Julgamento do procurador Guilherme Schelb é adiado

O Conselho Superior do Ministério Público resolveu adiar o julgamento de abertura de processo contra o procurador da República no Distrito Federal, Guilherme Schelb. A reunião sigilosa aconteceu nesta terça-feira (7/12). A próxima reunião aconteceu em fevereiro.

Acusado de práticas incompatíveis com seu cargo, Schelb corre o risco de ser afastado de suas funções. A comissão de sindicância da Corregedoria-Geral da Procuradoria indicou que o procurador pediu dinheiro a diversas empresas investigadas por ele para patrocinar projetos particulares seus.

A soma chega a R$ 70 mil e seria usada para a manutenção de um site e a publicação de um livro escrito por Schelb. Entre as empresas procuradas por Schelb estão a Brasil Telecom, Souza Cruz, Fiat, Coca-cola, Volkswagen e o Sindicato de Empresas Distribuidoras de Combustíveis.

O procurador se notabilizou por ter comandado, nos últimos anos, diversas investigações que atingiram várias autoridades federais, como o ex-secretário-geral da Presidência no governo Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Jorge e o ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio.

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal disse:
07 de dezembro de 2004 às 20:44

Meu caro cidadão José Carlos da Silva, por que tanto espanto? Não seja ingênuo, isso é normal e cada vez ficará mais normal.

Dilson Meira adv disse:
07 de dezembro de 2004 às 21:00

Se fosse advogado, o MP já teria pedido a pena capital (da classe). Fora a armação do circo ...

Onono disse:
07 de dezembro de 2004 às 22:48

O processo administrativo disciplinar é confidencial. Assim, é muito estranho que haja tanta publicidade no referido processo, fica parecendo que "alguém" tem interesse em desacreditar o Procurador da República Guilherme Schelb. Isso não é impossível, visto aquele sempre ter se destacado como um atuante membro do Parquet, contrariando interesses de diversos canalhas e patifes que abundam no Brasil - especialmente na política e meio empresarial.
Fábio José Freitas Coura
Procurador da Fazenda Nacional

Juvenal Fernandes disse:
07 de dezembro de 2004 às 23:00

O sigilo nesse caso é uma imoralidade. Quando Schelb persegue suas vítimas, o faz com toda publicidade, mesmo quando não tem indícios para isso. Os privilégios dos membros do MPF os fazem inatingíveis e livres para cometer atos criminosos. O Procurador da Fazenda abaixo deve ter seus motivos pra proteger Schelb. No artigo publicado pelo ex-Secretário Eduardo Jorge neste mesmo Conjur, ele mostrou documento FALSIFICADO pelo procurador Schelb, ao que tudo indica, em conluio com gente de dentro da Corregedoria da Receita. Será esta dobradinha pouco ética prática corriqueira com outros órgãos da administração? Espero que o adiamento não sirva mais uma vez à impunidade que impera no MPF.

Bruno C.F. disse:
08 de dezembro de 2004 às 06:27

É meu caro Fábio José Freitas Coura. Que feio né. Você fala dos investigados do seu colega como canalhas? E ele, pede dinheiro para si destes canalhas? Ele, juntamente com aquele desequelibrado mental, Luiz Francisco sei lá do quê, acham que são intingíveis? Você deve ser igual. Vái trabalhar, vai...

Bruno C.F. disse:
08 de dezembro de 2004 às 06:28

Onde se lê intingíveis, leia-se INATINGÍVEIS.

Ismerino José Mendes Junior disse:
08 de dezembro de 2004 às 08:42

Isso é que é corporativismo, o resto e balela.

João Roberto de Napolis disse:
08 de dezembro de 2004 às 08:53

Na China continental essa tomativa de dinheiro do "Douto" Procurador da República resultaria em um projetil na nuca, e os familiares deveriam ressarcir o governo dos gastos com a operacionalização da pena capital.
Aqui, provavelmente, será ministro do governo Lula com o "know how" demonstrado em captação de recursos "as PPPs" só que em benefício próprio. (lembram-se do Waldomiro, homem de total confiança do Sr. Dirceu). Quem em sã consciência poderá crer nesse País do quarto-mundo.
Quem acreditar em Deus que se apegue a ele, pois o resto......bye, bye Brasil.

LUÍS disse:
08 de dezembro de 2004 às 09:07

Gente, realmente é impressionante. Se fosse um advogado que pedisse grana eles iam te prender em flagrante, diriam que é suborno. Ia ser um escândalo no jornal, e a OAB ia te meter o pau. Aposto que foi adiado para criar uma polêmica quanto à competência para punir, já que a Emenda Constitucional está sendo publicada hoje. Já estou sentindo cheiro de Pizza. Vai acabar em Pizza isso. Vão dizer que o cara tava cheio das melhores e boas intenções, que ele só pediu, não exigiu nem chantageou, que quem não desse não seria perseguido e coisa e tal. Que o cara tenha a ampla defesa, o contraditório, os recursos legais e o diabo à quatro. O que é inaceitável, é que o processo seja sigiloso e que não tenha havido afastamento preventivo para apurar impedindo a interferência.

Victor Sarfatis Metta disse:
08 de dezembro de 2004 às 09:34

detalhe: é só a decisão sobre a ABERTURA do processo.....imaginem então até uma eventual condenação, quanto tempo não demorará!

lembro-me da frase de Dante, na Dívina Comédia...

Félix Neto disse:
08 de dezembro de 2004 às 09:36

Acusando o procurador, este espaço busca inocentar o senhor FHC(aquele que levantou os cinco dedos) e sua turma, embora não tenha sido um governo tão ruim em termos de história brasileira.

Uma coisa certa: Todo e qualquer funcionário público deve ter a sua EVOLUÇÃO PATRIMONIAL monitorada, especial PRESIDENTES DA REPÚBLICA, GOVERNADORES, MINISTROS, PREFEITOS, VEREADORES DEPUTADOS, SENADORES, JUÍZES, PROMOTORES, AUDITORES, DELEGADOS DE POLÍCIA, POLICIAIS, MEMBROS DE COMISSÃO DE LICITAÇÃO. Difícil mesmo é monitorar os dinheiros em cima dos guarda-roupas e os acertos de loteria.

Temos tecnologia eletrônica e tecnologia legal ( LEIS DE PAPEL). Tudo com muita TRANSPARÊNCIA.

O mais legítimo dos fiscais é o CIDADÃO, sem nenhum adjetivo.

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