Seis agências de modelos no estado da Bahia poderão ser obrigadas a contratar manequins negros. O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou Ações Civis Públicas contra as agências.
O MPT quer a obrigação das empresas à contratação de um modelo negro do sexo masculino ou feminino, sob pena de multa liminar diária de R$ 2.500, revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Também foi formulado pedido de condenação de cada agência por dano moral difuso, no valor de R$ 150 mil.
As ações foram motivadas a partir de denúncias feitas por entidades do movimento negro na Bahia. Durante o seminário de Inclusão de Trabalhadores Negros no Mercado de Trabalho, ocorrido em 22 de outubro de 2003, em Salvador, representantes das entidades formularam denúncias de que as agências discriminavam homens e mulheres negros.
As agências alvo da representação do MPT são as seguintes: People Produções e Eventos; Mega Models; CLP Agências de Modelos; Zenilda Pamponet; e Model Club, de Salvador; e Modit Models, instalada em Juazeiro, interior do estado.
O procurador do trabalho Manoel Jorge e Silva Neto, autor das ações, afirma que os fundamentos jurídicos que impõem a contratação de modelos negros foram extraídos essencialmente da Constituição do estado da Bahia.
“O artigo 286 da Constituição do Estado da Bahia estabelece que ‘a sociedade baiana é cultural e historicamente marcada pela presença da comunidade afro-brasileira, constituindo a prática do racismo crime inafiançável e imprescritível, sujeito a pena de reclusão, nos termos da Constituição Federal’”, afirmou o procurador.
Silva Neto ressaltou o dispositivo constitucional estadual que impõe objetivamente a obrigação de as agências de modelos situadas na Bahia terem em modelos negros, o artigo 289: “Sempre que for veiculada publicidade estadual com mais de duas pessoas, será assegurada a inclusão de uma da raça negra”.
O procurador afirmou ser “importantíssima” a determinação da norma constitucional estadual porque a visibilidade decorrente de campanhas publicitárias com inserção de modelos negros provoca autêntica elevação da auto-estima racial.
“Além disso, quer no tocante ao empregado portador de deficiência, negro, asiático, enfim todos os que, pela condição existencial são vítimas de discriminação antes, durante e no término da relação de emprego, é absolutamente necessário instalar-se um ambiente apto à tolerância quanto à diversidade no contexto das relações de trabalho. Como admitir um Estado que trata o ser humano com dignidade se há recusa de postos de trabalho em virtude de ser negro o trabalhador?”, indagou, ainda, Silva Neto.
O nobre procurador do trabalho talvez tenha se esquecido de indagar acerca dos tipos de trabalhos realizados pelas agências, que apenas prestam serviços a clientes.
Quem direciona as contratações é o MERCADO.
Se existir demanda por modelos afro-descendentes, não tenho dúvida que as agências sairão em busca destes profissionais. Assim como para brancos, hispânicos, orientais, etc.
Agências são empresas que visam lucro, não são seitas de discriminação racial, tampouco entidades de caridade que emprega pessoas sem o resultado econômico almejado.
Com todo o respeito ao eminente membro do Parquet, vejo como totalmente descabida a ação proposta.
O oportunismo de supostas minorias raciais (afinal, até o ex-presidente FHC se dizia "um mulatinho com um pé na cozinha") já cansou. Os argumentos do estudante Daniel Fraga Mathias Netto são irrepreensíveis. As pessoas somente não esquecem as opressões passadas quando surge uma oportunidade de transformar a desgraça em faturamento.
Gilberto Aparecido Américo
advogado
Afro-descendente é só para elemento da cor preta? meus avós imigraram para o Brasil de Lüderitz, Namíbia. Meus ancestrais estão na Namíbia desde 1608, quando saíram da europa por perseguições religiosas. Apesar de branco, loiro e de olhos azuis também sou euro-afro-descendente. E a situação do mulato? ele é tanto afro como euro-descendente.
Esses movimentos de negros brasileiros não têm mais nada para fazer. Ainda há pouco reivindicavam a eliminação do item cor nos documentos de identidade. Com a malsinada lei de cotas raciais, os negros insistem em declarar a cor na inscrição no vestibular. As palavras da afrodescendetada são mais cambiantes que as núvens, mas mudam só num sentido, na direção de obter vantagens. Muito oportuno o artigo "Armadilha para Negros", do escritor e jornalista Janer Cristaldo, in http://www.jornaleco.com/J18/Alpharrabista.php
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http://www.jornaleco.com/J18/Alpharrabista.php
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