processo, o success fee (literalmente, pagamento pelo sucesso obtido) será uma porcentagem, do valor decidido pelo juiz. Se for réu, consistira na diferença entre aquilo que a outra parte quer e o valor concedido na sentença final.
Encaminhe clientes para obter descontos. Embora seja vedado pelo código de ética o advogado remunerar quem lhe traga clientes, na prática é possível tentar negociar desconto por apresenta um colega da mesma empresa com problemas igual ao seu, outros consumidores que tenham sofrido com a mesma viagem desastrosa etc.
Desconto no caso de empresas. “Casar” serviços mais e menos rentáveis pode favorecer a negociação das empresas ao contatar um advogado. Existem ações trabalhosas e menos rentáveis, bem como processos fáceis e lucrativos para os escritórios. A maioria das ações tributárias se encaixa nesse terreno: quase sempre utilizam teses prontas, exigindo basicamente preencher alguns dados num modelo disponível no computador, sem necessidade de audiências ou outros atos desgastantes. Os valores envolvidos são altos, em face da voracidade do “leão”, e, geralmente, o escritório cobra uma porcentagem desse montante. Em resumo, é o tipo de causa que agrada e pode equilibrar o preço das mais complicadas.
Volume implica redução de preço. No caso de empresas, a regra do atacado vale tanto para lápis quanto para advogados. Se for comprar um lápis numa papelaria, o preço é um. Para uma dúzia, há um desconto. Nos escritórios de advocacia, a regra é a seguinte: quanto maior o volume de trabalho, melhor sua condição de negociar o preço, seja em relação ao valor mensal, seja em relação ao valor da hora trabalhada. Por exemplo, determinada empresa cujo avião caiu em cima de várias casas, matou mais de cem passageiros e terá processos para movimentar um escritório durante anos, pagará muito menos por hora de serviço do que outra empresa envolvida em acidente leve com uma única pessoa ferida. Assim, nas causas grandes, pode ser negociada uma tabela decrescente no valor e horas, digamos as primeiras mil horas custarão R$ 200 ao cliente; de 1.001 a 2 mil, R$ 180; de 2.001 a 5 mil, R$ 150; e daí em diante, R$ 120. Se pensarmos nessa hipótese, sem nenhum desconto, 10 mil horas de trabalho custariam R$ 2 milhões. Com a tabela de descontos progressivos, haveria uma economia de mais e R$ 500 mil!
Fixe o preço. Procure sempre determinar no contrato um valor máximo para os honorários, mesmo em causas cobradas por hora de serviço.
Pague menos por serviços simples. Quando o contrato for estipulado com base em horas de serviço, tente negociar menor valor para as horas de acompanhamento no fórum, organização de documentos e serviços feitos por estagiários – estudantes de Direito que executam serviços menos complexos e mais demorados e que raramente recebem mais que quatro salários mínimos por mês. Então, por que você pagaria US$ 50 por uma hora desses serviços?
Nos contratos ad exitum, negocie porcentagem menor caso o processo termine num acordo rápido. Numa ação trabalhista, se logo na primeira audiência a empresa oferece um acordo e for encerrado o processo, obviamente há menos trabalho do que se o processo continuar com outras audiências, discussões sobre laudos de peritos, apelação, acompanhamento de cálculos, penhora de bens etc… Assim, é justo prever porcentual de honorários mais baixo se a causa for resolvida com menos trabalho. Por outro lado, se o advogado reivindicar porcentual maior caso haja necessidade de propor um recurso em Brasília, aceite, por que também é justo. Mas negocie como contrapartida uma redução caso haja conciliação antes da primeira sentença.
Negocie a sucumbência como parte do pagamento. Em quase todas as demandas — exceto ações trabalhistas, Juizados de Pequenas Causas, ações criminais e mandados de segurança — há previsão legal de que o perdedor deve arcar com as despesas do processo, inclusive custas, perícias e honorários de advogado…. de 10 % a 20% do valor da causa. Embora tal valor (que se denomina sucumbência) costume ficar abaixo do cobrado pela maioria dos escritórios, especialmente em causas complexas e com muitos incidentes processuais, isso significa que haverá um saldo a seu favor no final da demanda a ser pago pela parte contrária. Sem dúvida, isso pode ser utilizado para abater parte do devido, como honorários. Assim, se o advogado disser que a sua causa certamente será ganha, uma das possibilidades é negociar a sucumbência como parte do pagamento dos serviços dele…
Fama vale desconto. Se a sua causa for diferente das demais ou se envolver uma pessoa famosa, ela decerto irá gerar possibilidade de divulgação do escritório pela mídia. Negocie a propaganda que você estará trazendo para o advogado sob a forma de desconto.
Exija um contrato claro. Leia atentamente o contrato de honorários. Um bom advogado elabora um documento compreensível para o cliente. Ele não pretende engana-lo. Mas se houver qualquer frase que lhe pareça confusa, peça explicação. Depois, insista para que os termos da explicação forma clara. Isso não envolve dificuldade nenhuma. Um modelo sempre pode ser adaptado – e isso ficou ainda mais fácil graças aos computadores.
Evite levar os papéis na última hora. Emergências custam mais caro. Além disso, podem comprometer sua condição de negociar, pela ansiedade e pela dificuldade de ver alternativas por causa da pressão do tempo. Procure sua defesa imediatamente, assim que receber a citação judicial. Se um chaveiro cobra mais caro no domingo ou à noite, por que um advogado faria diferente? Se o trabalho demandar horas extras no escritório, quem respondera pelo custo adicional? Você, evidentemente. Sem contar os custos indiretos, como telefonemas em vez de e-mails, sedex substituindo cartas normais — e, o mais grave, a tensão de trabalhar contra o relógio, pensando no prazo, que sempre piora a qualidade do serviço.
Estou pasmo de vê tanta cara de pau! Esse senhor que se intitula advogado (parecer ter algum paretensco com um juiz do Tribunal da 4.º Região que o conheço pessoalmente desde há época que advoguei no Paraná), não conhece nada do oficio. A uma, advogado não é peão braçal, para aferir seu trabalho pelas sacas de açucar que irá carregar. Duas, a quantidade de advogado na praça (quase sempre somente bacharéis), não quer dizer que os honorários a ser cobrado, pelo um profissional sério, será pela bacia das almas. Três, não existe na área jurídica demanda fácil - fácil é manga raspada. Pontofinalizando, tenha pena do advogado que tiver cliente que for lhe impor tal "cartilha" goelha abaixo...
Gostaria de saber do nobre colega que escreveu tal livro, já em alguma parte do mundo já leu algum livro, por exemplo, de algum médico que ensina como negociar os honorários de uma cururgia,por exemplo - bom se lhe deixo vivo cobro tanto ,mas se ficar parcialmente inválido cobro tanto, se morar ndada cobro antes. Ou, se já leu algum livro de algum dentista por exemplo, onde ensina, olha meu caro, se mastigar direito após o implante conbro " Y", CASO CONTRÁRIO COBRO "X", por fim, já leu algum outro livro de qualquer outra profissão liberal desta espécie ???
Impressionante e decepcionante como o colega advogado autor do livro - " Você tem todo direito! Como escolher um bom advogado e garantir seus direitos" - rotula a classe à qual pertence e tenta diminuir-lhe o valor.
Enquanto a OAB está trabalhando para estabelecer honorários mínimos, o colega escreve um livro totalmente contrário ao objetivo da Instituição.
Existe uma tabela da OAB para a cobrança dos honorários, e para o profissional que tem credibilidade, oferece segurança e é bem conceituado no mercado, recomendo a leitura do livro Seu Cliente Pode Pagar Mais - Como valorizar o que você faz - Autor: Ian Brooks, Editora Fundamento.
Negociar a sucumbência como parte do pagamento...bem, acho que isso foi piada. Não foi????
Daniela Delai Rufato
Advogada - Direito Médico
danielarufato@uol.com.br
Sem comentários.
Espero que a OAB reaja.
Pelo que entendi dos comentários dos distintos advogados, abaixo, o advogado deveria fazer o mínimo pelo máximo?
Bem, aproveitando, informo ainda à Advogada Daniela que, através do Estatuto da Advocacia, revogado pela Lei nº 8.906/1994, os honórários de sucumbência indenizavam a parte vencedora nos honorários de contratação pagos ao advogado, até o limite destes - e eventual excesso pertencia ao advogado. Isto é, regra geral, o advogado era pago uma vez pelo serviço (considerando um processo = um serviço).
Na situação atual, pode ser remunerado duas vezes no mesmo serviço - honorários de contratação + honorários de sucumbência.
Não me ocorre que os advogados morreram de fome, por receberem apenas os honorários de contratação acrescida, quando for o caso, da diferença dos honorários de sucumbência (evidente que, se não havia honorários de contratação, os de sucumbência pertenciam integralmente ao advogado).
Pelas minhas experiências profissional e pessoal, reconheço a importância e a dificuldade do serviço do advogado, além da própria concorrência.
Mas instruir os não bacharéis sobre seus direitos e obrigações frente aos seus advogados não me parece ferir qualquer preceito ético ou legal.
Ou será que os advogados estão defendendo que a população, quanto mais ignorante, melhor (tal qual faz boa parte da classe política)?
Desculpe-me, não deveria perder o meu tempo em comentar esta baboseira toda, espero que a OAB tome as devidas providências, principalmente, no caso da sucumbência e da publiciadade do caso (marketing), que lançou para o lixo o Código de Ética do Advogado.
E qto aos comentários do sr audtor fiscal, este sim, deve ser sim um cliente em potencial.
Já sei, isto é uma pegadinha?
Peter Caio Tufolo
Bacharel em Ciências Biológicas Modalidade Médica e Bacharel em Direito
Sugiro que modifiquem o título:
"Ex-Advogado ensina como cliente pode negociar honorários"
Realmente estou me sentindo um fóssil.
Papai ensinava que "ninguém procura Advogado nas 'Páginas Amarelas'".
Ao que parece a visão hodierna - lamentavelmente - é outra.
Comércio puro.
Tabela de Honorários, Código de Ética, Estatuto... ?
"Ad calendas graecas".
Comércio puro; nada mais.
Que pena.
A advocacia não é uma atividade comercial e o serviço desse profissional não é uma mercadoria posta em leilão. Ademais, o seu exercício pressupõe uma relação de mútua confiança entre o profissional e o cliente. Assim, o advogado não pode ser tratado como o mercenário que não é. Esse advogado que "ensina" a "tática do jogo" supra, transmite uma péssima e irreal imagem do profissional do Direito para o cliente potencial. Deve ter esquecido que existe o Código de Ética e Disciplina da OAB, que existe a Tabela de Honorários adotada pela OAB e que existem as sanções impostas pela OAB ao mau profissional no que diz respeito às relações deste com o cliente. Sinto-me ofendido e repudio veementemente essa tal "tática de jogo".
Não há nada de novo no que o colega disse. É isto mesmo que acontece por aí, e todo mundo sabe disto. Pelo menos ele não foi demagógico. É assim que as coisas acontecem por aí mesmo. Com a OAB assistindo de camarote, seja porque ninguém denuncia (a categoria é omissa) seja porque há muito advogado que usa da OAB para angariar causa também. Bem disse o atento leitor Vendedor: modifiquem o texto para "ex-advogado", porque este aí tá ferrado. Vai pagar o pato por ter tido a ingenuidade de ir à público e dizer que o rei está nu.
Sobre o "ai meu Deus do Céu" sobre os honorários de sucumbência, no julgamento de mérito da ADIn nº 1194 (ainda não concluído), o Relator, o então Ministro Maurício Corrêa dispôs (extraído do site do STF, notícias, 04/03/2004):
O ministro entendeu que a sucumbência é um direito disponível, e de acordo com o disposto nos artigos 22 e 23 do Estatuto da Advocacia, que asseguraram expressamente que o advogado tem direito aos honorários de sucumbência. “Pertencendo à verba honorária ao advogado, não se há de falar em recomposição do conteúdo econômico-patrimonial da parte, criação de obstáculo para o acesso à Justiça, e muito menos em ofensa a direito adquirido da litigante”, afirmou Corrêa. Ele julgou a ADI procedente em parte, quanto ao artigo 21, caput e seu parágrafo único, para lhe dar interpretação conforme a Constituição, possa haver estipulação em contrário sobre os honorários da sucumbência.
Portanto, não vejo porquê razão os não bacharéis não podem ser informados de que isto existe e é possível juridicamente. Não entendo por que seria melhor manter a população na ignorância.
Discutindo tal assunto com um conselheiro da OAB/MG, constatamos que o caso é gravissimo! Diga agora de ora em diante, Dr. Busato para o que veio? Todos os advogados sérios foram colocados numa vala comum. Até porque, advocacia não é uma atividade fim, mais meio. Esperamos agora, qual a providência irá ser tomada pelo Tribunal de Ética, da comarca de São Paulo. A classe está a aguarda.
Gostaria de saber do autor desse livro se ele já leu o Código de Ética e Disciplina da OAB?
Segundo o artigo, A OBRA "DEVE" SER LANÇADA NAS PRÓXIMAS SEMANDAS.
Utilizando a mesma digressão do autor, o casamento pode ser desfeito no altar.
Colegas,
Fico realmente espantado com o que escrevem hoje em dia.
Como se nós, Advogados sérios, já não tivessemos problemas suficientes na Vida, agora aparece alguém que escreve um livro para "como se proteger dos advogados" ou "como regatear preços dos serviços de advogados", como se nós, Advogados, fossemos verdadeiros bandidos.
E o pior é que isso foi escrito por um "Advogado"...
A Advocacia, realmente, está banalizada.
E, o pior, é que vem sendo banalizada, muitas vezes, pelos próprios advogados, que se acham no direito de jogar a profissão na lama, dando um chute no Código de Ética e no Estatuto do Advogado, em prol de seus próprios interesses mesquinhos.
Pois, Dr. Ernesto Lippmann, essas táticas podem funcionar muito bem em relação ao Senhor, mas contra mim e outros profissionais sérios não vai funcionar.
Porque o candidato a cliente que entrar no meu escritório pleiteando "desconto" no preço vai receber um sonoro "não" e se não gostar do meu preço que vá bater na porta de outro profissional, porque só aqui em Santos-SP há tantos advogados (ou bacharéis com carteirinha da O.A.B. que acreditam que são advogados) que o Cidadão não vai precisar andar uma quadra para encontrar outro.
E eu não me aborreço com isso !
Meu escritório está no mesmo lugar desde o dia 03 de maio de 1.999, portanto, há 05 anos, e já enfrentei duas greves do Judiciário Estadual e uma greve da Justiça do Trabalho, e vi escritórios abrindo e fechando à minha volta, e eu aqui, firme e forte... Oras, por quê será ?!?
E os Advogados de verdade, àqueles que valorizam a sua profissão e os serviços que prestam, não devem ter qualquer receio de recusar àquele cliente que "quer montar em cima" do Advogado.
Há muitos bacharéis com carteira da O.A.B. na praça mas poucos Advogados de verdade.
Cansei de ver gente saindo do meu escritório, contrariada com o preço, para levar a sua causa para àquele "advogado" que cobrava só 10% do meu preço, e voltando alguns meses depois porque o tal "advogado" não estava fazendo nada no processo ou, então, havia sumido e não conseguia saber o andamento da sua causa.
Eu, realmente, tenho pena dessas pessoas que acham que Advogados existem às centenas e que podem nos submeter a sua vontade, desejando arbitrar o preço dos nossos serviços e, até, dizer como devemos trabalhar.
Advogado é, sim, como as Faculdades de Direito no Brasil: existem aos milhares, mas poucas têm qualidade e podem ser realmente denominadas de "Faculdade de Direito".
Sei não ! Da forma como o livro está mostrando a nossa classe , dá impressão que a advocacia é um grande mercado municipal , com oferta para todos os gostos . O cliente só deve lembrar um detalhe quando contrato um advogado : o barato sai caro , muito caro ! Sou assessor de tribunal de ética da OAB/ SP e vejo que as querelas entre clientes e advogados normalmente passam pela baixa remuneração dos serviços prestados . Fica o recado !
Que tal o colega abrir um capítulo, senão dois, direcionado aos advogados iniciantes, de COMO SE DEFENDER DOS CLIENTES E PRETENSOS CLIENTES. Ele deve saber, caso advogue, que enfrentamos problemas desta ordem(e como). Seria, pois, uma forma de "equilibrar" a evidente agressão que nos será colocada nesta obra.
Com razão o Dr. Régis C. Ares.
Muitas pessoas sem instrução estão advogando e, como ele, também não me preocupa a barganha de honorários, pois o bom advogado pode cobrar o "olho da cara", que, mesmo assim, terá causas para trabalhar.
Quanto ao advoigado ruim, a estratégia deve ser esta mesmo: disputar nos preços....
Simplesmente ridículo. Meus comentários nas notícias sobre a greve são justamente visando o total desrespeito a profissão. Quando nós temos palavreado desnecessariamente sem educação, transformamos nossa profissão nisso.
O que o nobre colega Vinicius Bugalho está certo. Quem paga pouco vai receber um serviço sem a qualidade correta. Aquele que, conforme relatado acima, contrata serviço de baciada (Volume implica redução de preço), vai receber o serviço de mesma qualidade. E pior, a fama do serviço entra na conta!!!
Se nenhuma medida for ser tomada a esse portador de ordem, eu juro que vou fazer propaganda, poruqe tudo virou do avesso.
O MAIS RIDÍCULO, ELE MANDA O CLIENTE DESRESPEITAR A LEI. Só espero que a OAB não seja tão inépta quanto no caso da greve.
Sr. Waldir Alves,
Saudações!
Claro que o Senhor, como qualquer indivíduo, tem o sagrado direito constitucional de expor sua respectiva opinião, por mais absurda e incoerente que seja, desde que não desrespeite os direitos alheios.
E, considerando esse direito assegurado pela Carta Magna, gostaria de apresentar, também, a minha opinião.
Sr. Waldir, primeiramente, o senhor comete o pecado de generalizar, denegrindo a todos os advogados, fazendo-nos parecer uma corja de pilantras.
E a verdade não é essa.
Em todas as profissões há bons e maus profissionais.
Há bons e maus advogados como há bons e maus metalurgicos.
Parece que o Senhor já deve ter tido alguma experiência ruim com algum "advogado" e, sendo assim, denuncie o mesmo à O.A.B., até porque, realmente, necessário se faz uma limpeza nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, para que sejam retirados de nosso meio àqueles "Bacharéis com carteira da O.A.B. que acreditam ser Advogados" e que estão "advogando" sem se importar com as responsabilidades que lhe são confiadas e sem qualquer carinho pela profissão, visando única e exclusivamente o dinheiro.
No entanto, o assunto em questão são os honorários profissionais do Advogado.
Obviamente, o Senhor, como Metalurgico, como Empregado, não gostaria que o seu Patrão lhe propusesse reduzir o seu salário.
O Senhor, sendo um bom profissional, sendo qualificado para a atividade que exerce, obviamente, não irá gostar que seu Patrão lhe deprecie, sequer cogitando em minorar a sua justa remuneração.
O mesmo se refere a nós, Advogados.
Nossa atividade não é fácil e quem vive o dia-a-dia desta profissão sabe quantos leões matamos por dia, quantas caras feias enfrentamos e o quanto temos - sempre - que estudar para estarmos constantemente atualizados com as novidades legais que aparecem todos os dias.
E, diante disso, nada mais fazemos do que aplicar a tabela de honorários da O.A.B. (que, aliás, já está bem defasada), a qual, segundo nosso Código de Ética, somos obrigados a respeitar os seus limites.
E ainda querem "regatear" ou "condicionar" nossos honorários?
Quem não tiver condições de pagar um advogado, existe a Procuradoria Geral do Estado para prestar a assistência jurídica ao necessitado.
Não há o quê se reclamar...
Agora, o Individuo quer constituir um advogado particular e ainda deseja "desconto" em honorários?
Sinto muito, mas para essas pessoas, a porta do escritório é serventia do estabelecimento: Tchau e Boa Sorte !
Colegas,
Face ao assunto em questão, gostaria de partilhar com os Senhores uma lição que aprendi recentemente.
Em minha cidade, Santos-SP, há um fotógrafo muito respeitado, sendo considerado até por seus colegas um dos profissionais mais competentes e qualificados desta região.
Tenho a sorte de ser amigo e advogado desse fotógrafo já há cinco anos, razão pela qual muitas vezes trocamos idéias e opiniões pessoais e profissionais. E para mim, que sou mais jovem (tenho 34 anos), trata-se de um privilégio.
Nesta quarta-feira, estava eu no estúdio dele, quando conversavamos a respeito de trabalho.
Ele, em razão da excelente qualidade de suas fotos e filmagens, comentava que não estava conseguindo aceitar todos os serviços que lhe eram propostos (na maioria, fotos e filmagens de casamentos), mesmo contando com duas equipes.
E esse Fotógrafo, verdade seja dita, não cobra nada barato.
Seu estúdio é um dos mais bem equipados da Baixada Santista e está sempre investindo no que existe de melhor em tecnologia.
Nunca soube de qualquer reclamação de algum cliente dele. Muito pelo contrário.
Bom, mas, voltando ao assunto, ele comentava que não estava mais conseguindo aceitar a grande quantidade de serviços porpostos.
Eu, na minha lógica, comentei: "Você, em breve, irá precisar ter uma terceira equipe"...
Para a minha surpresa, porém, ele disse exatamente o contrário: "Que nada, Régis, melhor ter apenas uma equipe, cobrar um pouco mais caro, cobrir um evento por vez e sempre manter a excelente qualidade do serviço".
Realmente, ele estava certo, como, aliás, sempre esteve...
O mesmo pode ser aplicado a nós, Advogados.
Não é o preço "acessível" que fará com que tenhamos clientes.
Porque, reduzindo os honorários, o Advogado precisará trabalhar para 10 clientes para obter o que ganharia com 03 clientes se observasse os limites da tabela de honorários da O.A.B., sendo que, normalmente, não se consegue, desta forma, manter a mesma boa qualidade no serviço.
Se conseguir, o Sujeito não é Advogado, ele é Mágico...
Boa qualidade de serviço requer uma boa estrutura de trabalho, exige fazer uso de toda a tecnologia e recursos necessários e sempre estar se especializando em cursos das áreas em que atua.
Daí, o quê é mais importante para àquele que busca o serviço de um Advogado: Preço baixo ou qualidade alta ?
E, Colega, o que é mais importante para você: ser conhecido como um Advogado de qualidade ou como um profissional barateiro ?
Pensem nisso...
Sinceramente, não entendo tanta polêmica.
No meu ponto de vista, os serviços prestados, tanto por advogados, ou por qualquer outro profissional, estão sujeitos às mesmas regras economicas que regem qualquer relação de consumo.
Qualidade do serviço tem preço.
O que me parece ser mais grave nessa relação clientexadvogado, é que o cliente, ao contrário de qualquer outra forma de analisar o que pretende comprar, simplesmente, na maioria dos casos, não sabe absolutamente nada sobre como avaliar o serviço prestado por um advogado.
Acredito que o objetivo da matéria publicada, não seja denegrir a imagem do advogado, e sim esclarecer o consumidor sobre o serviço que ele pretende contratar.
Chego a acreditar, que os advogados que são contra a matéria, simplesmente pretendem o "status quo" da ignorancia do cliente. O que já sinaliza um "animus dolandi" do advogado.
Sr. Walmir,
A sua colocação, na parte final, é, no mínimo, ofensiva, para não dizer desnecessária.
Talvez, na sua concepção estreita, a atividade profissional do advogado pode ser comparada ao de qualquer outra atividade mercantil.
Ocorre que, diferentemente do que o Senhor imagina, a Advocacia não é uma atividade mercantil. E nem pode se-la, por imposição de nosso Código de Ética.
E Sr. Walmir, da mesma maneira que o Senhor tem todo o direito de não concordar com a minha posição ou de meus Colegas, eu tenho todo o direito de não concordar com as considerações apresentadas na matéria acima ou com o seu ponto de vista, haja vista que vivemos em um país democrático (ao menos na teoria), com o direito constitucional à livre expressão.
Quanto ao Advogado desejar o "status quo" da ignorância do cliente, como o Senhor disse em sua mensagem, que bom seria que a maioria não fosse tão ignorante das leis vigentes ou, no mínimo, usasse um pouquinho a cabeça antes de fazer suas besteiras, porque, desta forma, nosso trabalho (dos Advogados Sérios) seria minorado ou voltado para assuntos menos banais (e que geram cerca de 75% das "pendengas jurídicas").
Que bom seria que o Cidadão tivesse uma compreensão melhor do serviço efetuado pelo Advogado, pois, dessa forma, não culparia tanto o mesmo por todo e qualquer atraso provocado pela morosidade da Justiça.
Como seria ótimo se todos os indivíduos que buscassem os serviços de um Advogado desejassem, tão somente, a obtenção da Justiça, e não usa-lo como um instrumento de seu ódio ou de sua vingança pessoal.
Mais do que tudo, em nossa atividade profissional, o bom Advogado pede a Deus para que, algum dia, todos os indivíduos conheçam os seus direitos e almejem à Justiça !
Pois, acredite ou não, sonhamos com um Mundo melhor e mais justo!
Não desejamos a ignorância dos nossos clientes e de ninguém.
Muito pelo contrário: o nosso dever social é orientar !
Mas eu até relevo o seu modo equivocado de pensar, bem como a sua ofensa despropositada, Sr. Walmir, pois, como tantos outros Advogados, já estou habituado à ignorância humana...
E acredite, Sr. Walmir, ser Advogado é muito mais do que conhecer alguns termos em latim...
Prezado Sr. Reges,
Acho muito importante este tipo de forum de discussões, a fim de poder esclarecer a opinião pública de um modo geral.
Nesta matéria, ficou muito clara a posição corporativista da classe, que na sua figura encontrou o maior representante.
Quanto aos comentários feitos pelos que não são advogados, que é o meu caso, embora conheça alguns termos em latim, ficou muito claro tambem o anseio público para compreender melhor os serviços prestados pelos advogados.
Não me considero tão ignorante assim, como o senhos declara na parte final do seu texto.Aliás o pior do ser humano não é a ignorância, e sim, aproveitar-se da ignorância alheia para proveito e lucro pessoal.
Ignorantes todos somos, senão em matéria Jurídica, como em muitas outras matérias, quero entender o têrmo ignorância no sentido melhor que nossa inteligência possa interpretá-lo.
De qualquer forma fica a minha opinião, sobre a pertensão do autor do texto sobre "dicas para contratação de serviços advocatícios" no sentido de simplesmente clarear a opinião de TANTOS E TANTOS ignorantes(inclusive eu) em matéria Jurídica.
Tal ignorância deveria afetar somente aqueles que não passaram pelos banco da faculdade de Direito, mas, pelo que vejo, as vezes os próprios "Doutores" são afetados por ela.
Prezados leitores do CONJUR, que não são advogados, nunca esqueçam de guardar muito bem as matérias discutidas, e os nomes daqueles que dão suas opiniões. Afinal de contas, todos nós podemos precisar dos serviços de um advogado, e quando isso acontecer, já teremos algumas indicações quanto a QUEM recorrer. Até por conhecermos o seu ponto de vista.
No dia que nós, leigos,não cometermos tantas "besteiras", com certeza os serviços advocatícios tenderão a diminuir, e aí, só sobreviverão os competentes, e que alem de tudo não subestimam os leigos em matéria de Direito.
Leitores leigos, fiquem atentos..
Sr. Reges, obrigado por revelar sua AUTENTICA OPINIÃO.
O que chega a me parecer é que "consumidor" de serviços de advocacia, nada tem a ver com "consumidor" de qualquer outra coisa........
Se isso é uma forma de valorizar a profissão, por que não falar da importância do serviço de um médico (errou, pode matar), ou engenheiro (errou, pode matar), ou de um cozinheiro (errou, tb.pode matar).
Graças a Deus aqui no Brasil não tem pena de morte, pois pelo que podemos ver....., quantos já não estariam mortos.......
Senhores advogados, aprendam a cativar seus clientes, valorizando-os, e acima de tudo, sabendo que a ignorância jurídica de seus cliente, nunca lhes darão o direito de subestimá-lo.Vejam o que foi falado do sr. Waldir Alves(metalúrgico), nos comentários abaixo.
Vejo nesses comentários todos uma ARROGANCIA IMPAR, e a falta de humildade(como ser humano) daqueles que se julgam superiores.
Que DEUS nos ilumine......
Sr. Walter,
A Bíblia aconselha, em seu Novo Testamento, a não jogarmos pérolas aos porcos.
Por esta razão, não tentarei lhe explicar o quê o Senhor já deixou claro que não deseja entender.
Entro neste fórum com ao propósito de debater idéias e de expor as minhas opiniões.
Não sou moleque e me dou ao respeito de não participar de “desavenças virtuais inúteis” e acredito que este site é um canal de informação e de discussão de idéias (mesmo que acaloradas), razão pela qual não perderei o meu tempo respondendo às suas agressões, distorções de idéias e ironias.
Cada um demonstra a educação que tem.
Minha opinião permanece inalterada.
Agradeço a compreensão daqueles que a entenderam.
Quanto àqueles que não a compreenderam ou discordam, e, porventura, desejarem debate-la com seriedade e respeito (como, aliás, o próprio Autor do livro, supra referido, o fez), estejam a vontade para me escreverem (meu e-mail está acima).
Acredito que o debate honesto e sincero fortalece as nossas convicções.
E, Sr. Walter, fique a vontade para, doravante, escrever o que desejar.
É um direito seu.
Bem como é um direito meu ignora-lo...
Corrigindo:
Onde se lê "Sr Walter, por favor, leia-se Sr. Walmir".
Leitores do CONJUR, que não são advogados, este livro que será lançado demonstra a democratização das relações entre consumidor x prestador de serviço, inclusive, e por que não, os serviços de Advocacia.
Parabéns ao autor, que é advogado, e demonstra não temer o consumidor esclarecido. Isto é prova de competência profissional.
VAMOS COMPRAR ESTE LIVRO E ENTENDÊ-LO MUITO BEM.
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