No ano que vem talvez já seja possível fazer uma projeção global do sistema de indicadores e definir linhas estratégicas para os próximos cinco anos de administração do sistema Judiciário brasileiro. A previsão é do presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim.
Ele esteve reunido, durante a tarde desta segunda-feira (6/12), com representantes dos 24 Tribunais Regionais do Trabalho para dar continuidade ao projeto de fazer um levantamento de indicadores da Justiça brasileira para avaliar a capacidade de gestão do sistema.
“Aí [com os indicadores e linhas definidas] nós deixamos de ser administradores temporários e circunstanciais para termos gestões planejadas na busca daquilo que nos legitimará: a eficiência”, disse Jobim.
Para Jobim, o objetivo central da reunião foi “traduzir os indicadores para as peculiaridades da Justiça do Trabalho”. Discussão semelhante foi feita com representantes da Justiça Federal e Estadual. “Vamos ver o que temos que fazer e, para saber o que temos que fazer, precisamos nos conhecer; e para nos conhecer nós precisamos ter elementos que definam, no âmbito da nossa análise, a nossa capacidade de oferta de decisões”, afirmou.
Esse DR. Nelson Jobim...ô gaúcho retado! Mas, mestre, ao invés de eficiência é melhor a eficácia. Quer dizer, ele mesmo diz quye são "administradores temporários e circunstanciais". E mais: "..na busca daquilo que nos legitimará". Imaginem! Depois, arrematando, ele diz: "Vamos ver o que temos que fazer e, para saber o que temos que fazer, precisamos nos conhecer; e para nos conhecer nós precisamos ter elementos que definam, no âmbito da nossa análise (vejam: "no âmbito da nossa análise"), a nossa capacidade de oferta de decisões".
É por essas e outras que o poeta Luís Borges, afirmava e vaticinava: "Escrever é uma certa forma de imprudência". Falar, também, caro poeta, principalmente em microfones e na presença de taquígrafas(os). Essa última foi para o Além.
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